Anfavea

Caminhões são destaque entre veículos mais emplacados

Com 6,2 mil unidades em abril, o setor completa 20,7 mil unidades no quadrimente e comemora 57,6% unidades a mais neste ano

13:48 · 07.05.2018 / atualizado às 14:01
Vende-se 21,3% a mais de autoveículos no primeiro quadrimestre de 2018 em relação a 2017. Esse termo inclui automóveis, comerciais leves, caminhões e ônibus. São mais de 763 mil veículos novos comercializados no Brasil nesse período contra 629 mil de 2017. Com relação exclusivamente a abril (com 217,3 mil), o período foi 4,8% melhor que março deste ano, o qual acumulou 207,4 mil, e 38,5% a mais que o mesmo mês de 2017, com 156,9 mil.
 
O mercado de caminhões, em especial, ganhou mais de 57,6% unidades nesse ano, ou mais de 20,7 mil veículos. Sinal de que a indústria automotiva volta a pisar firme no acelerador econômico do Pais. Tudo isso em meio a um cenário político indefinido nos últimos meses. Para Antonio Megale, presidente da Anfavea, o desempenho do setor automotivo confirma o que ele vem dizendo há algum tempo: a economia está se desprendendo cada vez mais da incerteza política brasileira
 
Montadoras, empresas e consumidores estão tocando a vida e os negócios em frente, deixando o barulho político mais para trás. Da mesma forma, o setor agrícola, com a consolidação de uma safra recorde, está ajudando muito a puxar a venda de caminhões e máquinas agrícolas para cima. Em abril, o crescimento das vendas desse mercado importantíssimo para o Brasil foi de 26,4%. As rodas estão girando, com a expectativa de acelerarem ainda mais até o final do ano, apesar de no cenário geral o setor apresentar queda de 7,2% na comparação entre os primeiros quatro meses do ano.
 
A previsão para este ano é de 2,5 milhões de autoveículos emplacados e 3 milhões produzidos, com aumento esperado de 11,7% e 13,2%, respectivamente, comparado a 2017. Desse número, uma média de 2,4 milhões (11,3% melhor) e 2,9 milhões(13% a mais) referem-se a automóveis leves. As melhores previsões ficam para os pesados, com 24,7% e 16,2% de crescimento comparado ao ano anterior, respectivamente.

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