Crescer com saúde

Você sabia que comer com qualidade pode combater muitas doenças? Veja nossas dicas de lanches leves e conheça um desenho animado que ensina sobre o valor dos alimentos

00:00 · 02.03.2014
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Gabriela lancha frutas e comidas leves com os pais Leonardo José e Mariluza Maia ( Foto: Agência Diário/ José Leomar )

É difícil resistir a maravilhas como bolachas recheadas, sorvete com calda caramelizada, batata frita bem crocante, pipoca amanteigada, hummm... fora as delícias salgadas como empadas, coxinhas, pasteizinhos, o quê mais, pessoal? A lista de guloseimas é infinita! O problema é comê-las em excesso e constantemente. Até mesmo para os mais jovens,  a alimentação inadequada pode trazer uma série de doenças. 

Segundo a pediatra e diretora de sustentabilidade que está a frente do Movimento 360º da Amil, Odete Freitas, é necessário cuidado com a obesidade infantil, a qual pode causar diversas enfermidades não só ainda quando se é criança, mas na adolescência e idade adulta. Diabetes, pressão alta, colesterol elevado, problemas cardiovasculares e síndromes metabólicas podem acometer os pequenos que estão bem acima do peso. Fora que tais crianças tendem a permanecer obesas na idade adulta.

A estudante Gabriela Maia, 6 anos, tomou um susto com os maus hábitos alimentares e o consequente sobrepeso. Há cerca de um ano, ela faz acompanhamento junto a uma endocrinologista pediátrica para melhorar suas taxas de triglicerídeos, que estavam bem altas. “Minha filha começou a ter compulsão por comida e engordar sem parar. Aí, resolvi levá-la à pediatra, que me indicou a endocrinologista. A Gabi teve que passar por toda uma reeducação alimentar e introduzir a prática de exercício físico em seu dia a dia”, revela a mamãe Mariluza Maia, 31 anos. 

O mais difícil para a menina é a hora do almoço. Ela conta que não come feijão e adora macarrão e carne de churrasco. Verdura? De jeito nenhum! A mãe improvisa como pode, com arroz, carne magra, suco natural e busca modificar as demais refeições. “No café da manhã, a garota come pão integral, leite com zero teor de gordura e aceita bem opções de frutas. Eu e meu marido (Leonardo José de Sousa Cavalcante) acabamos mudando também nossa rotina alimentar para estimulá-la. A família toda acaba ganhando”, conta a mãe.

Quando chega da escola, Gabi vai andar de patins ou bicicleta na pracinha perto de sua residência. Ela adora a atividade! “Volto pra casa super cansada. Só penso em tomar banho e dormir”, conta a menina. “Quero que minha filha cresça saudável, sem problemas de saúde futuramente. Não a proíbo de comer alimentos diferentes, mas tudo tem seu momento. Lanche em fast-food só de vez em quando”, explica Mariluza. 

Na hora de preparar a lancheira, então, só itens saudáveis. “Minha mãe escolhe biscoitos de leite ou integrais, suco ou iogurte sem gordura. Uma vez por semana, meu colégio pede pra gente levar frutas para lanchar. Eu prefiro banana, morango, uvas ou melancia, que nem a Magali”, diz Gabi, toda orgulhosa de sua mudança de hábitos. 

De acordo com a pediatra Odete Freitas, a família tem papel fundamental na melhora da alimentação das crianças. “Os pais devem oferecer uma variedade de alimentos que possuam todos os nutrientes de que os filhos necessitam. Quando as crianças desenvolvem um paladar para muitos tipos de alimentos é mais fácil planejar as refeições familiares. Por exemplo: comer frutas, vegetais, grãos integrais, sucos naturais, evitando produtos industrializados, frituras e açúcares. Outra dica importante: ir às compras de alimentos com seus filhos. Compras de supermercado podem ensinar sobre nutrição. Também é importante ensinar a comparar a constituição dos alimentos, como a presença de sódio, gorduras e açúcares”, descreve.

Desenhos animados alertam sobre obesidade infantil
 
Conscientizar as crianças sobre a importância de uma alimentação saudável, de maneira lúdica e divertida, é a ideia central da série de desenhos animados “Nutri Ventures - Em Busca dos Sete Reinos”, que podem ser acessados no site (www.portalsaude360.com.br) do Saúde 360 – movimento da Amil em prol do combate à obesidade infantil. Ao todo são 11 desenhos, na primeira temporada, produzidos pela Nutri Ventures.
As animações têm como cenário uma cidade onde não existem comidas, pois o vilão, Alex Grand, mandou seu exército (os G-Squads) destrui-las. Além disso, a população foi obrigada a se alimentar unicamente do Genex 100, composto calórico fabricado na Corporação Grand, da qual Alex é dono.
Contudo, antes que o personagem pudesse destruir os alimentos, Neus, um sábio nutricionista, encarregou seus sete colaboradores mais experientes a fugirem para longe, tornando-se os Nutri Mestres (Teo, Lena, Bem e Nina). Até hoje, vivem isolados em seus Reinos longínquos, onde conservam o que lhes foram confiados. Os Nutri Mestres são acompanhados pelos Gugas, simpáticos seres bio-eletrônicos responsáveis por guiá-los através de seus poderes nesta grande aventura.
As crianças aprendem e se divertem acompanhando os heróis da história, que devem descobrir esses Reinos fantásticos e devolver ao mundo a diversidade alimentar que o vilão fez desaparecer. Ao longo da jornada, eles saboreiam alimentos desconhecidos, experimentam os seus incríveis Nutri-Poderes e travam duras batalhas.
 
Confira alguns episódios dos desenhos:
 
 
 
 
 
 

Combate mundial 

O assunto dos desenhos animados é de extrema relevância para a população brasileira, visto que dados do Ministério da Saúde indicam que uma em cada três crianças está acima do peso. Estimativas da Organização Mundial de Saúde (OMS) confirmam a urgência de se combater a enfermidade, que, mundialmente, mata 2,8 milhões de pessoas. 

Conforme enfatiza a diretora de Sustentabilidade da Amil e pediatra, Odete Freitas, tratar a obesidade é muito importante, no entanto, mais ainda é a prevenção, que começa numa gestaçāo bem acompanhada, uma mãe nutrida corretamente, amamentação materna exclusiva até os seis meses e, a partir daí, uma correta introdução de alimentos de acordo com a orientação do pediatra.

“O ideal é que a criança tenha acompanhamento de um pediatra frequentemente, não só por causa da obesidade, mas também por outros problemas que podem ocorrer durante esse período de vida. Com o acompanhamento médico frequente, é possível que a obesidade seja evitada.O tratamento da obesidade instalada requer acompanhamento médico, nutricional e às vezes psicológico. A mudança do estilo de vida e hábitos alimentares é fundamental”, complementa a dra. Odete Freitas.

 

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