Coluna

Bita para a galera

A atração "Mundo Bita", sucesso entre a meninada, ganha peça teatral. Veja entrevista com sócio-criador da animação!

00:00 · 13.03.2016 / atualizado às 11:05 · 14.03.2016
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No palco, Flora, a cantora, ao lado de Bita, Lila, Tito e Dan, embarcam numa aventura pela imaginação
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Com mais de 80 milhões de inscritos no canal oficial do YouTube (bit.Ly/mundobitapeca), o "Mundo Bita", desenho sensação no Discovery Kids e na Netflix, ganha adaptação para o teatro, por meio do espetáculo "Show do Bita", que tem viajado o Brasil e chega a Fortaleza no domingo, 20 de março. Na ansiedade pela apresentação, o Diarinho aproveitou para conversar com João Henrique de Souza, sócio do Mr. Plot, estúdio criador do "Mundo Bita".

Quais foram os desafios na hora de levar o sucesso "Mundo Bita"para o teatro?

O 'Mundo Bita' é um conteúdo que deu os primeiros passos em plataformas digitais. Aplicativos mobile, vídeos em internet, televisão, todas essas possibilidades de comunicação digital são muito ricas e possibilitam uma amplitude enorme na disseminação das mensagens. Porém, o evento ao vivo é diferente, pois através dele compartilha-se o mesmo espaço físico, a interação se dá de forma mais orgânica e direta. A nossa primeira experiência aconteceu em 2014. Estudamos, testamos, aprimoramos e decidimos dar este passo, que foi muito importante. Temos dois formatos de eventos ao vivo: a peça de teatro e o show musical. Este que trazemos agora para Fortaleza é o 'Show do Bita', que conta com a personagem Flora como cantora ao vivo e os personagens Bita, Lila, Tito e Dan, que embarcam em uma aventura pela imaginação.

Como buscam manter a identidade dos personagens do desenho no teatro?

Cada personagem do 'Mundo Bita' apresenta suas características físicas e psicológicas estabelecidas. Para os palcos, o que fizemos foi adaptação de linguagem, respeitando as características de cada um. No 'Show do Bita', a presença da cantora Flora também é muito importante para garantir mais interatividade. Diferente dos outros personagens, a Flora foi criada para o show, mas depois do sucesso que fez, vai ganhar espaço no próximo curta-metragem da turma.

Que tipo de feedback costumam receber dos pais e da criançada?

O nosso público é talvez o mais abrangente que há, pois nos comunicamos com bebês, crianças e irmãos mais velhos, mães, pais, avós, gente de todas as idades. O interessante é que no show todos cantam juntos. Isso é muito emocionante para nós. Perceber que estamos produzindo cultura compartilhada por gerações diversas é realmente uma enorme realização.

Mais informações

Show do Bita

Domingo, dia 20 de março, às 15h, no Teatro do RioMar Fortaleza. Ingresso: a partir de R$ 35,00. Pontos de venda: Bilheteria do Teatro RioMar e Ingresso Rápido.

Ensaio

Síndrome de Down

Família reunida e muito amor, compressão e hamonia Esta é mais uma campanha da Take a Nap abordando o Down O acolhimento e o exemplo em casa são essenciais para a inclusão O Dia Internacional da Síndrome de Down acontece em 21 de março

Envolvida com as questões do universo infantil, muito além de pensar e confeccionar coleções de roupas de dormir e acessórios, a Take a Nap , em mais um ano, se compromete com a causa e realiza um ensaio com famílias que possuem crianças com Síndrome de Down.

Além da campanha, a marca recebe, em 17 de março, como antecipação do Dia Internacional da Síndrome de Down, comemorado dia 21, um bate-papo descontraído em sua loja Matriz (Rua José Vilar, 1471), aberto ao público, às 18h30. Como tema do encontro: a Lei Brasileira da Inclusão (Lei 13.146/2015).

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A conversa terá mediação da pedagoga e coaching Débora Menezes, que é mãe de três meninos, Levi, 12 anos, Rian, 8 anos e Theo, sendo que o mais novo tem Down e está com 1 ano e dois meses.

Uma das mães do ensaio, Camila Sá, advogada de formação, diz que o nascimento do filho, Davi, de 3 anos e 4 meses, trouxe mais alegria e harmonia à família. "A chegada de uma criança com necessidade específica pode ser um susto de início, mas depois vemos que ela é uma criança como outra, que só precisa de estímulo e cuidados extras. Precisamos fazer algumas terapias, superar etapas, mas tudo isso deve ser encarado como parte do processo e as mães precisam saber caminhar um dia de cada vez", afirma.

Camila defende a iniciativa do bate-papo e revela que, apesar de a sociedade estar mais aberta a crianças com necessidades específicas, alguns preconceitos ainda precisam ser vencidos. Uma das discussões do dia deve ser sobre a escolha da escola. "A maioria das escolas está aberta para inclusão, mas ainda existem barreiras que precisam ser quebradas. E as mães devem se unir em prol dessa causa", defende.

Karla Ferraz, engenheira civil, mãe do pequeno Mateus, de 2 anos e sete meses, conta que o colégio onde o rapazinho está conta, inclusive, com currículo adaptado. E deixa um recado para as mamães que também tem filhos com Down: "trata-se de uma criança como outra qualquer, que precisa de amor, carinho e atenção. Às vezes a pessoa se liga muito na síndrome, e esquece que ali tem um bebê, com as mesmas necessidades de outras crianças. Não tenha medo e ame o seu filho!".

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