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SUVs mais vendidos

No mês de outubro, os utilitários esportivos foram o segundo segmento mais vendido do Brasil

Jeep Compass: um fenômeno de vendas que em outubro chegou a quase cinco mil unidades comercializadas; o coreano Hyundai Creta também tem atraído compradores pelo País e ficou na terceira colocação ( Fotos: divulgação )
00:00 · 20.11.2017 por André Marinho - Editor
Ford EcoSport renovado ainda conseguiu ficar entre os cinco SUVs mais vendidos, mas por pouco não perde o lugar ao Jeep Renegade

O SUV mais vendido do País em outubro foi o Jeep Compass. Ele é um fenômeno e chegou a quase cinco mil unidades mês passado. O modelo mantém a liderança, a qual assumiu também em setembro.

Com grande oferta e opções em quantidade de versões, com motores flex ou a diesel, câmbio manual ou automático, 4x4 a diesel e flex, ou 4x2 flex, o Compass caiu no gosto do brasileiro.

Qualidades para isso são muitas: quem já dirigiu um Renegade, com certeza se sentirá "em casa" a bordo do Compass. Tudo bem que os dois modelos são feitos sobre a mesma plataforma, mas não é preciso ser muito observador para reconhecer alguns componentes compartilhados, como o quadro de instrumentos, o volante multifuncional, a alavanca de câmbio e o freio de mão elétrico.

Mas, não vá pensar que o Compass é só um SUV anabolizado, porque muita coisa melhorou em relação ao irmão menor. Do lado de dentro, o painel ganhou uma nova central multimídia com tela de 8,4 polegadas, as portas agora têm acabamento emborrachado e todos os ocupantes viajam com mais conforto - há, inclusive, saídas de ar para a segunda fileira de assentos.

Só que o parentesco garantiu algumas virtudes à novidade produzida em Goiana (PE), principalmente para o motorista. A suspensão independente McPherson nas quatro rodas é confortável sem sofrer com o "efeito barca", que provoca rolagem nas curvas.

Outra boa notícia é que a motorização nem de longe lembra o 1.8 flex de até 139 cv que sofre para movimentar o Renegade. Segundo a Jeep, o Compass já tem 86% do torque máximo de 20,5 kgfm disponíveis a partir das 2.000 rpm, o que garante um desempenho mais esperto na cidade - a marca diz que são necessários 10,6 segundos para ir de zero a 100 km/h.

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Nissan Kicks também está sempre na lista dos mais procurados; design e conforto são os pontos fortes

Porém, no acumulado do ano, o segundo lugar de outubro está na liderança: o Honda HR-V, que até outubro vendeu 25.307 unidades. Só no mês passado foram 4.488 no Brasil.

Lançado em março de 2015, o HR-V assumiu a liderança da categoria já no mês seguinte. Fechou 2015 na frente e, este ano, segue como mais vendido. Alguns o criticam por ser um "hatch elevado", mas é em grande parte disso que se trata um crossover. Carroceria e posição de guiar mais altos se combinam com espaço e praticidade de um carro familiar, sem o mesmo sacrifício da estabilidade e valentia off-road que se vê em um SUV. Baseado no Fit, o HR-V é feito para o asfalto: o visual é aventureiro, mas o que oferece não vai muito além das suspensões mais robustas para encarar buracos e valetas.

Ao volante, o baixo consumo do motor 1.8 e o comportamento dinâmico agradam. A direção é bem acertada e as suspensões são robustas, mas um pouco duras. O câmbio CVT é mais ágil que a média nas saídas e ajuda a garantir boas acelerações e retomadas, porém quem gosta de guiar esportivamente vai querer usar as borboletas no volante para trocas sequenciais, entre as sete marchas simuladas.

Na linha 2017, o HR-V EX ganhou ar-condicionado automático digital e a tal opção de trocas manuais, antes exclusiva do EXL. É a que recomendamos.

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Honda WR-V, o irmão mais novo do HR-V ficou em oitavo lugar entre os mais vendidos do Brasil. Já o seu companheiro ficou em 1º no acumulado do ano

Em terceiro lugar, o coreano Hyundai Creta. Dois anos depois de tomarem a liderança do segmento dos SUVs no Brasil, Honda HR-V e Jeep Renegade começaram a ter uma vida mais difícil com o lançamento do primeiro SUV compacto da Hyundai Brasil, o Creta.

Quem já dirigiu o HB20 sabe que o compacto tem dirigibilidade acima da média para o segmento, sobretudo nas versões com motor 1.6.

Com o Creta, a sensação é parecida e o SUV apresenta um bom acerto dinâmico - até melhor do que no hatch. Isso por conta do uso de uma plataforma mais refinada - do sedan Elantra.

Aliás, outra diferença entre Creta e HB20 é que o segundo é um modelo criado para o Brasil, enquanto o SUV é um produto global que sofreu algumas adaptações para o mercado local.

Com motor 2.0, chamado Nu, o Creta tem ótimo desempenho para o segmento. Os 166 cavalos de potência tornam o SUV um veículo ágil, tanto em arrancadas como em retomadas. O único rival, entre os mais vendidos, capaz de fazer frente é o Peugeot 2008 THP (turbo), de 173 cv. O 1.6, de 130 cv, é o mesmo motor do HB20, com 2 cv a mais graças a melhorias da engenharia, como a adoção do comando variável de válvulas também no escape.

Um rápido contato com ele deixou a impressão de que o conjunto é suficiente para o uso cotidiano. O isolamento acústico é muito bom nas duas versões, assim como os acertos de direção, freios e suspensão. Esta última, apesar de ter como arquitetura um eixo de torção (o Renegade usa multilink, mais refinada), filtra bem as imperfeições, e confere à carroceria pouca rolagem em curvas. Ela é firme, mas fica longe de ser desconfortável. E corrige uma falha presente no HB20.

Top 10

1 - Jeep Compass - 4.963 unidades
2 - Honda HRV - 4.488 unidades
3 - Hyundai Creta - 4.027 unidades
4 - Nissan Kicks - 3.556 unidades
5 - Ford Ecosport - 3.254
6 -Jeep Renegade - 3.017
7 - Renault Captur - 2.194
8 - Honda WR-V - 1.613
9- Renault Duster - 1.297
10 - Toyota Hilux SW4 - 1007

Fonte: Fenabrave

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