Teatro infantil

Arteiros de plantão

Atores mirins falam sobre as vantagens e alegrias de se fazer teatro

11:08 · 23.03.2015
viva escola de artes
Os atores da Viva Escola de Artes afirmam que sempre continuarão a atuar, não importa o caminho que sigam quando adultos ( Foto: Érika Fonseca )
escola de atores marcelino Câmara
Os alunos da Escola de Atores Marcelino Câmara dizem adorar incorporar os personagens e, acima de tudo, se divertirem ( Foto: Bruno Gomes )
grupo vemart
O Grupo Vemart produziu, para 2015, a peça "O Bichinho da Maçã", adaptação de uma obra de Ziraldo ( Foto: Fabiane de Paula )

Dia 27 de março é celebrado o Dia Mundial do Teatro. Tendo a data em vista, o Diarinho resolveu trazer algumas informações sobre a quinta arte e falar com uma galerinha que, apesar da pouca idade, já entende bastante do assunto.

Para começo de conversa, é interessante saber que o termo “teatro” vem de uma palavrinha grega, theaomai, que significa olhar com atenção, perceber e contemplar. Tal como o nome, a dramaturgia de palco teve origem na Grécia Antiga e até hoje desperta encantamento e interesse de pessoas de todas as idades através da interpretação de peças que levam atores e público a viver e participar dos mais variados tipos de histórias.

“Viver [o teatro], interpretar e dançar é algo inexplicável”. Essas são as palavras ditas pela atriz de dez anos Jéssica Maria Bezerra, aluna da VIVA Escola de Artes, quando perguntada sobre o que ela mais gostava no teatro. A garota diz que, desde “pequena”, sempre quis atuar e viajar para fazer testes, mas a mãe dizia que ela era muito nova. Acabou que, no ano passado, Jéssica finalmente pôde realizar o sonho de entrar em uma escola de artes e, de quebra, levou a irmã mais nova, Maria Giúlia Bezerra, 8, com ela.

As irmãs são colegas dos também atores mirins Joel Ponciano, 10, e Larissa Pinheiro, 12. Apesar da pouca idade, o quarteto do VIVA já tem uma certeza do futuro: não importa que caminho eles sigam, os quatro continuarão atuando e se divertindo com isso, seja como hobbie ou como profissão.

Quem se agrada com a resposta dos pequenos é o professor Kildary Pinho, que comenta sobre a aprendizagem de ensinar dramaturgia para crianças. “Eles sempre vêm com perguntas inusitadas, muita fantasia. A gente precisa estar imerso no universo deles, pois é tudo muito espontâneo”. Para Kildery os maiores desafios são estimular a concentração e adaptação, pois eles “querem tudo logo”.

O também professor Marcelino Câmara, da Escola de Atores Marcelino Câmara, acrescenta que desafio “é tudo aquilo que se quer fazer bem feito” e ter espaço frente ao público. Ele explica que o teatro ainda tem uma parcela muito pequena de espectadores, entretanto o círculo de peças infantis, juntamente com o feito por artistas de fora do Estado, é um dos que recebe mais apelo popular.

Foi justamente através desse tipo de peça que Mateus Brasil, 11, se interessou pela atuação, decidindo virar ator após assistir a um peça de Tarzan. A ida ao teatro também levou os colegas João Marcelo Franco, 11, Alyce Maia, 13, e Giovana Egypto, 8, a decidirem pela carreira artística. Estes, porém, tiveram um empurrãozinho a mais vindo de casa: João Marcelo diz ir ao teatro desde quando ainda estava na barriga da mãe, Alyce conta que sempre atuou para a família no natal, e Giovana afirma ter se inspirado na mãe, que também fazia teatro.

A turminha do professor Marcelino se completa com Isadora Egypto, de 8 anos, Any Maia e Iandara Siqueira, as duas com 6 anos. Para as garotas, atuar é sinônimo de diversão e elas afirmam que não há nada melhor do que vestir um personagem, seja através da maquiagem, figurino, pesquisa e, acima de tudo, a fantasia.

A escola vai ao teatro

Um dos maiores desafios no que diz respeito a arte no Ceará é o incentivo por parte dos pais e dos colégios. Tendo isso em vista, o Grupo Vemart desenvolveu um projeto, há 36 anos, para estimular as escolas a levarem seus alunos ao teatro.

“Como ainda é pouco o número de pais que levam as crianças para peças, nós tivemos a ideia de um projeto de formação de público”, explica Moacyr José da Silva, produtor do Vemart.

O grupo teve sua origem em São Paulo e sempre trabalhou produzindo duas peças por ano: uma para ficar em cartaz na capital e outra para fazer excursão pelos estados vizinhos. Em 1999, o Vemart veio para Fortaleza e aqui ficou, levanto o teatro também para escolas da Bahia, Pernambuco, Paraíba, Rio Grande do Norte, Piauí, Maranhão, Pará e Amapá.

Atualmente o grupo está trabalhando a partir da adaptação de obras literárias infantis, tendo produzido para 2015 as peças “O Bichinho da Maçã”, de Ziraldo, e “O Aniversário do Palhaço”, de Waldemar Silas. Segundo Moacyr, o grupo tem tido uma aceitação muito boa das escolas e sempre se apresentam com casa cheia, tanto no Dragão do Mar, como no Teatro Via Sul.

Serviço:

Grupo Vemart (agendamento com escolas)

3246.2478 / 3265.1329

Escola de Atores Marcelino Câmara

R. Delmiro Gouvêia, 1638 - Varjota

8804.9834

VIVA Escola de Artes

Avenida Desembargador Moreira, 629 - Aldeota

3208.3500

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