No Transporte Público

Estudo aponta que ônibus autônomo reduz tempo de viagem em até 40%

Essa realidade pressupõe que os veículos consigam se deslocar sem que o motorista precise colocar as mãos no volante em nenhum momento

protótipo Future Bus, da Mercedes, que dispensa motorista ( Foto: Divulgação )
18:14 · 26.01.2018 / atualizado às 18:26

Um estudo divulgado em 2017 pela consultoria global KPMG apontou que veículos que circulam sem a intervenção direta do condutor serão a solução para se deslocar por megalópoles, com destaque para os ônibus. Com informações da Folha de S. Paulo.

Segundo a pesquisa, os veículos autônomos utilizados no transporte público podem reduzir em até 40% o tempo das viagens. A economia do tempo no percurso ocorre devido ao uso de GPS para mapear rotas e ordenar o trânsito, permitindo que ônibus e outros veículos troquem informações para evitar dificuldades no deslocamento.

Já para caminhões, a pesquisa revelou que a automação permitirá escolher rotas e horário a partir de projeções sobre possíveis engarrafamentos. O cálculo também irá considerar locais sensíveis da rota, como pontes que ofereçam risco por não suportar o peso das carretas e trechos com pavimentação ruim. Esses lugares serão evitados.

Essa realidade pressupõe que os veículos consigam se deslocar sem que o motorista precise colocar as mãos no volante em nenhum momento. Entretanto, ela só deverá estar plenamente implementada na década de 2030. Mas estudos apontam que avanços gradativos ocorrerão até lá, como o uso de veículos não poluentes no transporte de cargas e pessoas.

Veículos autônomos atuais

Na edição 2017 do Salão de Tóquio, a Toyota apresentou o Soraônibus movido a pilha de hidrogênio. A energia gerada alimenta as baterias, o que garante autonomia equivalente a de modelos que consomem diesel.

A produção em larga escala do veículo esta prevista para iniciar neste ano, conforme anunciou o engenheiro da motando japonesa Kenji Kondo. O objetivo da Toyota é colocar 100 unidades do Sora em circulação durante os Jogos Olímpicos de Tóquio 2020.

Um sistema parecido é testado pela Mercedes em seu protótipo Future Bus, que dispensa motorista. O veículo possui câmeras de monitoramento que servem para mantê-lo em sua faixa caso as coordenadas do navegador GPS sejam temporariamente perdidas, como ao passar por um túnel.

As características e aplicações dos ônibus justificam priorizá-los quando o assunto é mobilidade autônoma. Já há sistemas implementados mundo afora, em rotas predeterminadas.

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