MERCADO

Scooter foge da crise e tem alta no acumulado

Veja as principais representantes dessa categoria e entenda as diferenças entre os segmentos cub e scooter

Liderança PCX é a mais vendida da categoria. Na linha 2018 ganhou a versão Sport
00:00 · 29.01.2018 por Camila Marcelo - Repórter
Em fevereiro chega a nova Honda SH 150i com uma nova opção: a DLX na cor preto perolizado. Preço local ainda não divulgado. Versão ABS vem no novo vermelho

Enquanto as vendas no geral de motocicletas apresentavam baixa no fechamento do ano, o de scooter comemorava o crescimento. Foi uma queda geral de 5,1%, enquanto nesse segmento específico exibe uma alta de 56,3%, comparando a 2016. Os números são da Associação Brasileira de Fabricantes de Motocicletas, Ciclomotores, Bicicletas e Similares (Abraciclo).

Segundo aponta o presidente da Associação, Marcos Fermanian, foram 58.288 até dezembro diante de 37.293 unidades do acumulado do ano anterior.

"Esse segmento de scooters é um dos que mais crescem, tendo superado até o de alta cilindrada, que havia sido destaque nos últimos anos", acrescenta.

Desse total, mais da metade dessa fatia é representada pela Honda, quando a marca registrou 31.925 unidades emplacadas. Para a japonesa, esse total representa um crescimento de 24% em relação a janeiro e dezembro de 2016, quando acumularam 25.664.

Em sua fábrica em Manaus (AM), a Honda produz três modelos: PCX, SH300i e SH150i, que inclusive ganhou nova versão para sua linha 2018: a DLX. No preto perolizado, o preço público sugerido é de R$ 12.950. Na versão ABS, fica disponibilizada no novo vermelho perolizado e ainda no azul perolizado por R$ 12.450.

Apresentada ano passado, a SH 150i chega às concessionárias em fevereiro. Ela vem com luzes traseiras e dianteiras em LED, rodas de liga leve de 16", smart key e a tecnologia "Idling Stop", que desliga o motor em marcha lenta por até três segundos, religando automaticamente quando acionado o acelerador. Lembrando que o seu motor é de 150cc de 14,7 cv com câmbio CVT.

Mas, já está disponível a nova PCX, que é líder do segmento com 28.040 unidades vendidas no fechamento do ano passado. Para linha 2018, ganhou a versão Sport, em uma combinação de cinza fosco e linhas que mesclam o vermelho e o branco pelas carenagens. Seu preço local é R$ 13.480, valor também da DLX. Já para a STD de entrada, é R$ 13.060.

E, em março, irão anunciar a comercialização da tão comentada X-ADV, uma scooter de estilo crossover com 745 cc e 54,8 cv de potência.

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O modelo da Shineray mais procurado é a Retro EX (foto). Além dela, marca conta com a Bike a Retro, todas as três de 50 cc (Foto: Thiago Gadelha)

Na competição

 

Em segundo lugar na lista das mais vendidas está a Yamaha com a Neo 125. Entre as características está o câmbio CVT, a partida elétrica, com o descanso lateral auto-stop, o qual desliga automaticamente o modelo quando acionado, e assento com 775 mm de altura. O seu preço local é de R$ 8.500.

E quase empatado com ela está sua companheira de marca: Nmax. Além de novas cores, como preto sólido, branco metálico e vermelho fosco, a cor das rodas passa a ser em preto na linha 2018. Já o banco agora mescla diferentes texturas. Outra mudança que recebeu foi nos amortecedores traseiros, com nova calibragem. O seu motor é de 160cc e vem com ABS nas duas rodas, freio a disco, iluminação dianteira e traseira em LED e painel digital em LCD. O seu valor é R$ 12.400.

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Yamaha conta com duas representantes nesse segmento, entre elas está a Nmax160 ABS, que na linha 2018 ganhou novas cores (Fotos: Divulgação)

 

Procura em alta

 

 

As vendas de scooters também foram positivas à Shineray. De acordo com o sócio-diretor da marca, José Edson Medeiros, desde 2015, devido a exigência do emplacamento de ciclomotores e, combinado a redução da liberação de crédito, as vendas caíram e fizeram com que fechassem revendas na cidade, por exemplo. Em Fortaleza, era cerca de 15, contando pontos de vendas. Agora, há só três. No entanto, felizmente, o público da sua scooter se manteve. A mais procurada é a Retrô EX 50, com 2,95 cv, câmbio CVT, bagageiro traseiro regulável, porta objetos abaixo do assento e protetor de escapamento cromado. Seu preço local é de R$ 7.490, sendo oferecida no branco, vermelho e preto.

A Traxx também tem o seu representante mais vendido, é a Sky 50, que vem com partida elétrica, potência máxima de 2,72 cv, tanque de cinco litros e rodas de liga leve. O preço é R$ 5.800.

Diferença

E quem está estranhando não ver a Biz mencionada na matéria, certamente não será o único. Na verdade, ela só parece com uma scooter, porém é de outra categoria, é uma cub.

As duas podem até estarem juntos na lista da Fenabrave e parecerem visualmente, no entanto são diferentes na estrutura. E quem explica é a própria Honda. A scooter é um veículo de duas rodas com pequeno diâmetro, transmissão automática, plataforma para descanso dos pés, e posição de pilotagem sentada, além de espaço sob o assento para a guarda de capacete ou outros objetos.

Enquanto a Cub mescla elementos de motocicletas, como duas rodas de grande diâmetro, pedaleiras para apoio dos pés e comando para troca de marcha, com itens da scooter: posição de pilotagem sentada e espaço embaixo do assento para guardar capacete. Por isso a PCX é a líder e, não, a Biz. Está explicado!

No mercado

Honda PCX
Motor: 150 cc de 13,6 cv
Câmbio: CVT
Preço: a partir de R$ 13.060 (local)

SH150i

Motor: 150cc de 14,7 cv
Câmbio: CVT
Preço: a partir de R$ 12.450

Yamaha Nmax

Motor: 160 cc de 15,1 cv
Câmbio: CVT
Preço: R$ 12.400 (local)

Yamaha Neo 125

Motor: 125 cc de 9,8 cv
Câmbio: CVT
Preço: R$ 8.500 (local)

Shineray Retro EX 50

Motor: 50cc de 2,95 cv
Câmbio: CVT
Preço: R$ 7.490 (local)

Traxx Sky 50

Motor: 50 cc de 2,72cv
Câmbio: 4 velocidades rotativo
Preço: R$ 5.800 (local)

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