No País

Crescimento das vendas de automóveis impulsiona debate sobre inovação tecnológica

Worshop apresenta novas soluções para o segmento

09:58 · 29.09.2017
Montagem
Inovação tecnológica na indústria automotiva foi tema de debate no ABC Paulista

O setor automotivo tem sido responsável por ser o grande gerador de boas notícias para a economia brasileira. Depois de longo período de crise, o segmento dá sinais de recuperação. De acordo com dados da Associação Nacional dos Fabricantes de Veículos Automotores (Anfavea), as vendas cresceram 5% no acumulado do ano, no período de janeiro a agosto, em comparação com o ano passado. A expectativa é que em 2018 o mercado siga a tendência de alta.

Dentro desse cenário positivo, todos os setores que fazem parte da cadeia automotiva também se beneficiam. Um exemplo é a indústria de manufaturas. Por conta disso, as empresas Festo, Cognex, Heidenhain/Diadur, Kuka, National Instruments e Siemens realizaram no último dia 21, em Santo André, ABC Paulista, um encontro para abordar temas relativos à flexibilidade de produção, integração de tecnologias e as inovações para o segmento automotivo.

O 2° Workshop Inovação Tecnológica na Indústria Automotiva teve como um dos pontos principais de discussão o papel da Indústria 4.0 para melhorar processos, otimizar a produção, conectar as aplicações e ampliar a competitividade. Segundo pesquisa da Accenture e ARC Advisory Group, divulgadas no encontro, 95% das empresas esperam adotar IIoT dentro de três anos.

O diretor de Engenharia de Manufatura da Volkswagen América do Sul, Celso Placeres, disse que a adoção da indústria 4.0 no Brasil virou questão de sobrevivência para o futuro. "Se olharmos para um passado recente, em 2009, a indústria brasileira estava na quinta posição no ranking mundial de competitividade. Em 2016, o País caiu para a 28ª posição", comenta.

De acordo com ele, o setor automotivo está dando sinais positivos de melhora. "Mesmo com o cenário político ainda adverso, o mercado está encontrando meios próprios de recuperação e, de fato, a tendência é de retomada", acredita Placeres. 

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