Coluna

Márcia Travessoni (Gente): bastidores

Márcia Travessoni (Gente)

marcia.travessoni@diariodonordeste.com.br

00:00 · 07.04.2018

Durante uma reunião em Washington, nos Estados Unidos, para tratar do financiamento de iniciativas ambientais em Fortaleza, o prefeito Roberto Cláudio foi elogiado pelo diretor global para o Desenvolvimento Territorial e Urbano do Banco Mundial, Sameh Wahba, pelo empenho pessoal do gestor no projeto. Acompanhado da coordenadora Especial de Relações Internacionais e Federativas, Patrícia Macêdo, o prefeito negociou recursos para desenvolver iniciativas como a recuperação do Parque Rachel de Queiroz (1). /// FUNDADOR da rede de restaurantes Coco Bambu, o empresário Afrânio Barreira e os sócios Ronald Aquiar e Leonardo Correia estiveram reunidos, semana passada, com o CEO da Kroton Educação, Rodrigo Galindo (2)

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Roberto Cláudio e Sameh Wahba (1)

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Leonardo Correia, Rodrigo Galindo, Afrânio Barreira e Ronald Aguiar (2)

Em alta 

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A empresária Bruna Waleska seguiu ontem para Paris, onde acompanha a semana de moda da capital francesa. No roteiro estão cursos de moda, palestras com estilistas e empresários, visitas a museus, ateliês e ao backstage de renomadas grifes, como a Louis Vuitton.

Destaque

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Na palestra, Ciro Gomes vai abordar caminhos que poderão ser traçados para o desenvolvimento do País.

Em festa

Bárbara e Eymard Freire organizam a festa de aniversário da filha Lia, que completa 50 anos de idade. O agito acontecerá na tarde do dia 12, no Barbra's Éden - buffet da família, que passou por recente repaginada. Mafrense Sousa cuida do cerimonial e Gil Santos, da decoração, inspirada no estilo mediterrâneo com limão siciliano, cerâmica portuguesa, muitas bromélias, suculentas e orquídeas. A aniversariante usará um modelo de Lino Villaventura.

Dia 13, José Guedes reúne turma de amigos, em seu ateliê, para comemorar 60 anos, em clima de happy hour. /// Gustavo Serpa, Ângela Cysne, Zilma Melo, Abraão Sales, Diana Ferreira Gomes e Rita Cruz são os aniversariantes deste fim de semana.

Por aí

Regina Alice e Danísio Correa programaram, para maio, viagem romântica para Paris, onde comemoram Bodas de Pérola.

Governador do distrito 4490 do Rotary Club, Eduardo Campos e a esposa Marilena participam, esta semana, da Reunião de Governadores do Norte e Nordeste da entidade, que acontece em Juazeiro da Bahia. Henrique Vasconcelos e Júlio Lóssio também participam do encontro.

Agenda

Com direito a decoração junina, comidas típicas e muitas brincadeiras, o Arraiá do Austin promete encerrar o mês de maio com a festa junina mais badalada de Fortaleza. O evento acontece dia 26 de maio, com apresentações de Dorgival Dantas, Márcia Fellipe, Austin Band e Joel Tomaz, no La Maison Coliseu.

Ex-ministro dos governos Itamar Franco e Lula, ex-governador do Ceará, Ciro Gomes ministra palestra sobre a atual conjuntura política nacional e os desafios que estão postos para o Brasil, dia 12, às 18h30, no auditório da CDL Fortaleza.

Pesquisa

Condição climática que historicamente castiga o Ceará - e a região Nordeste como um todo -, a seca e a ausência de políticas públicas eficazes para a convivência com esta situação motivaram a jornalista Catarina de Oliveira (foto) e o meteorologista Humberto Alves a escreverem o livro "Um século de secas: por que as políticas hídricas não transformaram o Semiárido brasileiro?". A obra foi lançada em Fortaleza na última quarta-feira.

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Como surgiu a ideia de fazer a pesquisa e o livro?

A motivação da pesquisa foi a grande seca, que chamamos de seca do século, de 2010 a 2016. Os dados mostravam que a gente estava vivenciando uma seca sem precedentes na história do semiárido brasileiro, em termos de duração e abrangência, e a sociedade estava despreparada para lidar com isso, as alternativas não seriam rápidas. Por isso, pensamos em buscar, na história dessas políticas hídricas, subsídios para pensar esse problema que ainda é tão atual.

No livro, vocês abordam a ausência de mecanismos democráticos como um dos principais fatores para dificultar o enfrentamento da seca. Quais seriam eles?

A nossa pergunta norteadora foi o que teve em comum em todas essas políticas, desde quando elas foram institucionalizadas até os dias de hoje, para, em pleno início do século XXI, ainda termos populações bastante vulneráveis, como o caso de agricultores que dependem das chuvas para a subsistência. Dos anos 90 pra cá, foram criados mecanismos institucionalizados para que a população possa participar das tomadas de decisões sobre políticas públicas. Mas percebemos que as políticas não refletiam as reais demandas das populações mais vulneráveis, porque elas não tinham meios legais para participar sobre as decisões de políticas que iam influenciar as vidas delas. Essas medidas refletiam mais os interesses dos grupos poderosos da região, que estavam na camada de decisão. Quando validamos essas recentes políticas governamentais, comparamos as demandas de quem vive na zona rural com o que foi feito e percebemos que está muito aquém da necessidade. Embora tenha havido alguns avanços, é preciso universalizar o acesso para que todas as pessoas da zona rural tenham água, que é um direito humano fundamental.

Como tem sido a repercussão dessa obra com os gestores públicos que podem atuar em relação à seca?

Estamos em contato com várias pessoas e batendo na porta dos deputados dos Estados do semiárido para apresentar essa pesquisa. Temos interesse em difundir a obra para toda a bancada do Nordeste, porque ela propõe diretrizes para as políticas públicas atuais relacionadas à questão hídrica.

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