Padre Cícero

Ação não depende do perdão católico

00:00 · 20.12.2015
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A pesquisa avalia outros locais tidos como "sagrados" pelos fiéis, como a Capela do Socorro

Juazeiro do Norte. A reconciliação da Igreja com o Padre Cícero, o chamado perdão, segundo a historiadora Ítala Byanca, mesmo sendo algo relevante, do ponto de vista do Iphan há uma importância mínima, uma vez que os trabalhos são direcionados na perspectiva de resistência do romeiro.

>Pesquisadores avaliam tombar bens da cidade
 
Os procedimentos são técnicos e acontecem à revelia das instruções da Igreja Católica. Mas, ao mesmo tempo, ressalta a ressignificação das relações do romeiro com o sacerdote, que vem agregar. "Temos como principal vetor a relação entre o romeiro e o Padre Cícero, vista independentemente", explica.

Salvaguarda

A tentativa de tombar o patrimônio, no intuito de salvaguarda para preservação dos bens culturais, há alguns anos vem sendo suscitada em Juazeiro do Norte. Em 2010, uma equipe de professores da Universidade Federal do Ceará (UFC), composta em sua maioria por historiadores, passou a realizar pesquisas nesse intuito, mas o trabalho inicial acabou não se consolidando. A meta era focar o trabalho no patrimônio edificado.

O diálogo será o grande direcionador da forma como serão definidos os procedimentos a serem adotados mais adiante. Podem ser inseridos os dois aspectos, tanto o tombamento de alguns bens materiais, como o registro, voltados para a preservação do patrimônio. Porém, no caso do bem material, vão têm que ser seguidas regras específicas, de acordo com essa realidade. Mas a própria dinâmica de transformação que a cidade passou, em pouco mais de 100 anos de sua existência, demonstra que o tombamento de bens materiais se torna mais complexo.

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