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Minas Gerais de Jeep

O Auto incorporou o caderno Tur e leva você em uma viagem de 13 dias e mais de 700km pelas estradas mineiras a bordo do Compass top de linha a diesel

00:00 · 23.10.2017 por Camila Marcelo - Repórter

Quem ama pegar estrada, Minas Gerais reserva lindos cenários e cidades repletas de memórias, principalmente do Brasil colonial, e, claro, de igrejas. A existência da Estrada Real com suas quatro opções de caminhos, mostrando trajetos antigos da circulação do ouro, por exemplo, só motiva ainda mais cruzar por este Estado. Assim, em treze dias, resolvi fazer o meu próprio tracejado por Minas para contemplar, seja a pé ou de carro, o máximo de espaços culturais e religiosos pelo caminho.

A peregrinação começou saindo de Belo Horizonte. Com pista larga, um verdadeiro tapete incrivelmente sem pedágio, foi rápido chegar a Ouro Preto. Apenas 106km e duas horas de percurso nos separavam.

Como estava no fim da tarde, resolvi não fazer paradas, mas a dica é estacionar em Sabará um pouco. De longa a viagem tempo e distância (fica cerca de 40km a mais), porém tem muitos pontos turísticos que compensam o desvio, como o segundo teatro municipal mais antigo do Brasil, o Museu do Ouro e muitas igrejas.

Entrando em Ouro Preto, agradeci por não estar em um veículo 1.0. São tantas, mas tantas ladeiras íngremes, que não sei como o dono de carro mil lida com isso. Para piorar, tem poucas vagas na rua e nada também de estacionamento pago. Por isso, a recomendação é deixar o automóvel parado no hotel.

Em dois dias, somei pouco lugar visitado, a dificuldade maior é que muitos lugares fecham para o almoço. No total, foram quatro igrejas, a favorita em arquitetura foi a Matriz de Nossa Senhora do Pilar. Ainda teve o Museu do Inconfidente, o Teatro Municipal (o mais antigo do continente americano), o Museu dos Contos e a Casa do inconfidente Tomás Antonio Gonzaga. Uma observação, os dois últimos têm entrada gratuita e a igreja das Mercês de Cima só foi possível vê-la durante a missa.

Depois, um bate-volta de cerca de 16km, cada trecho, até Mariana, para ver a conhecida "casadinha": Igreja do Carmo, que tive a sorte de acompanhar a missa, e a de São Francisco de Assis, a qual está fechada para restauração. A dica é visitar a cidade no domingo. É ótimo para parar na rua, tanto por ter mais vagas como por não ter zona azul, e ainda um bônus de ver a apresentação de bandinhas na praça central. Na volta a Ouro Preto, para o último dia de hospedagem, passei na Mina de Passagem, a fim de adentrar120m de profundidade para conhecer escavações antigas de exploração do ouro.

Até Tiradentes

A viagem segue até Congonhas por trechos mais esburacados e remendados. Assim como dentro de Ouro Preto, também havia muitas lombadas (algumas mal sinalizadas) para controlar a velocidade dos motoristas. O objetivo do percurso era chegar até o alto para ver o Santuário do Bom Jesus de Matosinhos. A porta está fechada para reforma, todavia, ainda assim, vale a ida para ver os doze profetas feitos em pedra sabão pelo artista Aleijadinho, exibidos no exterior da igreja. De lá, paradinha rápida em Lagoa Dourada para almoçar e mais 44,5km até Tiradentes. Nesse trecho, o asfalto volta a melhorar, mas tem muitas curvas sinuosas. Chegando lá, estacionar também é difícil, as ruas são muito estreitas, então, invista no tênis e caminhe. E, de preferência, vá a partir de quinta. Terça, principalmente, é dia praticamente morto, mesmo em comércio.

Em dois dias, conheci a Matriz de Santo Antonio, o Museu Casa Padre Toledo, chafariz de São José, Igreja do Rosário e de São Francisco de Paula, fora o Museu de Sant'Ana, que abriga 291 imagens da protetora dos lares, da família, bem como dos mineradores. Todas fazem parte do acervo da escritora cearense Angela Gutierrez, reunidas ao longo de 40 anos.

No caminho

Antes de continuar até Belo Horizonte, uma parada fundamental é em São João Del Rei, se possível, até mesmo com direito a hospedagem. Mas, no meu caso, dediquei apenas algumas horas. Lá, o destaque é a Igreja de São Francisco de Assis, inclusive o túmulo de Tancredo fica no seu cemitério. Indispensável também é o Memorial do Tancredo, um verdadeiro mergulho na história política do País.

Depois de outras três igrejas, parti e parei novamente em Lagoa Dourada para, desta vez, levar o famoso e delicioso rocambole. Já em Belo Horizonte, a dica é conhecer a Igreja de São Francisco, que agrega intervenções de Niemeyer, Portinari e Burle Marx; o Mirante das Mangabeiras, que oferece uma bela vista da cidade; e Inhotim, que impressiona pelo seu acervo botânico.

Companheiro

Foram treze dias, quase 700km de percurso com três bases para hospedagem, além de pequenos trechos dirigidos na capital mineira, e o meu companheiro foi um só: o Jeep Compass Limited a diesel. O conforto é a sua principal característica e a altura do solo facilitou nas ladeiras e lombadas. Durante o trânsito, foi muito útil o sistema de monitoramento de ponto cego, bem como a câmera de ré e o sensor de estacionamento. Infelizmente, a linha 2018 deixou o GPS de fora para ter somente o espelhamento com compatibilidade para os sistemas Android Auto e Apple Carplay. Isso prejudicou um pouco, afinal o sinal da operadora falhou na estrada em alguns momentos.

Ainda entre os itens os quais se destacaram nesses dias estão o teto solar panorâmico, o alerta de mudança involuntária de faixa, o volante em couro com ajuste de altura/profundidade, o ar-condicionado de duas zonas, a direção elétrica, o sensor de chuva e os faróis de neblina com função cornering. Os itens se misturam entre opcionais e de série. O valor da Limited em Fortaleza é R$ 163.990.

O motor 2.0 turbodiesel, com câmbio automático de nove marchas, é silencioso e ágil na ultrapassagem, mas a sua melhor característica foi a economia. Só depois de 300km que resolvi abastecer, mas não estava ainda na reserva. Assim, a exploração de Minas foi mais desenfreada, sem me preocupar sobre qual é o posto mais perto, e antes de acabar já deixou um gosto de quero mais.

Ficha técnica

Motor:2.0 turbodiesel
Potência: 170 cv
Torque: 35,7 kgfm
Câmbio: automático de 9 marchas

0 - 100km/h: 10 segundos
60 - 100km/h: 5,6 segundos
80-120 km/h: 7,3 segundos

Consumo médio: 9,8km/l (cidade) e 11,4 km/h (estrada)
Velocidade máxima: 196km/h
Porta-malas: 410 litros
Preço: A partir de R$ 163.990
Fonte: Newsedan Jeep

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