Coluna

Estrelas Esquecidas: Exemplos e exemplos

Estrelas Esquecidas

A. CAPIBARIBE NETO - capi@globo.com

00:00 · 21.07.2018 / atualizado às 01:23

Ao longo desses dias na Rússia, por conta dos jogos da Copa do Mundo, exemplos de muitas coisas estiveram à vista para públicos os mais diversos, alguns repetidos à exaustão, principalmente os perfis dos jogadores e suas jogadas, técnicos e táticas, cidades-sede dos jogos, hábitos e costumes dentro do país anfitrião, suas economias no que dizia respeito a sorrisos e o direito de pisar de volta no pé de quem pisa no seu.

O que mostraram sobre o país da Copa foi tudo muito bonito o que, aliás, foi realmente impressionante. Quase no final do evento, surgiu uma determinação da Fifa para os telões nos estádios não ficarem mostrando o rosto de mulheres bonitas, para não aguçar os desejos explícitos dos visitantes, principalmente aqueles grupos de brasileiros, bem poucos, é verdade, mas o suficiente para ganhar os noticiários negativos através do mundo que exibiram as molecagens verde-amarelo na pressuposição de que estam sendo engraçados.

O mundo inteiro repudiou. A política do compatriota dos grupos ridículos tentou disfarçar, minimizar, encontrar uma desculpa para evitar um castigo severo. A Rússia, que exportou o comunismo para alguns países do globo, ainda sofre as consequências do regime que faliu, em cidades distantes da periferia de Moscou e lá pras bandas da Sibéria e adjacências. Existem pobres, miseráveis, mas sem teto e miseráveis existem em todo o mundo. Os japoneses, por exemplo, grupo de torcedores e vimos que também jogadores, evidenciaram a sua cultura do respeito, dentro e fora do campo. Cataram o lixo nas arquibancadas onde torceram sem violência e nos vestiários, onde, mesmo depois da partida na qual foram desclassificados, deixaram o local mais limpo e organizado do que encontraram.

Seus gestos contaminaram um grupo de bons brasileiros que seguiram seus exemplos muito comuns no Japão. Ainda bem! A Argentina foi bem representada. A arrogância do Maradona, derrotado por si mesmo e pelo vício, fumou charuto em lugar expressamente proibido e, de quebra, mostrou dedo do meio para o público. Seu time perdeu sem apelar para a violência. Ainda bem, de novo. Luizito Suarez não mordeu ninguém e a derrota jamais poderia ser contestada. A "mão de Deus" não encontraria espaço para fazer aquele gol. Agora, Deus tem mil olhos eletrônicos e viu que o nosso menino mimado foi apenas performático e está rolando até hoje, no circo que ele mesmo armou na beira do campo. Meses com ele rolando por quilômetros arrancam risadas de deboche mundo afora.

Neymar virou sinônimo de cair e rolar sem parar e tirou o crédito de seus machucados de verdade. A Islândia tem um futuro promissor no futebol que ninguém duvida e o grito da sua torcida começa a ser imitado por muitas galeras. Muitos foram os exemplos... Bons e deploráveis.

Quem experimentou desrespeitar a cultura e o regime do povo da Rússia se deu mal. E aí, vem a Croácia! Que exemplo! Merecer ganhar da França, não mereceu, mas poderia ter vencido. Griezmann deu um exemplo maradonístico repudiável: foi a "queda de deus" que o juiz aceitou e recusou os "olhos eletrônicos desse mesmo deus". Que vergonha, meu Deus! E aí, vem a Kolinda Grabar-Kitarovic e rouba a cena no final da Copa.

Exemplo de elegância, simpatia, de respeito pelo dinheiro dos seus cidadãos e viaja na classe executiva com os seus jogadores e os abraça, efusivamente, um por um, exibindo um sorriso que contagiou a todos que logo se apaixonaram por ela. De uma certa forma, a Croácia ganhou a Copa (procurem o vídeo onde cada jogador mostra as coisas bonitas do seu país).

E o Putin, hein? Sorriso amarelo, exemplo de descortesia e deselegância, sem se mancar que deveria, no mínimo, oferecer um guarda-chuva ou mandar um segurança levar um para proteger da chuva forte a verdadeira Primeira Dama da Copa da Rússia! Quem se molhou, mesmo, foi o Vladmir que parecia estar Putin.

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