Coluna

Márcia Travessoni: Encontro de arte

Márcia Travessoni (Gente)

marcia.travessoni@diariodonordeste.com.br

00:00 · 24.06.2017

Culinária peruana, obras de arte e boas conversas terão lugar, neste sábado, na Galeria Mariana Furlani de Arte Contemporânea, que abrirá os cinco salões com mostras simultâneas, a partir das 16h. Além de novo acervo composto por peças de nomes como Rian Fontenele, Carlos Macedo, Sérgio Helle e Thina Cunha, a galeria vai abrigar uma exposição individual de Wilson Neto.

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Suyane, Marcela, Cláudio e João Cláudio Dias Branco

Em festa

Andréa e Raimundo Delfino recebem a família para um almoço de comemoração pelo aniversário dele, neste domingo. /// Também aniversariam neste fim de semana Byron Frota, Denise Cavalcante, João Batista Fujita, Geórgia Duarte, Gláucia Pontes, João Carlos Paes Mendonça, Lucca, Lissa e Luciano Dias Branco.

Andressa da Costa Rocha e Raphael de Oliveira Rodrigues casam-se na Catedral, neste sábado, e comemoram com festa no Salão Prattes do Teka's. Décor by Maggy e animação de Humberto Araújo.

Memória

A missa que lembrará um ano de falecimento do empresário Ivens Dias Branco será celebrada dia 26, às 19h, na Igreja São Vicente de Paulo. A família toda estará reunida em oração.

Agenda

Neste sábado, a Guarderia Brasil faz luau especial com a banda Mano Braz, a partir das 17h. /// No domingo, a Prefeitura de Fortaleza promove apresentação musical do pianista Felipe Adjafre, acompanhado do saxofonista Helano Pedreira, às 17h, na Ponte Metálica. /// Também domingo, o RioMar Fortaleza recebe o corpo de baile do ballet da Edisca, com o pocket espetáculo Duas Estações. A apresentação é gratuita e ocorre às 14h, na Praça de Eventos do Piso L1.

Roteiro

De Marbella, na Espanha, Teresa, Fernando Cirino, Felipe e Mariana seguiram para a região do Douro, em Portugal, onde participam, neste fim de semana, da comemoração do aniversário do empresário João Carlos Paes Mendonça.

Debutante

A emoção tomou conta da festa de 15 anos da filha de Suyane e Cláudio Dias Branco, Marcela, esta semana. Após missa de Ação de Graças na Capela de Santa Filomena, a família e os amigos da aniversariante seguiram para restaurante na Praia de Iracema, onde Marcela foi surpreendida com uma homenagem dos pais. "Uma amiga dela fez um dueto com Levy Castelo Branco, cantando "My way". Depois, eu e o pai demos nossa mensagem de parabéns", descreveu a mãe, Suyane. Para finalizar, uma performance da Blitz trouxe lembranças da vida de Marcela, como fotos do nascimento, lembranças de batismo e 1ª Comunhão, em uma caixinha de música acompanhada de uma bailarina, que distribuiu rosas para os convidados. Fotos: JBfotografias.

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Consuelo e Marcela Dias Branco, Tânia Teixeira

Morgana, Luciano, Marcela, Lissa, Ivens Neto e Lucca Dias Branco

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Marcela Dias Branco

Multifacetado

Em fortaleza para o pré-lançamento do filme "Os Pobres Diabos", no qual é um dos protagonistas, o ator Chico Díaz fala sobre suas experiências no teatro, na televisão e até na pintura e do orgulho em representar figuras do Nordeste.

Como começou a sua relação com a arte?

Lá pelos 14 anos, na zona sul do Rio de Janeiro, eu estudava ao lado do famoso Teatro O Tablado. Olha que ironia: o chefe de disciplina da minha escola, Carlos Wilson Damião, era ator do Tablado e criou um curso de interpretação para jovens no colégio. Ali eu tive contato pela primeira vez com o fazer teatral. Depois de um tempo, participei da formação do Manhas e Manias, voltado para o teatro infantil e com uma linguagem circense, junto da Débora Bloch, Andrea Beltrão, Pedro Cardoso, José Lavigne. O Manhas e Manias foi uma espécie de faculdade de fazer teatro, foi como um trampolim.

Você é formado em Arquitetura e Urbanismo. Como a transição dessa área para o teatro?

A arquitetura e o cinema se apresentaram na minha vida praticamente ao mesmo tempo, não houve uma transição. Em 1981, o Sérgio Rezende estava procurando um protagonista pra um filme chamado O Sonho Não Acabou, aí fiz o teste e passei. Então, meu primeiro personagem no cinema já foi um superpersonagem. Ali, abriram-se as portas do cinema.

Os cenários do sertão nordestino estão entre os focos do filme "Os pobres diabos", que você estrela, assim como o papel na novela "Velho Chico". Como foi a experiência de representar a essência da cultura nordestina nesses personagens?

Eu me sinto muito honrado e privilegiado em poder viver tantos personagens daqui - e hoje eu me considero um artista nordestino. Na época que eu comecei, os centros de emissão cultural eram somente Rio/São Paulo. Daí a necessidade de trazer um ator com cara de nordestino pra vir representar aqui. Hoje em dia, isso é um pecado, os atores nordestinos são sensacionais. Fico muito feliz de ter sido inserido nesse panorama e fazer parte desse universo como um elemento contador das histórias da região. E espero estar à altura.

Você está preparando um documentário sobre o seu pai, Juan Henrique Díaz. Essa é a sua primeira experiência por trás das câmeras?

Não. Na época da Copa do Mundo de 1982, o Circo Voador levou 300 artistas pro México e eu documentei isso, além de outros pequenos documentários e curtas (que fiz). Esse sobre o meu pai é o primeiro com planejamento profissional e está sendo sensacional, até pela questão emotiva. O Juan Díaz foi um emérito comunicador latino-americano. Ele é pouco conhecido no Brasil, mas os livros dele são usados nas faculdades brasileiras até hoje. Eu tenho filmagens dele em super-8, tenho toda a questão acadêmica, social e política dele. Todas as facetas daquele homem serão misturadas com esse material doméstico, para que as novas gerações possam conhecê-lo. Ainda não tem previsão de lançamento, mas são três ou quatro anos de produção. Acho que nós filmamos até o final de 2018.

Você também se dedica à pintura, aspecto que virou exposição no Rio. Como foi a experiência?

Foi uma experiência maravilhosa, porque você ressignifica a sua própria imagem. De repente, vi meus quadros expostos e vi que ali tem trabalho, por mais amador que seja. Eu sou um amador em pintura. Se dependesse de mim, eu nunca teria exposto, mas um amigo meu, o grande curador Xico Chaves, vinha acompanhando o que eu estava fazendo ao longo dos anos, chamou o Paulo Branquinho, que é galerista, eles viram potencial nas minhas obras e me convenceram a expor.

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