Picape classe x

Teste na Cordilheira dos Andes

Mais de 400 km a bordo da versão intermediária a diesel com 190 cv de potência. Como ela se saiu? Leia abaixo

00:00 · 06.11.2017 por André Marinho - Editor
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Nos Andes Com direito a cenário exuberante, test-drive margeou a famosa Cordilheira
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Mercedes divulgou que a picape é capaz de puxar um reboque com três cavalos ou um iate de oito metros; ela vem de série com iluminação na caçamba, a terceira lanterna do freio de LED ilumina toda a área de carga
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Muitos terrenos sem aderência fizeram parte do test-drive, que teve a emoção como companheira constante; picape mostrou estabilidade nas curvas e retas

O impacto de dirigir um Mercedes nunca é esquecido. Seja qual for o tipo de veículo, é uma marca que se diferencia pela qualidade e também pelo alto desempenho. No entanto, quando se trata de uma picape com a estrela alemã? Como será?

Com essa pergunta na cabeça, assumi o volante da versão intermediária, Progressive, com motor 2.3 litros a diesel de 190 cv de potência e 45,8 kgfm de torque. O conjunto mecânico também é composto por uma transmissão automática de sete marchas e é praticamente o mesmo oferecido na atual Nissan Frontier, embora a engenharia alemã tenha feito modificações para adequá-lo ao modo de ser da Classe X.

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Em comparação ao modelo japonês, por exemplo, a picape Mercedes é mais larga, com 1,920 metro (contando os retrovisores). O eixo traseiro também foi totalmente refeito, que se tornou um multibraço parcialmente rígido, com molas, amortecedores a gás e estabilizador totalmente novos. Os freios dianteiros e traseiros são a disco, ao contrário da Frontier, que tem o sistema de trás a tambor.

Na hora de pilotar, a picape ganha, finalmente, um pouco daquela personalidade Mercedes já nos equipamentos de bordo. O banco é composto de espuma firme revestida de couro, o que permite uma posição ereta e natural de dirigir.

No total, mais de 400 km de percurso, com estradas de asfalto, terra, pedregulhos, com curvas perigosas, e conferindo belas montanhas e a onipresente Cordilheira dos Andes.

Com boa arrancada, baixíssimo nível de vibração do motor quatro cilindros, a diesel, com 190 cv, a Classe X ainda vai bem de retomada e desenvolve muito bem no conjunto câmbio e motor. A suspensão é excelente e pula pouco, ao contrário de outras picapes que existem no mercado.

O conforto no interior é de SUV e o espaço na traseira também é bom. Na caçamba, capacidade de carga de mais de uma tonelada. A Mercedes divulgou que a capacidade de carregar reboque é de 3,5 toneladas. Ela pode puxar um reboque com três cavalos ou um iate de oito metros.

Graças à sua distância entre eixos de 3.150 milímetros, ao seu curto balanço dianteiro, à célula de passageiros deslocada para trás e ao seu balanço traseiro muito longo, a Classe X tem uma carroceria alongada que transmite dinamismo.

A Classe X é a única picape média que vem de série com iluminação na caçamba. A terceira lanterna do freio de LED ilumina toda a área de carga. O comando dessas luzes é feito por meio de um interruptor no console central. A luz desliga-se automaticamente assim que a ignição é ligada. Uma tomada de 12 V para conectar aparelhos adicionais, como por exemplo compressores, faz parte do equipamento de série.

Aprovada com louvor, o cenário ajudou, pois nos arredores de Santiago existem vários terrenos sem aderência. Tivemos direito a outro aperitivo e fomos de co-piloto na versão protótipo da V6, um foguete com muita estabilidade e potência.

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