Crianças tecnológicas

Garotada incrementa habilidades por meio de aplicativos de celulares e tablets

00:00 · 14.09.2014
bruno
Bruno Antonucci, 4 anos, joga com o celular e o tablet sob supervisão dos pais ( Foto: Fernanda Siebra/ Agência Diário )
mariaeduarda
Maria Eduarda, 8, adora tecnologia, mas não abre mão das brincadeiras tradicionais ( Foto: Kleber A. Gonçalves/ Agência Diário )

Atraídos pelo barulhinho de moedas ou outras pecinhas em movimento, velocidade dos carrinhos em ação (vrummmm, vrummmm...), vozes dos personagens principais ou ainda pelo tilintar de estrelas e outros elementos que estimulam a fantasia, a criançada é despertada para chegar perto de quem esteja com um celular e/ou tablet nas mãos, com seus aplicativos de jogos em ação.

A corretora de móveis Patrícia Antonucci conta que seu filho, Bruno Antonucci Moraes, 4 anos, começou a querer mexer em um celular com apps após ver o pai, Fernando Moraes, empolgadíssimo ao jogar Candy Crush, um dos games do momento. “Ele gostava de ouvir o barulho das peças colidindo e de ver o colorido delas”, explica a mamãe. “Então, resolvemos baixar alguns apps para a idade dele. Ficamos impressionados com a rapidez com a qual Bruno aprendeu a dominar os programas”, explica Patrícia, acrescentando que, um ano depois e com acesso a um tablet também, o rapazinho consegue, sozinho, baixar os aplicativos com os quais tem mais afinidade.

Os pais, claro, ficam de olho para que Bruno não tenha acesso a nada que não seja impróprio para a sua idade. “Ele gosta de joguinhos de pegar moeda; um outro em que cuida de um bichinho, alimentando-o na hora certa para que possa crescer com saúde e de alguns mais simples, de ligar pontos, por exemplo”, descreve. É impressionante como os games acabam também auxiliando-o a se desenvolver. Já consigo perceber o quanto ele tem afinidade com pintura e desenho por meio deles, diz a mãe.

A empresária Geciane Sousa avalia que os pais não conseguem acompanhar todas as novidades tecnológicas nem a facilidade que os filhos têm de se adaptar a esses avanços. Ela conta que após perceber o quanto a filha Maria Eduarda Pereira Pinheiro, 8 anos, curtia muito brincar com o iPhone do pai, o advogado Eudevânio Pinheiro, o casal decidiu presentear a menina, ano passado, no Dia das Crianças, com um tablet pink, “como ela queria”.

“A gente tem a tendência de comprar modelos mais baratos porque achamos que com eles as crianças vão ficar satisfeitas. Logo vimos que ela perdeu o interesse porque precisava de mais e mais memória interna para baixar jogos e assistir a vídeos...Compramos, então, um celular melhor no aniversário dela e foi a mesma coisa. Aprendemos que os pequenos já nascem sabendo fazer uso da tecnologia diferentemente da nossa geração e estão sempre querendo mais”, analisa Geciane.

Tanto na residência de Maria Eduarda quanto na de Bruno, apesar de os pais serem completamente a favor dos joguinhos e apps, a disciplina é dominante. Ou seja, tudo tem seu horário pré-estabelecido. “Bruno pode jogar cedinho, antes de ir para a escola ou perto da hora de ir dormir. Ele reclama que precisa de mais tempo, até porque está crescendo e fica ansioso querendo ultrapassar as fases dos joguinhos. Mas precisa entender que para tudo tem seu tempo”, explica a mamãe Patrícia. Geciane concorda com a mesma ideia e diz que Maria Eduarda segue gostando de brincar de andar de bicicleta e de frequentar a pracinha, onde rever as amiguinhas. “Minha filha é uma menina muito saudável. Curte seus joguinhos, mas continua amando suas bonecas Barbie e não abre mãe de brincar ao ar livre. Os jogos eletrônicos e apps são por influência do irmão mais velho, Victor Igor, 16, e do pai. Ela é meiga, muito educada e entende a importância dos horários”, conclui.

Confira dicas de aplicativos infantis:

Bad Piggies

Este aplicativo dos porquinhos é um dos “queridinhos” das crianças. O objetivo do jogo é criar um dispositivo que leve os bichinhos em segurança até os ovos.

Requer o iOS 4.3 ou posterior. Compatível com iPhone, iPad e iPod touch. Este app está otimizado para iPhone 5. Veja mais em http://bit.ly/ZihTyb

Bizzy Bear On The Farm

A criança é convidada a ouvir a história e a realizar diversas tarefas: alimentar os porquinhos, reunir as ovelhas na casinha delas, levar o trator para a garagem, colher maçãs… Depois, pode descansar fazendo os patos do lago cantarem. O bacana é o equilíbrio entre dificuldade e usabilidade para cada tarefa: as crianças pequenas conseguem realizar todas elas com a ajuda de adultos. Aos poucos, vão desenvolvendo melhor as habilidades motoras necessárias e passam a fazer quase tudo sozinhas. E é muito bacana ver como eles realmente vão melhorando aspectos como controlar força nos toques do iPad, conseguir arrastar objetos pela tela, descobrir personagens escondidos…

Requer o iOS 5.0 ou posterior. Compatível com iPhone, iPad e iPod touch. Este app está otimizado para iPhone 5. Veja mais em http://bit.ly/X24MzA

Meu Aplicativo de Folclore

Histórias, jogos e brincadeiras compõem esse almanaque de cultura popular do folclore brasileiro. Textos e ilustrações de Ricardo Azevedo, um dos maiores autores da literatura infanto-juvenil brasileira.

Requer o iOS 4.3 ou posterior. Compatível com iPad. Veja mais em http://bit.ly/1oy7VPV

Talking Ginger

Ginger é um gatinho simpático que precisa de muitos cuidados. Além de fazer carinho no animal, a criança o ajudará a ir ao banheiro, tomar banho e escovar os dentes. Toda vez que o filhote se deitar para dormir, o jogador assistirá algum sonho misterioso do Ginger ... No total são 60 sonhos diferentes para serem desvendados.

Requer o iOS 5.0 ou posterior. Compatível com iPhone, iPad e iPod touch. Este app está otimizado para iPhone 5. Veja mais em http://bit.ly/1upcSPD

Where's my water

O jogo propõe um desafio: abrir caminhos para que a água limpa chegue ao chuveiro de um simpático jacaré.

Requer o iOS 4.3 ou posterior. Compatível com iPhone, iPad e iPod touch. Este app está otimizado para iPhone 5. Veja mais em http://bit.ly/WOVNRO

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