elegância

A dama da moda

A estilista Carolina Herrera se despediu da direção criativa da marca homônima na mais recente edição da Semana de Moda de Nova York

00:00 · 10.03.2018

Um dos mais poderosos nomes dentre os gigantes do mundo da moda, a venezuelana Carolina Herrera é, sem dúvidas, referência em elegância, classe e alta-costura. Em transição para uma nova fase da carreira, a estilista abdicou do título de diretora criativa da marca homônima, 37 anos depois de ter fundado a maison.

Foi em um desfile na Semana de Moda de Nova York, em fevereiro, que Carolina fez sua despedida, repassando a direção para o americano Wes Gordon, que já trabalhava como consultor da grife. Apesar do desligamento da diretoria, o adeus não foi definitivo: a estilista já afirmou que tem intenção de tornar-se a embaixadora oficial da Carolina Herrera.

Trajetória

Carolina Herrera é natural de Caracas, capital da Venezuela. Após se mudar para Nova York, Carolina já constava, entre as décadas de 1970 e 1980, na lista das mulheres mais bem vestidas dos Estados Unidos - isso antes mesmo de se consagrar como estilista.

Foi só aos 42 anos de idade, em 1982, que ela apresentou oficialmente sua primeira coleção "prêt-à-porter" - roupas em série, já prontas para serem vendidas. Apesar de um início que pode ser considerado por alguns como tardio, a ascensão da marca Carolina Herrera aconteceu rapidamente, conquistando clientes importantes como as primeiras-damas americanas Jacqueline Kennedy Onassis, Michelle Obama e Melania Trump.

Além das roupas e acessórios de luxo para homens e mulheres, a marca passou a investir em coleções de vestidos de noiva e especialmente no mundo das fragrâncias, que levaram o império Carolina Herrera para outro patamar. Os icônicos "Herrera for Men" e "212", por exemplo, são aromas clássicos da marca e do universo da perfumaria em geral.

Mais do que um ícone fashion, Carolina Herrera é exemplo de mulher de competência em cargos de direção, mais comumente ocupados por homens da indústria da moda. Seja como diretora criativa ou embaixadora, a essência da venezuelana permanece a mesma: a de uma mulher que personifica a sofisticação e que tem o sucesso atrelado ao seu nome.

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