Tecnologias do futuro no Ford GT

Entre suas características estão o uso de materiais avançados e leves, como fibra de carbono, e melhorias na aerodinâmica

10:49 · 17.05.2017
A Ford criou o projeto do novo GT com três objetivos: testar futuras tecnologias de motores e aerodinâmica, ampliar o uso de materiais avançados e leves, como fibra de carbono, e finalmente, vencer as 24 Horas de Le Mans, considerada a principal prova de resistência do mundo. Logo na estreia, no ano passado, ele conseguiu a vitória em Le Mans e os resultados na difusão de novas tecnologias também começam a aparecer. 
 
 
O painel totalmente digital e o modo de direção para pista fechada são exemplos de inovações do supercarro que estarão no Mustang 2018 e outros modelos da Ford. Já outros desenvolvimentos, como a fibra de carbono, terão de esperar um pouco mais para chegar às ruas.
 
Versões anteriores do Ford GT também serviram como laboratório de testes. O GT 2005, por exemplo, tinha carroceria de alumínio para reduzir o peso e melhorar o desempenho. O conhecimento que ele trouxe abriu caminho para o uso inovador de liga de alumínio de alta resistência nas atuais picapes Série F e no novo Expedition.
 
Aerodinâmica ativa
 
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Cada detalhe do design do Ford GT foi aprimorado para a busca da máxima eficiência aerodinâmica. Os objetivos principais eram reduzir o arrasto e melhorar a força descendente, que ajuda a dar estabilidade e aderência nas acelerações, curvas e frenagens.
 
Para melhorar a aerodinâmica, colocaram uma grande asa traseira e dutos dianteiros que abrem e fecham para equilibrar a dianteira e a traseira. Quando a asa está levantada, os dutos se fecham para aumentar a força descendente; quando a asa está recolhida, os dutos se abrem para reduzir a força descendente.
 
Essa asa tem uma nova tecnologia com patente requerida pela Ford que, como os flaps de aviões, muda de ângulo e formato para melhorar em 14% a eficiência geral do veículo.
 
Até o motor ajuda na aerodinâmica do GT. O design compacto do EcoBoost de seis cilindros permite uma carroceria mais enxuta do que seria necessário para acomodar um V8. O rebaixamento dos turbos e a colocação dos seus resfriadores à frente das rodas traseiras também contribui para o perfil mais enxuto.
 
Esse conjunto aerodinâmico garante uma força descendente positiva em todas as condições. Com a suspensão do GT elevada ou rebaixada, a força descendente tem um balanço de 30% ou 29% na dianteira, respectivamente.
 
Fibra de carbono
 
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A carroceria de fibra de carbono ajuda a reduzir o peso e dar uma forma mais elegante ao GT, que não seria possível com aço ou alumínio. A Ford pesquisa a futura produção em escala de peças desse material junto com parceiros como a Multimatic e a DowAksa.
 
Devido às limitações da estampagem convencional, os suportes que vão do teto aos para-choques traseiros, por exemplo, não poderiam ser feitos de aço ou alumínio. A fibra de carbono permite desenhos complexos porque o material é cortado como um tecido e depois endurecido por cura em alta temperatura.
 
Motor EcoBoost
 
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O motor EcoBoost 3.5 do Ford GT é o mais potente da família, com 656 cv. Ele foi desenvolvido junto com o motor de competição do GT e o EcoBoost 3.5 da picape F-150 Raptor, que tem quase 60% de peças em comum.
 
O GT usa também um novo sistema de dupla injeção direta de combustível e turbo com uma nova tecnologia “anti-lag” que aumenta a potência em retomadas. Mesmo quando o piloto não está pisando no acelerador, ela mantém a velocidade e a carga do turbo para uma resposta mais rápida. A transmissão de dupla embreagem com sete velocidades permite mudanças quase instantâneas, com excepcional controle de direção. 
 
Suspensão ativa
 
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Os engenheiros da Ford focaram na redução de peso e avanços do motor para tornar o GT mais rápido e eficiente. E, quando esse objetivo foi conseguido, “reinvestiram” parte dessa economia de peso em tecnologias inovadoras para tornar o carro ainda mais rápido e divertido de dirigir.
 
Um exemplo é a suspensão hidráulica que muda a altura da carroceria para cada modo de direção, ao girar de um botão. Do modo “Normal” ao modo “Pista”, o carro é rebaixado em 50 milímetros, uma diferença que o motorista pode ver e sentir. No modo “Pista”, a calibragem das molas, o ajuste dos amortecedores e a aerodinâmica ativa também mudam: a asa traseira é levantada e os dutos dianteiros se fecham para aumentar a força descendente.
 
A suspensão conta também com o modo de dianteira elevada para passar em lombadas e outros obstáculos. Ele pode ser acionado com o carro em até 40 km/h e, acima dessa velocidade, o sistema retorna automaticamente para a altura normal.

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