Cuidado

Peças desgastadas prejudicam catalizador

E quando esta peça é danificada, aumenta a emissão de gases tóxicos pelo carro

09:09 · 01.01.2018
catalisador
Sem a manutenção adequada do veículo, o catalisador automotivo é prejudicado
A manutenção preventiva além de interferir na segurança dos ocupantes pode também atrapalhar o meio ambiente, como na quantidade de poluentes emitida por cada carro. Isso porque o desgaste de algumas peças pode prejudicar o catalisador, componente responsável por converter cerca de 98% dos gases tóxicos provenientes da combustão em substâncias inofensivas.
 
O catalisador é um componente que pode durar até o fim da vida útil do carro. Porém, é um item que sofre com o desgaste excessivo de peças do sistema elétrico, de ignição e de injeção, por exemplo. Por isso, é importante que os motoristas mantenham a manutenção dos veículos em ordem”, explica Cláudio Furlan, gerente Comercial da Umicore, fabricante de catalisadores automotivos.
 
De acordo com o especialista, velas, cabos e bobinas de ignição, além de sensores de rotação, polia, chicotes elétricos e conectores com problemas permitem a passagem de combustível não queimado até escapamento, causando o derretimento do catalisador. “Outro fator que pode gerar este risco é a utilização de alarmes corta-corrente. Se acionado com o motor quente, haverá falta de faísca durante a injeção de combustível, causando o mesmo problema no catalisador”, alerta Furlan.
 
No caso do sistema de injeção, o cuidado deve ser com bicos injetores, bomba de combustível, reguladores de pressão e sensores. “Como a função desses componentes é prover a quantidade correta de combustível a ser queimado pelo motor, defeitos podem causar uma mistura inadequada, fazendo com que o catalisador não trabalhe corretamente”, comenta o especialista da Umicore. A falta de combustível pode causar a oxidação dos metais preciosos presentes no catalisador, enquanto o excesso do mesmo prejudica a camada catalítica da peça.
 
Filtros de ar entupidos e juntas do escapamento desgastadas também são prejudiciais. “No primeiro caso, pode ocorrer uma alteração da mistura ar/combustível, enquanto a segunda situação permite a entrada de ar no escapamento, que também causa oxidação dos metais preciosos”, ressalta Cláudio Furlan.
 
Além do cuidado com a revisão periódica e manutenção das peças, é importante ter atenção com a utilização de fluídos e aditivos não especificados pelas fabricantes de veículos e com a qualidade de combustíveis. “Seguindo as recomendações da montadora não há risco. O ideal é que o veículo seja exposto somente a combustíveis de boa qualidade e procedência, e que a troca de óleo seja realizada no período correto, respeitando o tipo de produto recomendada pelo fabricante, sem adicionar nenhuma substância desconhecida”, comenta o gerente Comercial da Umicore.

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