Hoje é dia de rock, bebê!

No dia em que o mundo celebra o gênero musical, pequenos posam como rock stars

00:00 · 13.07.2014
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Heitor, o "bebê do rock", curte Ramones, System of a Down e músicas de trilhas sonoras de heróis ( Fotos: Rosângela Nobre )
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Vitória Liah divide a paixão pelo rock com o pai, Paulo Roberto, e a mãe, Dina América. Na foto principal, eles estão na companhia do amigo Barcelos Saxon ( Fotos: Agência Diário/ Rui Nóbrega )
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Nina Flor arrasa na bateria e posa ao lado das guitarras do pai, Airton Queiroz ( Fotos: Rosângela Nobre )

Ao ouvir o bom e velho rock n' roll, a criançada se solta e diverte os adultos. No geral, pés, cinturas e cabeças balançam, sem nenhuma timidez. Línguas de fora, músicas cantadas num inglês  muitas vezes inventado e tentativa de tocar instrumentos como bateria e guitarra completam o show onde os pequenos são os astros. 

No figurino, blusas com strass ou tachinhas, em geral na cor preta e símbolo de bandas consagradas; calças coladas, tênis ou botas e, se for menina, meia-calça escura, saia de couro, sem falar no cabelo – que, para os dois sexos, ganha atenção especial. Um “topetão” ao estilo Elvis Presley ou com pegada grunge.

O rock costuma chegar aos ouvidos das crianças por influência familiar. Às vezes o pai cresceu ouvindo o ritmo. Em outros casos, é a mãe a representante roqueira de casa. Quando são os dois, o estímulo para que os filhos também virem fãs é ainda maior. Em alguns casos, o casal apronta o enxoval do bebê e vislumbra o futuro dele como um grande instrumentista e apreciador de bandas clássicas como The Beatles, Rolling Stones, Kiss, AC/DC, Metallica, entre outros nomes. 

Este foi o caso de Heitor de Alcântara Oliveira, de 2 anos e 4 meses. Os pais, a arquiteta e pedagoga Cláudia Sales de Alcântara e o pedagogo Geraldo Magela, contam que fizeram questão de comprar 'bodies' e muitos CDs de rock para bebês, pensando na formação do filho. “ No começo, a gente colocava para ele os CDs instrumentais com temas de rock. Depois inserimos no repertório os CDs 'Música de Brinquedo', do Pato Fú; 'Projeto Pequeno Cidadão', do Arnaldo Antunes e Edgard Scandurra; e 'Mini Rock', uma banda que tem duas garotas como vocalistas e faz uma releitura rock dos clássicos de roda infantis. Só de uns tempos para cá é que estamos colocando os álbuns das próprias bandas tocando”, explica Cláudia. 

Durante o ensaio especial para o Diarinho, Heitor se soltou e, ao som de algumas das canções de que mais gosta como “Blitzkrieg Bop”, dos Ramones, e “Chop Suey”, da banda System of a Down, fez caras e bocas para a fotógrafa Rosângela Nobre. Em casa, o pequeno tem uma coleção de brinquedos instrumentais de dar inveja a muitos adultos amantes do rock. Ele possui uma coleção de guitarras (são 21 no total!), além de  bateria simples, bateria eletrônica com teclado, pianinho, três xilofones, duas flautas e sanfona.

“Heitor ama instrumentos musicais! Tem também muitas camisas com estampas de bandas de rock. A que ele mais gosta é a blusa dos Beatles e, inclusive, conhece cada integrante pelo nome!”, fala a mamãe Cláudia, que, acrescenta: “Assim que ele tiver uma coordenação motora mais trabalhada pensamos em colocá-lo em uma escola de música. Ele é que vai decidir o que quer aprender!”. 

Pequeno “star”

Também conhecido como o “bebê do rock”, Heitor é sucesso na internet (vejam o site heitorobebedorock.wordpress.com e visitem a fan page www.facebook.com/HeitorOBebeDoRock). Na verdade, o título surgiu após o nascimento dele. “Após o parto, precisei ficar mais tempo em casa cuidando do Heitor e comecei a sentir falta dos meus colegas do curso de desenho (no Estúdio Daniel Brandão). Aí, tive a ideia de criar o personagem 'Heitor, o bebê do rock' e passei a desenhar tirinhas semanais com este tema para continuar produzindo quadrinhos, que sempre foi a minha grande paixão! Das tirinhas fui para as ilustrações e, agora, para o livro 'A música é rock', pela editora Acerola de São Paulo”, revela. 

A obra, que fala em linguagem infantil sobre ícones do gênero musical dos anos 50 a 70, será lançada próximo sábado, dia 19 de julho, na Livraria Cultura de Fortaleza. O maridão auxiliou na concepção do texto. Uma parceria e tanto! “Acreditamos na importância de uma educação musical que fomenta o 'gosto' pela boa música e que, também, busca desenvolver a sensibilidade da criança, os valores para o diálogo e a boa convivência, dos quais o respeito está em destaque”, expressa Geraldo.

Incentivar a curtir rock n' roll é bacana, contanto que seja de forma saudável, sem obrigar a criança a gostar do estilo musical. É como analisa o designer de móveis Paulo Roberto de Almeida Pinheiro, pai de Vitória Liah Costa Pinheiro: “Desde muito cedo a minha filha começou a curtir rock, mas se realmente não gostasse  por conta própria já teria largado como qualquer criança faz quando não quer mais um brinquedo”.

O grupo preferido de Vitória é o Guns n' Roses, mas a garota não foi ao show de Axl Rose e companhia, que aconteceu em Fortaleza no último mês de abril. Os pais acharam que ainda não era hora de levar a filha a um local tão lotado. Prezaram pela segurança dela e a menina compreendeu a escolha deles. “Meu pai, sendo um 'headbanger' (termo usado pra designar a subcultura de fãs de heavy metal e suas variantes), achou que não seria ambiente adequado para uma criança.”, explica a menina, consciente de que ainda tem muitos anos pela frente para tentar ir a um show deste estilo. 

Vitória ficou muito feliz, assim como Paulo Roberto e a mãe, a costureira Dina América Oliveira de Souza, porque a filha foi convidada a sair no Diarinho Plus, logo no Dia Mundial do Rock! “Minha filha ficou em êxtase e eu adorei isso. Em relação à escolha do local para as fotos, o 'Rock 80' na minha opinião é o nosso principal templo do rock na cidade”, afirma o pai orgulhoso, que chamou o amigo Barcelos Saxon, outro “headbanger”, para aparecer na matéria. 

Outro destaque é Nina Flor Queiroz, de 1 ano e 6 meses. Filha da designer de interiores Dayane Queiroz, e do analista de segurança da informação Airton Queiroz, ela arrasou nas fotos do editorial. Tocou bateria, mostrou a língua – como os ídolos do rock costumam fazer e ainda desfilou estilo. 

Nina tem seus próprios instrumentos de brincadeira, como bateria, teclado, tambor e corneta, mas se encanta com as guitarras “iradas” do pai, que já teve uma banda de rock progressivo com amigos. Para o casal, o “bom gosto vem de berço”, por isso influenciam a garota com relação à música. “Ela gosta principalmente quando o pai e o tio tocam para ela”. É muita fofura!

Agradecimentos: 

Rosângela Nobre Fotografia

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Rock 80

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Fique de olho!

Lançamento do livro “A música é rock”, de Cláudia Sales de Alcântara e Geraldo Magela. Dia 19 de julho, a partir das 10h30, na Livraria Cultura de Fortaleza (Av. Dom Luis, 1010, Shopping Varanda Mall).

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