Coluna

Márcia Travessoni (Gente): Bastidores

Márcia Travessoni (Gente)

marcia.travessoni@diariodonordeste.com.br

00:00 · 31.03.2018

O presidente da Federação das Indústrias do Estado do Ceará (Fiec), Beto Studart, já está articulando a festa em comemoração ao Dia da Indústria, marcada este ano para acontecer dia 30 de maio, no La Maison. Na ocasião, será entregue a Medalha de Mérito Industrial, maior comenda do setor, no Estado (1). /// caps do Carmel Charme, em Aquiraz, Ana Cristina e Tarso Melo convidaram ninguém menos que o estrelado chef francês Pascal Favre D'Anne - que ostenta uma estrela Michelin - para assinar um jantar especial para os hóspedes do resort, fim de semana passado. Junto do chef do Carmel, Artur Alves, o especialista francês elaborou um menu com pratos como foie gras, cordeiro e robalo (2).

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Beto e Ana Maria Studart (1)

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Tarso Carneiro Melo, Pascal Favre D'Anne, Ana Cristina Melo e Artur Alves (2)

Conscientização

Em comemoração ao Dia Mundial da Conscientização do Autismo - lembrado em 2 de abril -, Fortaleza recebe dois eventos no mês que se inicia. Nos dias 7 e 8 de abril acontece a II Jornada FAZ, promovida pela Associação Fortaleza Azul, no shopping RioMar Kennedy, com atividades como palestras, rodas de conversa e apresentações artísticas.

Já a Associação Pintando o SeTE Azul promove, durante todo o mês de abril, uma série de ações relacionadas ao tema, com destaque para o dia 8, quando haverá uma mesa-redonda, no Shopping Benfica, sobre a necessidade de uma abordagem multidisciplinar no Transtorno do Espectro Autista. As duas atividades contarão com a participação da gastropediatra e nutróloga pediátrica Christiane Leite, que abordará assuntos relacionados à sua área de expertise e vivência com esses pacientes.

Destaque

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Onélia Leite destacou a urgência de ações como a capacitação de agentes para acompanharem gestações de risco no Estado.

Presença

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Clicada no  aniversário de Felipe Rocha, no Colosso Lake Lounge, Dani Gondim passou rapidamente por Fortaleza e seguiu para a Colômbia, onde curte o feriado da Semana Santa.

Roteiros

Tane Albuquerque e Francisco Matos Brito, Marcos Monteiro, André Albuquerque, Ben Pedrosa, Waléria e Akira Onoe passam o feriadão em Guaramiranga, no sítio de Carlos Otávio e Eneldo Peixoto. /// Jardson Cruz e Fátima Gonçalves, junto dos filhos Lucas e Caio, foram passar a semana em Lisboa e Madrid.

Nadja Parente chegou da viagem pela região de Puglia (Itália), roteiro que ela fez junto de Maria Vital, Ana Maria Studart e Teresinha Costa, além da turma das Mulheres da CNI, provenientes de outras capitais. O grupo passou pela Embaixada do Brasil em Roma (Piazza Navona), visitou o Museu e a Capela Sistina, no Vaticano, e participaram da missa papal com direito a local privilegiado previamente reservado para o grupo.

Infantil e neonatal

A primeira-dama do Estado, Onélia Leite, lançou, na última semana, o programa Nascer no Ceará, que visa reduzir as taxas de mortalidade infantil e neonatal no Ceará.

Pertencimento

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Coordenador técnico-científico do Iprede e PhD em Pediatria, o médico Álvaro Jorge Madeiro Leite investiga a importância de as crianças desenvolverem, durante a Primeira Infância, um entendimento do que é a cidade e se sentirem parte desse lugar. Convidado do recente Seminário Internacional de Políticas Públicas Inovadoras para as Cidades, ele abordou, ainda, a relevância das ações de mobilidade urbana.

De que maneira é desenvolvida a relação com a cidade durante a Primeira Infância?

A gente pode imaginar o que significa uma geração de crianças que não conhecem as cidades onde moram, que não andam a pé por esses locais, não pisam no chão. São crianças que não têm a oportunidade de entender o que é a pólis, as pessoas, as diferenças, os laços. Na infância é quando há a disposição para o conhecimento do outro, e também para essa essência de autonomia. (Quando essa relação se desenvolve), a criança vai construindo seu mundo com maior probabilidade de ser dotada de habilidades de convivência, e não ser uma criança cheia de receios, que foi criada estando cercada, literalmente, por muros. Essas diferenças que não são vividas logo se transformam em inaceitáveis.

Essa convivência limitada com a cidade pode também estar relacionada ao estresse e ansiedade na criança?

Uma parte da ansiedade vem exatamente porque a criança não consegue compreender o porquê de não poder usar a cidade, andar a pé, falar com as pessoas. Acho que quando os pais fazem isso (diminuem a convivência com a cidade), mesmo a título de proteger a criança, é um contexto de estresse porque está subtraindo dela a capacidade de entender a diversidade do mundo. Vai ficando cada vez mais difícil conviver no trabalho, no trânsito, na escola, na cidade como um todo.

Fortaleza proporciona, então, que as crianças desenvolvam essa relação de pertencimento com a cidade?

Fortaleza, comparada com outras cidades, tem avançado bastante, mas ficamos na cultura do carro, do desrespeito ao pedestre. Temos um plano gestor de mobilidade urbana que parece estar num bom caminho, para possibilitar que as crianças saiam de suas casas e visitem a cidade. Parece que a gente, como classe média, vai desistindo da cidade e criando nossos filhos numa relação de estranhamento, e por aí vai esse desenraizamento. É nos primeiros 5, 6 anos de vida que a criança percebe que tem um chão, pais, família, que conhece o bairro onde nasceu, conhece o padeiro, vai à feira. E isso foi se perdendo com a cultura dos shoppings e, agora, com os condomínios, com esse momento da cultura brasileira que se caracteriza pela exclusão.

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