Asas à imaginação

Jovens autores começam carreira aos 8 anos de idade

Publicação de primeiro livro estimula imaginação da criançada e incentiva a escrita

00:00 · 18.01.2015
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Rafael Arraes lançou um livro em comemoração ao seu aniversário de 8 anos ( Foto: Fernanda Siebra/ Agência Diário )
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Ana Desirée Pontes Pereira da Silva, apesar de ter apenas 8 anos, já tem um livro publicado ( Foto: Fernanda Siebra/ Agência Diário )
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A sabedoria popular diz que, para ter uma vida completa, é preciso escrever um livro, plantar uma árvore e ter um filho. Enquanto muitos esperam crescer para começar a completar esta lista, outros começam logo durante a infância.

Ana Desirée Pontes Pereira da Silva, apesar de ter apenas 8 anos, já tem um livro publicado. “O Cavalinho de Pau”, primeira obra da pequena autora, tem 20 páginas, nas quais estão incluídas a apresentação escrita pelo avô Carduci e as ilustrações da professora Regina Célia, e foi lançado em 2014 na escola da menina, a Espaço Vida, com direito a sessão de autógrafos e até apresentação na 11ª edição da Bienal do Livro de Fortaleza.

A história do livro gira em torno de um cavalinho de madeira que morava sozinho na prateleira de uma loja. Com o passar do tempo, o cavalinho via vários brinquedos chegando e sendo vendidos, enquanto ele era deixado de lado por ser “sem graça”. Até que, um dia, um bebê o viu, o levou para casa, os dois se tornaram amigos e nunca mais ficaram sozinhos.

De acordo com a mãe da escritora, a enfermeira Edinha Pontes, o conto do cavalinho foi escrito para um dever de casa da filha. “As professoras, ao lerem, gostaram tanto e acharam tão adulto para ela que deram a ideia de publicar como livro”, lembra.

Após o lançamento do livro, Desirée ficou tão empolgada que já está pensando na sua próxima publicação. “Eu queria fazer um novo livro, mas com muitas histórias”, conta. E os textos já estão sendo preparados. até agora, já foram escritos e digitados “O menino aventureiro e o mistério do Halloween”, “A princesa e a vassoura mágica”, “A árvore de Pedro” e “O cão que queria voar”.

Segundo a autora, escrever é uma de suas atividades preferidas. E a inspiração vem através dos mais diversos meios: roupas, o pai, filme, escola, os passeios. Uma das histórias mais recentes, inclusive, fala sobre um garotinho com síndrome de Down que era deixado de lado na escola até o dia em que uma coleguinha começou a inclui-lo nas brincadeiras e defendê-lo. “Ela foi no hospital onde eu trabalho e viu um menino fazendo hemodiálise. Isso a impressionou tanto que ela escreveu uma história, mas transferindo para um lugar que ela entende, a escola”, relata a mãe.

A escritora mirim conta que, desde que lançou o livrinho, muitos de seu amigos se inspiraram nela e começaram a escrever mais para que também publicarem seus textos. A possibilidade de assinar um livro foi o que, igualmente, despertou o interesse de Rafael Arraes Feitosa Borges pela escrita. Como Desirée, Rafael tem lançou “Minhas Histórias” em 2014 no auditório da Livraria Cultura em comemoração de seu aniversário de 8 anos.

A avó do garoto, dona Maria do Carmo Feitosa, conta que o neto escrevia muito pouco e, para estimulá-lo a exercitar mais a escrita, a pedagoga do colégio dele deu a ideia de incentivá-lo através  de um livro. “Ele se empolgou e começou a escrever bastante. Ele mostrava o texto para mãe e ela dizia para ele continuar escrevendo que, no aniversário dele, ela faria um livro”, recorda.

Dito e feito! Após 11 contos redigidos - que abordam super-heróis, animais que falam e personagens inspirados em amigos - e devidamente ilustradas por Rafael, “Minhas Histórias” foi impresso e o jovem escritor, que também é pianista, teve sua noite de autógrafos acompanhada de um recital. E ele diz que não vai parar por aí, pois já teve novas ideias durante as férias para o próximo volume. “Eu ainda não sei o que eu vou ser quando crescer, só sei que vou continuar escrevendo”, afirma o garoto.

Textos 

O MENINO AVENTUREIRO NO MISTÉRIO DO HALLOWEEN

Havia um menino que adorava aventuras. Seu nome era Luquinha. Num dia bem quente ele se fantasiava de pirata e contava história assustadoras sobre esses bandidos do mar. Gostava de assustar as pessoas e, por isso, adorava Halloween. Quando chegou o mês dessa festa ele se fantasiou de múmia e colocou geleia de morango para fingir que era sangue. Quando as pessoas estavam distraídas ele dava um susto e tanto. Quando ele estava passando nas casas das pessoas encontrou uma casa abandonada, como ele era esperto ficou pensando e resolveu entrar na casa. Tinha muita poeira, teias de aranha e um caldeirão e achou que só podia ser casa de bruxo? Aí sentiu medo e arrodeando a casa pra tirar as dúvidas. Depois que ele conheceu toda casa ele tirou as dúvidas e viu que era somente sua imaginação. Resolveu voltar para casa. Quando estava voltando escutou um barulho; olhou para trás e viu saindo pela janela várias bruxas, montadas em suas vassouras, subindo para o céu fazendo uma gritaria enorme.

O menino queria sair mais estava apavorado, viu as bruxas voltando na sua direção mas ele se lembrou de uma bomba de fumaça muito fedorenta que tinha em seu bolso e quando as bruxas se aproximaram atirou a bombas nelas. As bruxas ficaram sem poder respirar quando a bomba explodiu e fugiram para longe. Luquinha entrou na casa onde elas estavam e viu um casal de velhinhos amarrado. Eram os donos da casa que as bruxas tinham ocupado. Soltou e tirou o pano da boca do casal,  que ficou muito agradecido e lhe deu um bolo delicioso para ele levar para sua mãe. Ele agradeceu e se foi correndo para casa se sentindo um verdadeiro herói dos contos de fadas. As bruxas se deram tão mal com a bomba fedorenta que nunca mais voltaram.

Ana Desirée Pontes Pereira da Silva

O MÉDICO MALUCO

Certo dia Cascão caiu e arranhou o joelho. ele começou a gritar AI, AI, AI, então Cebolinha apareceu e perguntou o que estava acontecendo, Cascão falou tudo. Cascão pediu ajuda porque ele queria parar de gritar, nesses momento Cebolinha foi pegar seu kit de primeiros socorros.

Quando Cebolinha voltou Cascão continuava a gritar, dizendo para alguém ajudá-lo a parar de gritar, então Cebolinha abriu o kit, pegou o curativo e pregou na boca de Cascão e foi embora.

Rafael Arraes Feitosa Borges

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