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Fortaleza recebe o Domingo de Duster

A Renault colocou 26 Duster nas dunas do Ceará e o Auto foi conferir de perto essa experiência 4x4

Motivação. O passeio contou com presença de donos de Duster também de fora do Estado
00:00 · 13.11.2017 por Camila Marcelo - Repórter
Areia fofa, subidas e descidas íngremes nas dunas, além de lama fizeram parte do percurso off road do evento, em sua terceira edição ( Fotos: divulgação )

O Renault Duster não é só 4x2. E a marca mais do que provou isso no "Domingo de Duster" promovido nas dunas do Ceará. O organizador e trilheiro Zé Carneiro não poupou o carro e fez os 26 veículos inscritos usarem e abusarem do 4x4, inclusive a reduzida "Low". Saindo de Fortaleza, passando pelo Porto do Pecém, o destino era a Praia da Taíba. No caminho: pouco asfalto. O carro passou por subidas e descidas acentuadas, trechos sinuosos, combinados de uma vista linda a cada quilômetro rodado. Foram quase cinco horas de passeio e somente uma parada para foto. Ou seja, todo o tempo foi dedicado apenas para aproveitar o off road.

Entre os participantes estava o professor Kaio Maciel. "Vim ano passado e este ano foi melhor ainda. A gente está esperando o ano seguinte sempre melhor. Cada ano uma surpresa, até porque em 2016 foi no litoral leste e agora foi oeste. Quem também resolveu colocar o carro na areia foi o advogado Edson Neto. Acostumado a participar de rally, decidiu reunir a família quase toda e participar do passeio com o seu Duster. "Ano passado, meu pai veio com a Duster dele e, desta vez, eu vim dirigindo. No Cearense de Rally eu sou navegador e ele piloto, hoje eu peguei a direção e ele foi me assessorando pelo caminho", explica.

A ocasião contou com convidados de outros estados, como o James Medeiros, que é analista de sistemas em Teresina. "Já participei de outras edições do 'Domingo de Duster', como no ano passado em Fortaleza e em Águas de Lindoia, em São Paulo, no evento nacional, que teve o maior encontro de Duster do mundo", ressalta. O administrador Augusto Guimarães veio de fora também, de Rio Grande do Norte, só para realizar a trilha.

Fora da trilha

Zé Carneiro mapeou o percurso em agosto, no entanto isso não significa que os planos saíram conforme o combinado. A areia estava mais fofa e fácil de atolar, a subida planejada estava mais íngreme do que antes, dentre outros imprevistos. "Essa época do ano é tempo de ventos muito fortes e afeta muito a composição das dunas, inclusive a estrutura da areia. Então, a gente desviou de muito funil que surgiu. A gente teve ainda que dar algumas paradas, deixando o comboio em um lugar seguro, e eu fazia um reconhecimento de segurança para levar o grupo para a outra parte", lembra.

Passar pelos obstáculos também ficou mais fácil pelos participantes graças às dicas pelo rádio. "Vamos a primeira perna do saca-rolha, está em lock a tração. Fizemos a segunda e, agora, a descida, embalando, não alivia porque tem uma subida", orienta Zé em parte do trecho da trilha. Mesmo alerta o tempo todo ao estilo de condução dos outros - sobre quem é mais devagar ou quem ousa mais -, além de ter de construir novos caminhos quando o original já não é mais satisfatório, Zé consegue, ainda assim, aproveitar o 4x4 como os outros integrantes. "Eu me divirto bastante, essa é a minha cachaça, eu já faço profissionalmente há 17 anos. A cada etapa que fazemos, a gente também se diverte porque ama fazer isso, conhecer a natureza, as pessoas e lugares belíssimos como esse do Ceará", afirma.

Recomendações

E para quem quiser liderar seu próprio passeio, a orientação é fazer com, no mínimo, três carros, para um socorrer o outro, em caso de atoleiro. Lembrando que para ajudar é necessário ter no bagageiro cintas para reboque. Outras ferramentas são essenciais, como o calibrador para encher ou secar o pneu conforme a necessidade do terreno, além de GPS próprio para trilha.

Uma ressalva: mesmo com navegação, é indispensável conhecer o percurso previamente e, mesmo assim, descer do veículo quando necessário, para confirmar profundidade de trechos com água ou descidas de dunas, por exemplo. "Tem que sair do carro algumas vezes, porque o vento provoca uma sensação de miragem, no limiar da duna fica uma areiazinha, e é precisa ter realmente muita experiência. Inclusive, uso óculos polarizado para reforçar a sensação de contraste com a duna que é necessário", acrescenta Zé Carneiro.

Aos que puderem esperar, a capital já está ansiosa, depois de três vezes sede do evento, pela 4ª edição de "Domingo de Duster" no próximo ano.

*A repórter participou do evento a convite da Renault

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 Mais de 50 pessoas, ao lado de amigos e familiares, seguiram quase cinco horas de percurso de Fortaleza até a praia da Taíba, com parada no Porto do Pecém

Ficha técnica

Motor: 2.0 litros flex 16v 4x4

Potência: 148 cv

Câmbio: Manual/Automático

Consumo: 6,2 km/l (cidade) e 7,1 km/l (estrada) com etanol e 9,1 km/l (cidade) e 10,3 km/l (estrada) com gasolina

Altura do solo/ ângulo de entrada e saída: 210mm/ 30º/ 34,5º

Preços: Dakar - R$ 86.390

R$ 88.890

Dynamique - R$ 85.790/R$ 86.740/R$ 88.290

 

Fonte: Renault

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