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Vendas em alta, setor é otimista para 2017

Fora a comercialização de novos, segmento prevê bons números para acessórios

Participação: Honda segue na liderança, seguida de Yamaha e Dafra ( Foto: Arquivo )
00:00 · 20.03.2017 por Camila Marcelo - Repórter
De acordo com Eduardo Trosman, o ano será movimentado à área de acessórios. Ele prevê aumento no faturamento em capacetes e luvas, por exemplo

A venda de motos foi favorável em fevereiro, mantendo a alta do volume de 14,2% de janeiro, o qual foi 67.136 contra 58.801 de 2016. O crescimento não foi tão expressivo quanto o primeiro mês, porém o setor começa a enxergar a luz no fim do túnel com o saldo 1,2% positivo, com as 67.922 unidades comercializadas no último mês.

Mas, a luz fica fraca quando comparamos ao mês de fevereiro de 2016 (73.048) e vemos uma retração de 7% na venda. E a situação de "queda" não para por aí e continua assombrando, avançando na produção.

Enquanto janeiro foram fabricadas 7,5% a mais, em fevereiro o volume foi 17,5% inferior em relação ao mês anterior. São 67.319 contra 81.646. Comparando a Fevereiro de 2016, com 71.137, a baixa atingiu 5,4% na produção. Diante do começo do ano no verde, o acumulado do bimestre segue em alta, com 1,3%, passando as 147.096 unidades de 2016, contando agora com 148.965.

Os dados são do balanço geral divulgado no site da Associação Brasileira dos Fabricantes de Motocicletas, Ciclomotores, Motonetas, Bicicletas e Similares (Abraciclo).

Perspectivas

A estabilidade é a previsão da Abraciclo para este ano. E, por enquanto, os números estão correspondendo, com apenas algumas oscilações, tanto positiva com negativamente.

"Sentimos uma forte recuperação do mercado já no fim do ano passado e realmente acompanhamos de perto o bom cenário no primeiro mês do ano de 2017. Em fevereiro, sentimos 'a baixa', mas acreditamos que tenha sido devido ao período do Carnaval. Para março e os meses subsequentes, acreditamos que o mercado de duas rodas apresentará um 'novo fôlego'", comenta Eduardo Trosman, fundador da Laquila, distribuidora e importadora de peças e acessórios para motocicletas. Segundo ele, ainda estamos na época em que as pessoas adiam a compra de uma moto nova, no entanto este ano será movimentado para apostar em acessórios importantes para o bem-estar e segurança do motociclista.

"Esperamos incrementar o faturamento em 10% apenas com as vendas destes itens", pontua Eduardo. No geral, projeta manter neste ano a média de R$ 100 milhões conquistada em 2016. Quanto aos acessórios, os itens considerados mais indispensáveis são luvas e capacetes. No caso dos itens caracterizados como "perfumaria", como a jaqueta com proteção e impermeável, isso é considerado supérfluo entre os usuários e não entra nas expectativas de vendas.

Participação

No acumulado, a comercialização deste ano no atacado teve expansão de 2,4%, ainda com vendas abaixo do esperado em janeiro. São 135.058, frente a 131.849 unidades.

Desse total, a japonesa Honda continua na liderança geral com 111.237 unidades somadas nos dois primeiros meses do ano. Isso representa um market share de 82,4%. No mesmo período de 2016, ela tinha 84,6% com 111.533.

Essa pequena variação ocorreu com todas as marcas. É o caso da Indian com 72 agora e 94 no ano passado e da Ducati com 170 contra 182. Com a Kawasaki foi um pouco maior a diferença, caindo de 949 para 616 unidades. Para algumas, a oscilação foi para mais, como a Harley-Davidson, que foi de 604 para 648 e a Triumph de 562 para 580.

E outras, este ano começou com o pé direito. A Yamaha foi de 13.177 para 17.281, mantendo a segunda posição entre as marcas. Já a Dafra subiu de 1.303 unidades para 2.562, pulando dois lugares no ranking, alcançando o terceiro no pódio. Este lugar antes pertencia a Suzuki, que agora assume a quarta posição com um pouco menos de vendas. Foram 1113 contra 1801 de 2016. A BMW fez também números bons, foi de 182 para 779 unidades.

Exportação

Nas operações de exportação, o segmento registrou uma leve evolução de 3,2%, passando das 5.769 unidades de janeiro para 5.953 motos em fevereiro. Comparando aos números de 2016 (5.692), as vendas para fora cresceram 4,6%, devido principalmente à retomada de negócios com a Argentina. No acumulado, o aumento foi de 29,8%, sendo 11.722 este ano contra 9.028 no ano passado.

Balanço

2,4% - No acumulado é o saldo positivo nas vendas. São 135.058 de 2017 contra 131.849 de 2016, considerando os dois primeiros meses do ano

1,2% - Em vendas de fevereiro a mais que janeiro. São 67.922 em fevereiro diante dos 67.136 do mês anterior. Lembrando que janeiro foi bom com 14,2% a mais que 2016

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