Música

Arranjo bom

Os sons e os ritmos além de alegrar e integrar as crianças podem auxiliar na alfabetização e no aprendizado das disciplinas escolares. E, ainda, ajudar no progresso motor e da fala infantil, a partir dos três anos

00:00 · 10.04.2016
Image-0-Artigo-2045036-1
Allicya Guimarães começou a estudar música aos seis anos. Hoje, aos 12, pensa em um dia participar da próxima edição do The Voice Kids
1
Para Thiago Nunes o contato da música ajuda a criança a se expressar e integrar-se ativamente na sociedade ( Foto: Thiago Gadelha )

A música pode ser um elemento fundamental para o desenvolvimento intelectual, auditivo e sensorial das crianças. Quando introduzida na educação em idades pré-escolares pode ajudar os pequenos a ganhar independência nas atividades habituais, além de ampliar seu mundo de relações, garante a psicóloga Raíssa Dantas. "A música auxilia no processo de socialização, de desenvolvimento e de noção de tempo, frequência e intensidade", complementa.

De acordo com Raíssa, o processo começa desde cedo. "Na barriga, temos contato com a voz da nossa mãe cantando e reações do bebê já podem ser observadas", conta. Depois, ainda pequenos, quando as primeiras músicas são escutadas o cérebro reage para o corpo se movimentar. "A música é uma linguagem universal que desde cedo conseguimos responder. Ela age nos processos psicológicos básicos: memória, atenção e concentração", explica.

Quando a criança entra em contato com a música ela vai estimulando o cérebro e tema a chance de aprender com mais facilidades disciplinas como a matemática.

Musicalização infantil

Os papais podem procurar escolas especializadas em musicalização infantil. A idade para começar a musicalização da criança é a partir dos 3 anos, e para o canto, dos sete em diante. Para o professor de canto Thiago Nunes, da Dueto, a criança começa a se expressar de outra maneira e é capaz de integrar-se ativamente na sociedade quando tem contato com a música.

A contadora Luiza Bandeira, mãe de Roberta,7, não teve dúvidas em matricular a filha. "Sempre achei a música relaxante, e, ao mesmo tempo disciplinadora. A Roberta sempre gostou de cantarolar e insistiu em fazer as aulas. Cuidar da voz também foi levado em consideração, pois ela tem um pouco de rouquidão e as aulas ajudam a trabalhar as cordas vocais".

Roberta aprovou a decisão da mãe. "Adoro cantar. A gente aprende várias notas e tons. Sei agora qual é meu ritmo e saio cantando com minhas amigas", ri a menina.

2

 Rebeca Studart: concentração nas aulas FOTO: NATINHO RODRIGUES

Alfabetização

"Na etapa de alfabetização a criança é mais estimulada com a música. Através das canções infantis, em que as sílabas são rimadas e repetitivas, e acompanham gestos, a criança melhora sua forma de falar e de entender o significado de cada palavra", explica.

Também frequentadora das aulas, Bruna Pontes, 7, já cantou até na festa da escola. Sua voz doce interage com as diversas vozes das colegas e assim elas aprendem a trabalhar em equipe. "Temos que cantar igualzinho e juntas. Depois cada uma tem sua parte e não pode desafinar", ressalta aluna.

A bailarina Bruna Moreira, 7, também já participou de eventos. E é campeã do show de talentos da escola. "Eu gosto dos dois, balé e música". A mãe de Bruna, a assistente social Aline Pinto, conta que observou a melhora na coordenação motora e no controle rítmico da filha. "A música estimula a expressão corporal da criança e eu vi isso na Bruna. Notei que ela já ficou muito mais desinibida".

Allicya Guimarães também começou a realizar seu sonho, cantar, bem pequena. Aos seis começou as aulas de canto. Aliadas ao balé, os conhecimentos em flauta e as poucas noções de violão. Hoje, aos 12 anos, ela já acumula passagem por três escolas de música e inúmeras apresentações no currículo. Entre as memórias está a reação que sua voz provocava quando a avó a escutava. "Ela ficava calma, tranquila quando escutava a Allicya cantando. Ainda estava quando ligou de madrugada e pediu para a neta cantar pelo telefone", recorda Ana Guimarães, mãe e maior fã da jovem.

Carreira musical

Para a menina, o canto é uma experiência que acalma e concentra, além de ser prazeroso. "Eu fico relaxada, mais calma, me ajuda até a estudar. Já que eu crio músicas com o assunto das matérias que estudo", diz. Sua meta é continuar se dedicando e, quem sabe, participar do próximo The Voice Kids.

3

As pequenas Bruna Pontes, Rebeca Bandeira e Bruna Moreira compenetradas durante as aulas de canto na Duetos FOTO: THIAGO GADELHA

Unindo famílias

Foi após a filha Rebeca começar as aulas de canto que a mãe, a advogada Viviane Amorim, reuniu a família e decidiu entrar em aulas na BSB Musical. "A família toda está envolvida no projeto. Eu e meu esposo fazemos violão e meu filho violino. Acredito que esse processo serve até para nos socializarmos e fazermos uma atividade juntos", destaca Viviane.

Para Rebeca, as aulas são como uma diversão. Além da brincadeira, a garota já percebe que elas possuem o "dom" de acalmá-la, mexendo com sua atenção e concentração. "Sempre que estou nervosa, canto uma música que eu gosto. Fico mais tranquila", observa. Ela é fã de músicas de MPB, especialmente da Marisa Monte.

4

Mariana Hadassa na aula de canto FOTO: NATINHO RODRIGUES

Mariana Hadassa, 9, também é uma das adeptas ao canto. Com apenas dois meses de prática resume as novas aprendizagens em alegria. Tudo começou com o desejo de aprender a tocar violão.

"Meu pai tocava e eu achava muito bonito. Eu queria estudar, mas ele disse que era melhor cantar primeiro", conta. Após a filha iniciar no curso, o pai decidiu retornar às aulas. "Eu ficava esperando ela sair e aí me veio a ideia de fazer violão", conta. Agora, pai e filha têm no convívio diário a música.

Mais informações

Duetos Escola de Música

(85) 4141.4909

BSB Musical

(85) 3067.8249 / 99683-5995

© Todos os direitos reservados. O conteúdo não pode ser publicado, reescrito ou redistribuído sem prévia autorização. Passível ação judicial.