Pulseiras coloridas

Elásticos entrelaçados tomam conta do visual da criançada. Fáceis de montar, viram sensação, mas é preciso cuidado na hora de selecioná-los

00:00 · 21.09.2014
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As amigas Ane Caroline, 10; Julia Maria, 10, Lívia Sabino, 11 e Larissa Albuquerque, 10, mostram as pulseiras coloridas ( Foto: Agência Diário/ Helosa Araujo )
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Erica, 8, Ana Livia, 10 e Clea, 11, produzem suas próprias pulseiras e revendem os itens na escola ( Foto: Agência Diário/ Érika Fonseca )

Eles já estiveram na moda há algum tempo e voltaram recentemente com tudo. São elásticos coloridos que, quando entrelaçados, ganham novas cores e fazem parte do look da criançada. Podem aparecer no formato de colares e tiaras, mas o que vem “bombando” mesmo são as pulseiras.

As amigas Ane Caroline, 10; Julia Maria, 10, Lívia Sabino, 11 e Larissa Albuquerque, 10, aderiram a essa onda desde junho. Elas contam que compram o material em uma loja de bijuterias de Fortaleza ou encomendam cores diferentes pela internet. Para saber fazer os entrelaçados, a dica é seguir vídeos de tutoriais no YouTube. “Depois de aprender o básico, vamos ensinando para as outras amigas. E tentamos, aos poucos, desenrolar modelos mais complexos”, concorda a trupe.

Ana Lívia Cruz Bezerra, 10 e as irmãs Cléa, 10, e Érika Lima, 8, começaram a criar as pulseirinhas juntas, após estímulo de Edinete Lima, pedagoga e professora da primeira e mãe das duas últimas. “Fomos comprar acessórios e bijuterias e percebi o quanto os elásticos coloridos estavam na moda. Dei corda para elas criarem as pulseiras para que pudessem levar para a escola, vendê-las por um preço simbólico e, assim, entender mais como funciona o dinheiro”, explica.

E não é que deu certo? Faz menos de um mês que as meninas começaram a produção e já conseguiram juntar um dinheirinho bom. Ana Lívia conta que acumulou R$ 40,00. Após tirar a quantia gasta com o material, para obter mais itens, pegou o lucro para comprar algo para si mesma. Cléa e Érika fizeram o mesmo e que felicidade é poder conseguir adquirir algo após um esforço pessoal. “Elas perceberam como ganhar dinheiro é custoso, mas gastar é rápido. Além de melhorarem as habilidades na hora de somar, subtrair e dividir, agora também aprendem o valor do próprio esforço” analisa Edinete.

Cuidado na hora das compras

As trocas e vendas de pulseiras acontecem normalmente na hora do recreio ou antes e depois das aulas. Os corredores dos colégios ficam tomados pela meninada, que quer adquirir os itens mais bonitos e coloridos. Cléa afirma que só usa duas pulseiras no pulso e prefere as cores rosa e roxo. Ana Lívia explica que as amiguinhas podem fazer encomendas, divididas pelo número de tonalidades dos elásticos e largura dos mesmos (finos ou mais grossos). Enquanto tabelam os produtos com dois preços – R$ 0,50 e R$ 1,00 (as mais espessas são as mais caras), Ane Caroline e sua turminha cobram R$ 2,00 ou R$ 1,50, dependendo também do modelo.

Mas, atenção! Produtos falsificados podem conter chumbo e outras substâncias prejudiciais à saúde. De acordo com a Associação Brasileira de Defesa do Consumidor (Proteste), análises com produtos feitos no Reino Unido apontaram que as pulseiras podem apresentar até 40% de ftalato, substância química usada para dar mais maleabilidade ao plástico, mas que pode ser cancerígena. O limite é de 0,1%.

Por isso, na hora de adquirir seus elásticos, é preciso saber que a marca Estrela, com a sua Fábrica de Pulseiras, é a única aprovada no Brasil. Nada das versões baratinhas vendidas em camelôs, por exemplo. De acordo com Instituto Nacional de Metrologia, Qualidade e Tecnologia (Inmetro), órgão responsável pela fiscalização, como o produto é destinado a crianças de até 14 anos, é considerado um brinquedo. Então, para ser comercializado, precisa do Selo de Identificação da Conformidade do Inmetro. Segundo o órgão, o selo é a garantia de que o produto atende os pré-requisitos de segurança estabelecidos pelo próprio Inmetro.

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