Coluna

Márcia Travessoni: Haras cearenses

Márcia Travessoni (Gente)

marcia.travessoni@diariodonordeste.com.br

00:00 · 11.03.2017

No cenário em que o Brasil é o terceiro maior produtor de cavalos da raça Quarto de Milha e o Nordeste é a região do País que mais demanda esses animais, o Ceará desponta como o Estado que mais realiza eventos de corrida e para os criadores desses equinos. "É praticamente um evento por mês, se considerarmos os agendados para o primeiro semestre deste ano", contabiliza o criador Rafael Leal, proprietário do Haras Primavera, e que promove, do dia 17 ao dia 19, o Grande Prêmio Haras Primavera e um leilão de cavalos, em Canindé, que devem reunir criadores da raça Quarto de Milha de todo o Brasil.

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Nicole Vasconcelos, Camila Moreira, Juliana Cordeiro, Sarah Castro e Clarisse Salazar

Angra

Caçula de Andréa e Raimundo Delfino, Larissa vai celebrar seus 15 anos com uma experiência e tanto: junto dos amigos, ela vai desfrutar de três dias, em abril, no Club Med - Rio das Pedras, em Angra dos Reis, no Rio de Janeiro. O convite da festa é de um primor que encanta e já adianta a intensa programação: mergulho, esportes aquáticos, trilha e passeio de escuna.

Bastidores

Se chamará Arthur o segundo filho de Priscilla Ximenes e Bruno Becco. O baby, que será o segundo neto homem de Tereza Távora Ximenes, chega para fazer companhia à irmã Luiza e aos priminhos Bianca e Luca Asfor. /// São aniversariantes deste fim de semana Juarez Leitão, Liliane Albuquerque, Lúcia Milfont, Geraldo Rola, José Teles, Kelton Whitehurst e Mazé Coelho.

A professora Calina Bertini ministra a palestra "Operação de Mobilidade Urbana em Grandes Eventos", nesta segunda, às 198h, no auditório A-2 da Universidade de Fortaleza (Unifor). /// A jornalista e escritora Mônica Silveira orienta oficina literária com o tema "Caminho Criativo da Poesia", dia 18, das 9h às 12h, na Livraria Escritores do Ceará.

Encontro de essências

Tirar os excessos e deixar apenas a essência de cada uma. Foi assim que a master coach Marília Fiúza concluiu um discurso inspirador durante almoço especial de mulheres, no Pipo, na última quarta, articulado por mim e pela querida Camila Moreira. Usando seus próprios exemplos de vida, Marilia nos ensinou também que vida pode ser muito mais fácil quando assumimos nossas vulnerabilidades e aceitamos a ajuda do outro - o que pode nos deixar, inclusive, mais fortes. Além das sábias palavras da coaching, nosso encontro teve o toque floral da décor de Andréa Bonorandi e playlist assinada pelo DJ Pedro Garcia. Os cliques esbanjam estilo e elegância.

Ana Virgínia Martins e Brígida Frazão

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Déborah Nibon, Fernanda Mattoso e Sellene Câmara

Marília Fiúza, Márcia Travessoni, Andréa Bonorandi e Pedro Garcia

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Manoela Crisóstomo

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Destaque

Clicado com a esposa Silvinha, Rafael Leal é o grande anfitrião do Grande Prêmio e do leilão da raça Quarto de Milha, em Canindé

Literária

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Envolvida com a literatura desde a infância, a professora Angela Gutiérrez assumiu a veia da escrita após longos anos de estudo, mas o fez com tal grandeza que marcou uma página importante e peculiar da literatura brasileira.

Como iniciou seu contato com a literatura e a escrita?

Nasci na casa que fora de meu bisavô, Thomaz Pompeu, e aí vivi até os cinco anos de idade. Como seus livros dominavam o casarão, costumo dizer que nasci em uma biblioteca. Desde sempre ouvi belos contos infantis ou estorinhas brincalhonas, histórias sobre a família e a cidade de Fortaleza, pela vozes de minha mãe, Angela Laís Pompeu Rossas Mota, graciosa contadora de histórias, e de meu avô, Dr. César Rossas, que não só contava como representava suas historietas e anedotas. Na mesma época, folheava livros com meu pai, Luciano Cavalcante Mota, o homem mais sábio que já conheci. Aos oito anos eu já era uma leitora voraz. Podia passar um dia inteiro lendo. Na verdade, preferia ler a qualquer outro divertimento. Comecei a escrever, no colégio, composições infantis, como a maioria das crianças. Meus primeiros textos publicados foram o poema "Perdão para um Deus cruel" e o conto "O pó de pirlimpimpim", que escrevi para atender a pedido de colaboração para a Revista Caboré, dos alunos de Letras da UFC.

Apesar da forte relação com a escrita, você trilhou um longo caminho pela docência. Como esses dois ofícios se complementaram?

Na verdade, meu ofício de professora de literatura na Universidade Federal do Ceará sobrepujou sempre o meu ofício de escritora. Como vivia entre livros de grandes escritores, construí parâmetros literários muito altos e, assim, não me satisfazia com minha própria escrita. E também, por dedicar-me tanto à minha função de professora, não me sobrava tempo para escrever, a não ser, claro, textos da vida universitária. Por outro lado, o fato de conhecer teoria da literatura, literatura brasileira, literatura cearense ajudou-me a lidar com minha escrita, mas hoje lamento não ter-me dedicado com mais disciplina e empenho ao ofício de escritora. A maior parte de meus livros foi escrita à noite ou em férias.

Seu primeiro livro, "O Mundo de Flora", marcou um momento ímpar na literatura cearense. Como foi esse processo de escrita?

Escrevi meu primeiro romance como quem espanta o medo. Eu estava com inflamações nas articulações que, além de doerem muito, despertavam o medo de que significassem o início de alguma enfermidade mais severa. Numa noite em que não conseguia dormir, com essas sensações de dor e medo, levantei-me e escrevi à mão longas páginas que viriam a constituir grande parte do romance. Além disso, construí o roteiro da trama, determinei as vozes dos narradores, a estrutura da narrativa em fragmentos, o correr do tempo de forma não-linear. Posteriormente, a qualquer momento, escrevia outros fragmentos e os guardava em uma gaveta. Se o primeiro momento da escrita deu-se no estilo romântico, o segundo momento foi, realmente, uma construção literária consciente, em que juntei as peças desse puzzle.

Quem são seus inspiradores, na vida e no trabalho?

Meu marido, com quem convivo, com amor. Meu pai inspirou-me e inspira-me sempre pelo legado de bondade, cultura, ética e simplicidade. Com minha mãe aprendi a contar histórias. A harmonia de minha petite famille permite-me o equilíbrio na vida cada dia mais violenta no mundo que vivemos. No magistério universitário, meus professores Moreira Campos, Artur Eduardo Benevides e Pedro Paulo Montenegro e com os colegas Sânzio de Azevedo, Horácio Dídimo e Linhares Filho.

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