folhetos

Impressos divulgavam fatos atuais em forma de versos

00:00 · 13.12.2015
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Com as tipologias se formam palavras, frases, textos. Todo esse material causa admiração entre aqueles que visitam o espaço e esperam a reativação da Lira

Juazeiro do Norte. A velha Lira Nordestina dos anos de 1930 dava oportunidade de levar à população a notícia em forma de verso. Mesmo os que não sabiam ler e nem escrever ouviam dos poetas e declamadores as palavras que circulavam cidades, ditas a partir dos folhetos.

Era a informação popular, de fácil entendimento, com o direito de propiciar o sorriso com histórias engraças e que se tornaram verdadeiros clássicos do cordel, como o "Romance do Pavão Misterioso" e "A Chegada de Lampião no Inferno".

Palavras construídas com as tipologias, dando origem às primeiras edições desses folhetos no Cariri, hoje não mais possíveis pela ausência desse material. Atualmente, a Lira está sem as produções dos cordéis.

Os xilógrafos aproveitam o tempo que ocupam o espaço da gráfica para divulgar o pouco que produzem, como as xilogravuras. No local, fazem as matrizes em madeira e criam alternativas para imprimir a marca produzida de forma artesanal. São desde chinelos, cerâmicas, bolsas, camisetas, ou histórias tematizadas, como o Padre Cícero ou os Orixás, trabalhos realizados pelo xilógrafo Cícero Lourenço, que, com o irmão José Lourenço, permanecem na Lira como verdadeiros guardiões de uma história frequentemente contada para visitantes e turistas no espaço, sob a administração da Universidade Regional do Cariri (Urca).

Admiração

A instituição há alguns anos chegou a adquirir máquinas offset para publicação dos livretos, mas há necessidade de manutenção dos equipamentos. Os velhos equipamentos de corte de papel, ainda utilizadas no começo da Lira, quando era gráfica São Francisco, no Centro de Juazeiro do Norte, permanecem no espaço. São admiradas pelas pessoas que procuram o local e esperam vê-las, muito brevemente, em atividade.

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