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Expedição Range Rover Velar

Com exclusividade para o Ceará, o Auto foi até a Noruega testar em primeira mão o mais novo SUV da família

00:00 · 14.08.2017 / atualizado às 10:02 por Camila Marcelo* - Repórter
No interior do First Edition, destaque para o head-up display de série, luz de ambiente configurável e revestimento do teto em couro. Conta com telas duplas centrais de 10" sensíveis ao toque, tela do motorista de TFT de 12,3" ( Fotos: Divulgação )

O cenário montanhoso da Noruega, com seus rios, lagos, pastos e encantador entardecer foi escolhido para a expedição da Land Rover de apresentação do novo SUV da família Range Rover. A convite da marca, viajei com exclusividade para o Ceará e tive a versão First Edition do Velar como meu companheiro por dois dias de jornada.

> Velar: exclusividade ao limite nos detalhes

No primeiro momento, deleitei-me da paisagem como passageira, aproveitando a função de massagem e suas variações para lombar, costas, entre outras. Enquanto isso, explorei a tela dupla de 10" touchscreen, que elimina vários botões na área central do painel, dando um visual "clean" e tecnológico. Os dois visores trabalham de forma integrada e ao mesmo tempo têm funções separadas. A tela em cima é dedicada a navegação, mídia e celular. A de baixo controla as funções de clima e do sistema Terrain Response. No entanto, pode-se mexer no rádio na tela abaixo sem precisar alterar a navegação exposta na de cima. Esse ponto foi excelente durante o percurso.

Agora um parêntese para explicar o sistema Terrain Response. Com ele o motorista otimiza motor, transmissão, diferencial e chassi para o terreno, selecionando um dos modos de condução. No caso do First Edition, já é Terrain Response 2, que conta com ajuste automático, que monitora as condições de dirigibilidade e seleciona sozinho o ambiente de terreno mais adequado ao veículo.

Na estrada

Depois de 95km no lado direito, chegou a vez de assumir a direção por 195km. Com o motor V6 3.0 de 380 cv a gasolina, mesmo do Jaguar F-Type, fica difícil não acelerar. A velocidade precisou ficar nos 80km/h na maioria do trajeto, porém, quando a estrada permitia, ele mostrava todo o seu desempenho, com uma máxima de 250 km/h e aceleração em 5,7 segundos. E o melhor, sem barulho alto do motor e evoluindo a velocidade de maneira suave ao volante. A transmissão que acompanha é uma automática de oito velocidades, com trocas sequenciais com as aletas.

Quando faltavam placas para indicar a velocidade limite ou se não entendia a sinalização (como uma placa esbranquiçada com uma faixa cortando o número ao meio), o head up display logo projetava a informação correta no para-brisa. Ele é opcional nas demais versões, mas é de série na First Edition. Quando a placa desconhecida, na prática, mostrava que a velocidade passava a ser 80km/h. Por exemplo, houve 60 e 40 com uma faixa cruzando a placa. Depois dela, o mostrador passava a ser 80 no caminho em diante. Na teoria, já não sei se é assim. Mas, devido ao head-up e também ao indicador na tela TFT de 12,3", eu não fiquei refém de velocidades baixas.

O trajeto contemplou muito asfalto e, ao fim, uma sinuosa subida nas montanhas de Rauma, utilizando a estrada Trollstigen, conhecida como o "caminho de Troll". Nela, o motorista enfrenta dois desafios: subir ou descer a montanha em uma via estreita de mão dupla e, ao mesmo tempo, não se distrair com a bela cachoeira "Stigfossen", com águas que caem por 320 metros.

Para fechar o dia de test-drive, um minicircuito para desafiar as habilidades off road do veículo foi instalado próximo ao hotel, com atividade de inclinação lateral e king (subida e descida íngreme), por exemplo. Nos exercícios, houve auxílio de instrutores com indicação de qual sentido seguir. No entanto, sem eles também seria possível fazer sozinha, graças a uma câmera frontal exibida pela função "Drive Assist", que mostra claramente todo o terreno à frente e ainda ligeiramente abaixo do carro.

Despedida

No segundo dia ao volante, mais 70km - em média - combinando terra batida, minada às vezes com buracos, e asfalto. O ápice foi a "escalada" até a estação de esqui "Strandafjellet", nos Alpes Sunnmore, com direito a muitos cascalhos no caminho e uma vista memorável quando chegamos ao topo. Na saída de lá, o aquecedor de volante foi muito bem utilizado, apesar de completamente dispensável em Fortaleza. Mesmo sendo verão na Noruega, a média dos 10º fez necessário utilizar essa função e o aquecedor de bancos. Antes de finalizar o percurso, uma imersão de 14 cm ainda cruzou o caminho. Nesse ponto, foi tranquilo, visto que o Velar atravessa trajetos de até 60 cm.

Apesar do seu forte não ser off road, nos dois dias ele provou que pode ser ousado fora de estrada com sua tração integral nas quatro rodas.

Ficha técnica
 
Motor: 3.0 V6 a gasolina
 
Potência: 380 cv a 6.500 rpm
 
Torque:450 Nm
 
Transmissão: automática, oito velocidades
 
0 a 100 km/h: 5.7 segundos
 
Velocidade máxima: 250 km/h
 
Porta-malas: 673 litros
 
Tração: integral nas 4 rodas, 4x4
 
Versões/preços:
 
R-Dynamic S - R$ 383.100
 
R-Dynamic SE - R$ 405.400
 
R-Dynamic HSE - R$ 445.500
 
First Edition - R$ 513.900 (limitada a 20 unidades no Brasil)
 
*A repórter viajou a Noruega a convite da Land Rover

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