Ensino

Reforço escolar pode auxiliar no aprendizado de crianças com dificuldade na escola

O aluno é acompanhado de perto por professores preparados

11:35 · 08.05.2015
Diarinho
Maria Eduarda Paracampos e Isabela Veras com a professora particular Conceição Rocha Barbosa ( Fabiane de Paula )
Diarinho
Os alunos Heloísa Lima e Guilherme Lima Brito e a pedagoga Michelly Rodrigues no Reforço Aprender ( Fabiane de Paula )

Com a correria e as atividades do dia a dia, muitas vezes os pais não têm tempo suficiente para ajudar os filhos com os estudos e as tarefas da escola. Para contornar a situação, muitos decidem colocar os pequenos em um reforço escolar; solução bastante eficiente para as crianças que têm alguma dificuldade na hora do aprendizado, ou para aquelas que apenas precisam de um empurrãozinho na hora do estudo.

Foi o que aconteceu com a supervisora de marketing, Luiziane Veras. Ela passava o dia todo fora de casa e só podia ajudar a filha, Isabela Veras, de 8 anos, com os deveres na hora do almoço, o que acabava sendo muito cansativo para as duas. A saída foi procurar para a menina um acompanhamento escolar com a “tia Conceição”. O resultado pode ser visto no boletim de Isabela: “ela é muito modesta. Diz que as notas não são muito boas, mas só tira nove e dez”, conta Luiziane.

E a menina aprova a escolha da mãe. Ela diz que gosta bastante das aulas particulares, pois “a tia é muito legal, ensina, ajuda e brinca com a gente”. Uma das brincadeiras preferidas da pequena é responder a tabuada enquanto joga peteca. Outro ponto positivo é o dindin. “A tia sempre dá dindin de chocolate ou goiaba pra gente”.

Junto com Isabela também estuda Maria Eduarda Paracampos, de 10 anos. Diferente da colega, Maria Eduarda confessa que não é lá muito fã dos estudos e que, de vez em quando tira uma nota baixa, mas graças ao reforço escolar sempre consegue se recuperar sem nunca ter repetido de ano.

Trabalhando com reforço escolar há oito anos, a “tia Conceição”, ou Conceição Rocha Barbosa, fala que é importante estar sempre atenta ao se ensinar crianças, precisando saber contornar a dificuldade e a resistência de cada um. Para ela, um dos maiores obstáculos de aprendizagem atual é porque “as crianças não gostam mais de ler e interpretar os textos”, relata. O jeito é estimular a leitura e manter sempre um diálogo com os pais. Outra solução é fazer rodas de leitura, como as que são realizadas pela professora Michelly Rodrigues, pedagoga do curso Aprender. Segundo Michelly, dinâmicas são muito importantes para perceber o nível de compreensão dos alunos e os encoraja a ter maior autonomia no estudo.

De acordo com Guilherme Lima Brito, de 10 anos, as táticas de Michelly funcionam. O garoto conta que tem reforço escolar já há algum tempo e, por causa disso, costuma estudar tanto no curso, quanto em casa. Entretanto ele diz preferir estudar quando está no Aprender, pois lá está cercado de amigos, que vão desde os colegas de sala até os professores. 

A opinião do garoto é compartilhada pela colega Heloísa Lima, de 12 anos, que afirma se divertir bastante com os amigos no reforço por causa das dinâmicas de ensino e de algumas peças pregadas nos professores, o que geralmente acaba em uma bronca. Mas, apesar de aprontar, a menina diz que elas e os colegas também se comportam e prestam atenção na fazer as tarefas e tirar as dúvidas, tanto que melhorou bastante a média e, hoje, suas notas são de 8,0 para cima.

Quando optar pelo reforço escolar?

Apesar do reforço escolar ser bastante eficiente no processo de aprendizagem das crianças, ele não é um recurso essencial. Por isso, pais e alunos devem estar atentos a algumas características que podem indicar a necessidade ou não deste acompanhamento.

De acordo com a psicóloga infantil, Gabriella Tavares, é muito importante para a criança aprender a estudar sozinha. “Os pais ou responsáveis tem então o papel de observar e checar se o filho tem uma rotina de estudo, se este está realizando as atividades”. Ela diz que as tarefas não precisam estar obrigatoriamente toda correta, pois o erro indica para o professor do colégio o grau de dificuldade que o aluno tem. Entretanto, elas precisam ser feitas.

O reforço escolar aparece como essa fiscalização da tarefa de casa e um apoio para que as dúvidas sejam esclarecidas. O professor, ou o pai, não deve responder pelo aluno, mas auxiliá-lo para que não seja gerado um comportamento de dependência, onde a criança só consegue estudar com a ajuda de alguém.

Saber quando o filho precisa de um acompanhamento maior também é outro ponto importante. “Geralmente os pais identificam quando os filhos começam a apresentar um baixo rendimento escolar, isto é, quando estão apresentando notas abaixo da média exigida”, explica Gabriella. 

A psicóloga ainda alerta que “deve-se evitar utilizar do reforço apenas em último caso como, por exemplo, na véspera da prova. Esse comportamento pode garantir uma nota melhor, porém não é um hábito de estudo adequado”. O mais correto é ensiná-lo a ter uma rotina de estudos constantes para que o aprendizado seja gradual e as dificuldades sejam superadas e não apenas mascaradas.

Curso Aprender

Se diferenciando um pouco da imagem tradicional de professor particular, aquele “tio” ou “tia” mais velho que ensina os alunos em casa, o curso Aprender trabalha, predominantemente, com universitários dando aulas para crianças e adolescentes.

De acordo com o diretor do curso, João Mateus Façanha, de 21 anos, a proposta acaba por levar uma maior proximidade entre professores e alunos. “O tratamento é muito bom. Eles nos veem como amigos e como espelhos, por causa da idade”. 

Serviço:
Curso Aprender
Av. 13 de Maio, 1096, Loja 02 - Bairro de Fátima
Tel.: 3088.3134

Professora Conceição
Tel.: 9605.9338

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