e do cinema

A dama da França

De filmes locais a blockbusters americanos, Marion Cotillard consagrou-se como um dos mais importantes nomes do cinema francês

00:00 · 08.07.2017

Um dos berços do cinema mundial, as terras francesas colecionam nomes de importância desde o início da história da sétima arte até os dias atuais. Dentre diretores, produtores e atores da França que consolidaram carreira, Marion Cotillard é uma das personalidades de maior relevância e talvez a maior referência, se os números e premiações que ela já recebeu forem levados em consideração.

A simbólica estatueta do Oscar - maior premiação da história do cinema - é um dos reconhecimentos que adornam a estante da atriz. O prêmio em questão foi recebido em 2008, por "Piaf - Um Hino ao Amor", no qual Marion incorporou a famosa cantora. Não fosse bastante o fato de ter levado um Oscar para casa, ela é, até hoje, a única atriz que ganhou o prêmio principal da Academia por atuar em um filme falado na língua francesa.

Um dos mais recentes e impactantes trabalhos da atriz é o filme "Um Instante de Amor" - que estreou no Brasil no dia 29 de junho -, no qual a entrega de Cotillard à fervorosa personagem é nítida. "Gabrielle é meu papel mais incandescente. Nunca havia interpretado uma mulher como ela, que 'queima' com tanta intensidade", revelou em coletiva do filme, ano passado, em Cannes. Na produção, ela divide a tela com outros dois renomados atores: o também francês Louis Garrel e o espanhol Àlex Brendemühl.

Trajetória

Não é de se estranhar que Marion Cottilard venha de uma família de artistas: o pai era dramaturgo, ator e diretor, e a mãe era atriz e professora de drama. Ela é casada com Guillaume Canet, também ator e diretor, com quem contracena na comédia "Rock N' Roll: Por trás da fama", lançada este ano. A junção do histórico familiar ao cenário cinematográfico francês resultou em uma atriz de expressões únicas e tons dramáticos.

Cotillard começou a atuar na infância, fazendo sua primeira aparição em uma das peças do pai. Foi em 1994 que debutou no cinema, no filme "L'Histoire du Garçon qui Voulait qu'on l'Embrasse", aos 19 anos. Quatro anos mais tarde, a participação em "Táxi" rendeu a primeira indicação ao César - uma espécie de Oscar do cinema francês - e garantiu a presença dela nas duas sequências do longa.

A versatilidade de Marion Cottilard a permite transitar com equilíbrio entre produções independentes francesas e blockbusters (como "Assassin's Creed" e "A Origem"), colecionando várias premiações e indicações. O papel como Edith Piaf rendeu a ela, além de uma estatueta do Oscar, um Globo de Ouro e um BAFTA. Em 2004, ela levou o título de revelação do ano no Festival de Cannes, além de seis indicações ao César durante a carreira, prêmio que conquistou duas vezes.

Causas sociais

Além da faceta de estrela de cinema, Marion Cotillard também possui um lado ativista, especialmente com temas ligados ao meio ambiente. Ela é hoje porta-voz do Greenpeace e já chegou a recusar contrato com a L'Oreal, porque a empresa fazia testes em animais.

A preocupação com causas sociais chegou, inclusive, ao Brasil, quando ela manifestou apoio ao Cacique Roni contra a Usina de Belo Monte, projeto que sofre oposições de ambientalistas de todo o mundo.

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