Aterro sanitário em Caririaçu sofre mais atrasos para início de operação - Cariri Regional - Diário do Nordeste

saneamento básico

Aterro sanitário em Caririaçu sofre mais atrasos para início de operação

25.01.2014

Foram seis anos de discussões ao longo do tempo para desativar antigos lixões instalados na Região

Caririaçu. O projeto para a construção do aterro consorciado do Cariri, há mais de seis anos em discussão, ainda não saiu do papel. A expectativa é que até março deste ano seja iniciado o processo de licitação, algo que parece ainda improvável, tendo em vista a avaliação e aprovação do Banco Mundial, órgão financiador. O projeto, após avaliação final pelos técnicos do Governo do Estado, irá custar torno de R$ 34 milhões, valor bem acima da previsão inicial de cerca de R$ 23 milhões em investimentos. Caso seja iniciado, será o primeiro aterro consorciado em execução no Ceará.

Lixões continuam em atividade, a despeito das normas de meio ambiente/Fotos: Elizângela Santos

A Fundação Nacional de Saúde (Funasa) deverá ser o órgão que poderá possibilitar projetos de complementação dos valores. O órgão dará o parecer final do projeto nos próximos dias, para posterior avaliação do Bird. Em 3 de agosto deste ano, vence o prazo para que os lixões sejam extintos. No Cariri, são 10 cidades que estão inseridas no consórcio, entre elas as maiores e mais populosas da região, incluindo Crato, Juazeiro do Norte e Barbalha.

Debates, audiência e um grande espaço de tempo foi dedicado à escolha do terreno. A localidade do sítio Gravatá, em Caririaçu, após várias discussões e análise dos técnicos ambientais, foi apontada como a área ideal de construção. Outro passo importante, que vem sendo debatido entre os gestores municipais das cidades inseridas no consórcio, é o processo de gestão. Ano passado, prefeitos dos Municípios chegaram a participar de reunião técnica nos Estados Unidos.

Importância

Para o prefeito de Juazeiro do Norte, Raimundo Macedo, é de grande importância que esse consórcio saia logo, porque é uma questão ambiental de grande relevância que será resolvida. A cidade é a de maior produção de resíduos sólidos da região. "É importante e vale a pena continuar lutando por esse projeto", diz o gestor.

Para o presidente do consórcio, reeleito para ficar à frene dos trabalhos, o prefeito de Farias Brito, Vandevelder Francelino, disse que desde 2008 a questão do consórcio vem sendo debatida. Foi criado e instituído em 2009. "Espero que possamos resolver logo essa questão, por conta do prazo do fechamento dos lixões, ainda este ano", diz ele. Além disso, o empréstimo do Banco Mundial, conforme o prefeito, só poderá acontecer até dezembro.

A maior parte das negociações para a retirada dos moradores do sítio Gravatá já foi feita e a maioria aceitou sair da área. Houve uma resistência inicial da comunidade para o projeto. Os gestores se reuniram mais duas vezes, no final do ano passado, para debater os ajustes do projeto, promover alterações necessárias. Os encontros ocorreram nas cidades de Nova Olinda e Crato.

Investimentos

Segundo a coordenadora do Projeto Cidades do Ceará - Cariri, Rita Bezerra, toda a parte técnica do projeto do lixão já foi finalizada, restando apenas o parecer da Funasa. Ela explica que a previsão de investimentos iniciais no aterro foi definida no projeto executivo, mas com todos os ajustes chegou a um levantamento final dos valores a serem empregados na obra.

Ela admite que dentro de uma visão muito otimista, o projeto deverá estar pronto em agosto deste ano, pelo menos com uma das etapas iniciais, o que chama de uma das células. O aterro tem vida útil prevista de até três décadas. Com a avaliação e aprovação do projeto, o processo será encaminhado para cumprir os prazos determinados pela licitação, incluindo as tomadas de preços das empresas pretendentes.

Rita Bezerra destaca o pacto de inclusão das famílias, ressaltando a parte social do projeto do aterro sanitário como de essencial importância, para cumprir os acordos do financiamento junto ao Banco Mundial. São garantias que têm que estar inseridas no projeto para serem executadas. "A inclusão dos catadores é fundamental", diz. (ES)

 

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