impressões

Testamos versão do hatch Argo

Dez dias testando a versão Precision do Argo, com motor 1.8l e câmbio automático: será uma boa opção?

Por dentro Visual moderno, boa tela multimídia e design jovial nas linhas do hatch
00:00 · 05.02.2018 / atualizado às 07:13 por André Marinho - Editor
Detalhe da traseira do Argo, nesta versão acima a top de linha HGT 1.8 AT6; carro veio com missão difícil para substituir o Punto, Bravo e versões mais completas do Palio ( Fotos: Divulgação )
Também na versão top de linha, o Argo 1.8 traz a telona multimídia sensível ao toque, de operação bem simples, semelhante aos que vem nos carros da marca Mercedes-Benz, como o CLA e o Classe C

O Fiat Argo é um hatch pouco menor do que o rival Renault Sandero. Ele não chegou chegando: no início teve poucas vendas, e só começou a emplacar cinco mil no brasil a partir de outuvro. Também, sua missão era difícil: o novo modelo nasceu para substituir o Punto, o Bravo e as versões mais completas do Palio (este continuará apenas com motor 1.0).

Seus alvos principais são o Chevrolet Onix e o Hyundai HB20, que vêm a ser os dois carros mais vendidos atualmente no país.

Durante dez dias testamos a versão Precision com motor 1.8l, flex, com câmbio automático. Seu preço parte de R$ 68.290. Mas há versões mais baratas, com câmbio manual e motor 1.0l, a partir de R$ 47.790.

Voltando para a versão que testamos, de perto, o que primeiro chama a atenção é o rebuscado desenho da grade do radiador. Já a abertura inferior é no estilo colmeia de abelha e vale para todas as versões. A dianteira remete ao atual Fiat Tipo italiano, ou quem sabe, a um Mobi muito melhorado (mas muito mesmo). A traseira tem um quê das novas Alfa Romeo Giulietta, especialmente pela forma das lanternas.

O tamanho é um meio termo do que há na concorrência: são 4 m de comprimento, com 2,52 m de entre-eixos e 1,5 m de altura, números que praticamente empatam com os do antecessor punto e são bem superiores aos do Palio. A plataforma, diga-se, também é basicamente a mesma MP1 usada nos Punto, Linea e Doblò. Tem origem nos tempos em que a Fiat fazia projetos juntamente com a Opel mas, para a criação do Argo, foi extensamente modificada em suspensão, direção e aços utilizados, a ponto de a marca dizer que mantém apenas 20% da anterior.

A parte elétrica/eletrônica vem do Jeep Compass, com direito a controle de estabilidade ESP. Com aços de ultra resistência nas colunas, caixas de ar e assoalho, e técnicas de estamparia mais recentes, o monobloco pesa 42 kg a menos que o do Punto.

O bom recheio de opcionais é um dos apelos de venda. Desde o básico Argo 1.0 Drive, há de série sistema start/stop, monitor de pressão dos pneus, ar-condicionado, trava e vidros elétricos e isofix para prender cadeirinha no assento traseiro. O 1.3 com câmbio automatizado traz ainda "piloto automático" e aletas atrás do volante para trocas de marcha. Já os topo de linha HGT 1.8 vêm com aros de 16 polegadas, couro no volante e uma grande tela multimídia no alto do painel. Não há, porém, GPS (use o do smartphone).

Sensores de estacionamento, câmera de ré, airbags laterais, abertura de portas por aproximação e aros de 17" são opcionais. E não espere sensores dianteiros ou teto-solar.

Na versão avaliada, gostei dos detalhes. Por dentro, a boa impressão é dada pelo volante forrado com couro (com uma costura na parte mais alta, como nos carros de rali).

O painel tem um quê de Alfa Romeo moderno, mas os instrumentos vieram da Toro. Sobre o Tablier, à moda dos Mercedes C e CLA atuais, os Argo 1.8 trazem a telona multimídia sensível ao toque, de operação bem simples. O espaço interno é ótimo para um hatch compacto, com destaque para a altura do teto e a área do porta-malas.

Há regulagem de altura e distância. Na área urbana o motor de 139 cv em um carro de 1.243 kg é pra lá de interessante. Faz bom conjunto com o câmbio automático de seis velocidades.

Ele se mostrou bem suave e rápido, seja em drive ou fazendo as trocas manualmente. Segundo a Fiat, o manual vai de zero a 100 km/h em 9,2 segundos com etanol e 9,6 s com gasolina, enquanto o automático eleva o tempo a 10,4 s e 11,1 s, respectivamente. É uma boa opção no segmento e consegue hoje vender mais de quatro mil unidades por mês.

Ficha técnica

Motor: Dianteiro, transversal, 4 cil. Em linha, 1.747 cm³, 16V, flex
Potência: 139/135 cv a 5.750 rpm
Torque: 19,3/18,8 kgfm a 3.750 rpm
Câmbio: Manual de 5 marchas, automático de seis marchas; tração dianteira
Direção: Elétrica
Pneus: 195/55 R16
Tanque: 48 litros
Porta-malas: 300 litros
Preços: a partir de R$ 47.790 (Drive 1.0l, manual) e R$ 68.290 (Versão Precision, automática)

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