Nutrição

Ministério da Saúde pede que empresas criem salas de amamentação

As salas de apoio à amamentação são espaços localizados no próprio ambiente de trabalho, destinados às mulheres que retornam da licença

10:25 · 10.08.2015 / atualizado às 13:46
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( Foto: Fernanda Siebra )

 De acordo com a II Pesquisa de Prevalência do Aleitamento Materno nas Capitais Brasileiras e Distrito Federal, o índice de amamentação é duas vezes maior entre as trabalhadoras com direito a licença (53,4%) do que o registrado entre mulheres que não possuem o direito (26,8%).

Nesta última sexta-feira (7/8), o ministro da Saúde, Arthur Chioro, encerrou a Semana Mundial de Amamentação com o tema Amamentação e Trabalho: para dar certo, o compromisso é de todos. O objetivo é incentivar gestores de empresas públicas e privadas de todo o Brasil a adotarem a Ação Mulher Trabalhadora que Amamenta, lançada em 2010.

“Nós queremos despertar uma consciência do respeito à mulher trabalhadora e ao bebê. Todo mundo ganha. Os estudos sobre os benefícios da amamentação para saúde da criança e da mãe são inquestionáveis, mas também são grandes os ganhos de produtividade, do compromisso da mulher com o seu trabalho. Cada vez mais, nós queremos estimular as empresas privadas a adotarem a licença-maternidade de seis meses, a garantia da creche no ambiente do trabalho ou próximo dele e a implantação das salas de aleitamento materno”, disse o ministro, Arthur Chioro.

Entenda

As salas de apoio à amamentação são espaços localizados no próprio ambiente de trabalho, destinados às mulheres que retornam da licença. A meta inicial para 2015, de certificar 50 salas em empresas de todo o Brasil, foi superada, chegando a 100 salas que beneficiam até 70 mil mulheres em idade fértil. Para 2016, o objetivo é certificar outras 100, ampliando em 40% o número de mulheres alcançadas.

A Organização Mundial da Saúde (OMS) e o Ministério da Saúde recomendam que os bebês sejam alimentados exclusivamente pelo leite da mãe até os 6 meses e que a amamentação continue acontecendo, junto com outros alimentos, por até 2 anos ou mais. Com o leite humano, o bebê fica protegido de infecções, diarreias e alergias, cresce com mais saúde, ganha peso mais rápido, além de ficar menos tempo internado. O risco de doenças, como hipertensão, colesterol alto, diabetes e obesidade, também cai.

Fonte: Revista Crescer 

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