Infância feliz

No dia reservado à garotada, convidamos os pequenos a conhecer melhor os seus direitos

00:00 · 12.10.2014
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( Ilustrações: Benes )
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autor Fabio Sgroi
O escritor Fábio Sgroi conversou com o Diarinho sobre o processo de criação do livro "Ser criança é..." ( Foto: Divulgação )
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Capa do livro "Ser Criança é...", de Fábio Sgroi ( Foto: Divulgação )

Em 1990, foi criado um documento chamado “Estatuto da Criança e do Adolescente”. Ele serve para proteger os pequenos. Lá está escrito que todas precisam de uma casa, alimento, estudo e carinho. 

Hoje, dia em que se comemora as crianças, o Diarinho Plus explica aos leitores os principais tópicos do Estatuto, para que eles possam ter consciência dos seus direitos. Para embasar o conteúdo, o livro “Ser criança é…”, escrito pelo autor Fábio Sgroi, pela Editora Mundo Mirim. 

Proteção total

Para que a criança e o adolescente cresçam e se desenvolvam, devem ter tudo de que necessitam, como acesso à boa alimentação, moradia, escolar e lazer, entre outras coisas. 

Segundo o Estatuto, toda criança tem direito a receber educação primária de qualidade e gratuita. Assim, ela vai ter condições de escolher o que quer ser quando crescer. 

Mas, até lá, o que ela precisa, além de estudar, é brincar muito! Todos os adultos são obrigados a garantir esses direitos. 

Vida e saúde

Toda criança tem direito a hospitais e médicos de qualidade, inclusive antes mesmo de nascer. Isso vale para a mamãe também! Em qualquer situação de emergência, a criança deverá ser a primeira a receber socorro. 

Alimentação

É direito de toda criança ter boa alimentação para poder crescer forte e saudável. Caso a família não tenha condições financeiras, é dever do governo providenciar isso, por meio de programas de apoio alimentar. 

Todo mundo é igual

Toda criança com deficiência física ou mental (o Brasil tem cerca de três milhões de crianças e adolescentes portadores de necessidades especiais) deve receber educação e cuidados especiais. Mas nada de separar os pequenos! O certo é todo mundo aprendendo e brincando junto! 

Além disso, todas as crianças têm direitos iguais. Devem crescer com liberdade e dignidade. Por isso, precisam ser protegidas contra qualquer tipo de preconceito e crescer em um ambiente de amizade, paz e tolerância. 

Combate à exploração

Nenhuma criança pode trabalhar ou sofrer qualquer tipo de abuso. Abusar uma criança significa colocá-la em situações em que ela sofra crueldades ou que a levem a fazer coisas que prejudiquem sua saúde, estudos, liberdade e desenvolvimento. Isso precisa ser denunciado! 

Qualquer pessoa pode denunciar casos de abusos contra crianças e adolescentes. Basta pegar o telefone e discar o número 100. 

Família e lar

A criança deve viver com os pais, em um lar repleto de amor e de compreensão. Quando isso não for possível, os tios, avós ou irmãos adultos é que devem cuidar dela. Agora, se a criança não tiver família ou se a família não tiver condições de viver com dignidade, é obrigação do governo e da sociedade ajudar. 

Confira o Estatuto da Criança e do Adolescente na íntegra, acessando o site: 

www.planalto.gov.br/ccivil_03/leis/l8069.htm

Bate-papo com o autor Fábio Sgroi:

Fábio, como foi o desafio de escrever sobre direitos das crianças e adolescentes?

Fábio Sgroi: Foi bastante divertido. Primeiro fiz uma grande pesquisa a respeito do ECA - Estatuto da Criança e do Adolescente - e a importância dele para mudar a situação de muitas crianças e jovens que sofrem injustiças e que não possuem acesso a uma série de direitos como escola e hospitais públicos de qualidade no Brasil. Depois, criei uma história divertida para poder contar tudo isso de maneira interessante para as crianças.

Como você teve a ideia de escrever sobre esse assunto?

FS: Uma vez eu estava na sala lendo jornal e minha filha, que era pequena, viu uma foto de crianças passando fome e me perguntou por que elas estavam daquele jeito, isto é, naquela situação. Percebi que, para que ela entendesse, eu precisaria explicar de um modo especial, de um jeito que tanto crianças como adultos pudessem saber o que está ocorrendo e o que poderiam fazer para ajudar a mudar aquilo. Foi assim que surgiu a ideia de escrever um livro.

Você observa a reação das crianças com relação ao livro? Diante de qual direito elas têm mais curiosidade?

FS: Em palestras que faço pelo Brasil, percebo que as crianças, após lerem o livro, ficam com um monte de perguntas, o que eu acho ótimo. Sinal de que minha proposta foi bem sucedida. Percebo que o direito que desperta maior curiosidade é o direito de brincar. No livro, eu mostro os dois palhaços, que são personagens engraçados, jogando uma bóia para um garoto que está trabalhando em uma carvoaria, numa situação absolutamente triste. Observo que aquilo mexe com elas porque percebem que nem todas as crianças conseguem brincar, porque são obrigadas a trabalhar.

Fábio Sgroi também é autor de “o Livro do lobisomen”, “Ser Humano é - Declaracção universal dos direitos humanos para crianças”, “Ser idoso é”, “Um sonho de passarinho” e “Sob Controle”.

Serviço:

Ser criança é…

Editora Mundo Mirim

Autor e ilustrador: Fábio Sgroi

32 páginas

Preço: R$ 29,90

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