juazeiro do norte

Materiais de construção têm queda nas vendas de até 30%

Setor já sente mais fortemente os reflexos da crise econômica, com diminuição dos negócios desde o 1º semestre

00:00 · 27.09.2015
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O varejo se ressente na redução do comércio voltado para a construção civil ( Fotos: Elizângela Santos )

Juazeiro do Norte. A construção civil sofre o reflexo das mudanças na economia, principalmente no comércio voltado para o setor. Empresários do segmento, num dos mercados de maior movimento na região do Cariri, em Juazeiro do Norte, afirmam que no primeiro semestre a queda nas vendas foi gradativa e já chega a oscilar entre 20% e 30%. O consumidor caririense está mais precavido em tempos de altas nos juros e taxas de financiamentos. Mesmo as pequenas reformas estão sendo adiadas, em função da tão propagada crise. Mas, conforme o Sine/IDT, mesmo com a retração do mercado, ainda há vagas de trabalho para o setor disponíveis e carência de mão-de-obra qualificada.

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Em Juazeiro é comum se encontrar todos os dias consumidores de outras cidades da região e até mesmo de estados vizinhos. Num dos trechos da Rua São Pedro, a principal do comércio da cidade, se concentra a maioria das lojas voltadas para atender o varejo na área da construção civil. O comprador tem a oportunidade de negociar e até optar por formas de pagamento que facilitem a sua aquisição.

A redução de crédito para financiamento no mercado tem sido, conforme o diretor de loja de material de construção, Marivaldo Filho, é responsável por uma queda considerável na comercialização dos produtos. Ele ainda destaca a rigidez que existe em relação as exigências do mercado para que as pessoas tenham possibilidades mais facilitadas para obter financiamento da casa própria, como acontece na Caixa Econômica Federal (CEF).

"São novas regras criadas, aumento de renda para liberação de créditos, entre outros fatores, que fazem com que as pessoas deixem de financiar o seu imóvel", diz ele.

Marivaldo Filho teve uma queda em seu faturamento somente no primeiro semestre deste ano, equivalente a 10%, se comparando esse percentual com o mesmo semestre do ano passado. Em abril, ele firma que foi a pior do primeiro semestre, de 15%. No segundo semestre do ano passado, houve o inverso, em relação ao mesmo período do ano anterior, com acréscimo nas venda de até 20%. A aposta nesse momento é que haja um aquecimento na comercialização no último trimestre do ano. Para a gerente de vendas, Bernadete Silva Pereira, nesse momento se percebe que o consumidor está decidido a fazer apenas pequenos reparos em casa e não a sonhada grande reforma. Com isso, as vendas em seu comércio caíram em torno de 30%. "O comércio está num ritmo muito lento e a expectativa diante dessa realidade não é muito boa para ninguém", diz.

Para a dona de casa Maria Aparecida desde que decidiu fazer a reforma em casa pensou num valor que poderia gastar, mas se surpreendeu com os preços altos. Em todos os lugares em que esteve, encontrou apenas uma loja em que a diferença de preços foi mínima, mas ainda está fazendo um levantamento dos custos. "Quero comprar a cerâmica da minha casa e não imaginava que estivesse num custo tão alto", afirma.

A professora Socorro Custódio afirma que o mercado está com produtos mais caros, mas quando o consumidor tem necessidade deve sair mesmo com a tomada de preços, com produtos de boa qualidade. "É preciso ter paciência ", afirma ela. Para a docente, o mercado sempre oferecerá vantagens, principalmente para quem tem a possibilidade de fazer a negociação à vista.

Mais informações:

Sine/IDT
Rua São Pedro, 309
Centro
Juazeiro do Norte
Telefone (88) 3102.1117

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