impressões

Longo teste com a Toyota SW4

Desejado SUV da marca japonesa, avaliamos o SW4 a diesel com sete lugares em teste de mais de 700 quilômetros

00:00 · 12.03.2018 por André Marinho - Editor
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Visual moderno Lexus ou Toyota: nova SW4 a diesel é valente e um SUV ideal para viagens longas
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Visão do condutor a bordo da SW4, rumo a serra de Tianguá, até chegar em Viçosa, fronteira com o Piauí: desempenho exemplar e baixo consumo ( FOTO: AM )

Tudo começou em fortaleza. O destino final a cidade de viçosa, aprazível localidade quase fronteira com o estado do piauí, a 370 km da capital cearense.

No volante de uma toyota sw4 a diesel, com capacidade para sete lugares, tanque cheio para ver a autonomia e a capacidade de sua performance em variadas situações na estrada.

Viagem longa, cerca de 5 horas, pede mais atenção e boa trilha sonoro à bordo, é claro, com muito rock. Sob o capô, o mesmo motor da picape hilux, o sw4 diesel 2.8 turbo com injeção direta de combustível, capaz de render 177 cv e 45,9 kgfm a partir de 1.600 rpm.

Combinado com o câmbio automático de seis marchas, o propulsor leva o suv médio de duas toneladas a 100 km/h em satisfatórios 12,6 segundos. O sistema de frenagem é digno de elogios. Por mais que a carroceria tenda a balançar, os freios a disco - agora nas quatro rodas - e os pneus 265/60 r18 de uso misto seguram o modelo com eficácia.

Econômico, espaçoso (o acesso à terceira fileira de bancos é fácil e a área até dá conta de adultos por pouco tempo) e muito valente também no off-road (com direito a seletor eletrônico de tração, bloqueador do diferencial traseiro e assistente de partida em descidas), o toyota tem um rodar bem macio, sem fortes vibrações e bastante seguro nas curvas.

Não dá para se assustar com o cantar dos pneus. Com suspensões reforçadas e redesenhadas, além de controles de tração e estabilidade, o utilitário se mantém firme na trajetória, com pouca rolagem da robusta carroceria. Em estilo e conforto, de fato o sw4 está num nível bem acima da hilux.

Os parachoques volumosos, os detalhes cromados da carroceria, as lanternas e faróis de led transmitem ares futuristas. Por dentro, os materiais de toque suave satisfazem assim como o desenho da cabine. Até o reloginho dos anos 1990, no centro do painel, dá um charme a mais.

A ergonomia é muito boa e reforçada pelos ajustes de altura e profundidade da coluna de direção. A tela multimídia não parece mal encaixada e é bem intuitiva. Embora tenha câmera de ré, o suv de 4,79 metros merecia sensores de estacionamento. O consumo de combustível é muito bom. Fazendo uso do modo eco, acionado por botão no console, o sw4 registrou média de 9,3 km/l na cidade e 13,3 km/l na estrada. A 120 km/h, o conta-giros fica estacionado nas 1.800 rpm - mal se ouve o ruído do motor na cabine. Ponto para a engenharia.

Falando de conforto, o banco do motorista tem regulagens elétricas, enquanto o freio de estacionamento é mecânico.

A iluminação interna em led chama atenção, assim como as múltiplas regulagens da segunda e terceira fileiras. Dentro da toyota sw4 2018, o espaço interno é muito bom, sendo que até os dois assentos retráteis da terceira fileira possuem encostos reguláveis. Ainda há espaço para algumas sacolas ou mochila, mesmo com eles muito inclinados.

Bagagens

O porta-malas tem um bom espaço e ainda conta com tampa de acionamento elétrico para abrir e fechar, melhorando o acesso. O reforço na identidade da SW4 é visível (além do porta-luvas superior) também nas colunas internas das portas Uma viagem tranquila e confortável, indo e voltando.

*O editor testou o carro cedido pela concessioária Newland Toyota

Ficha Técnica

 

Motor: 4 cilindros em linha 2.8 l, 16V, turbo, diesel

Potência: 177 cv a 3.400 rpm

Torque: 45,9 kgfm de 1.600 a 2.400 rpm

Câmbio: automático sequencial, seis marchas

Direção: hidráulica

Tração: 4×2 ou 4×4, com reduzida e bloqueio eletrônico do diferencial

Porta-malas: 575 litros

Consumo: cidade: 9 km/l e estrada: 10,5 km/l

Preço: R$ 257 mil (7 lugares)

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