opção viável

Empresas adotam elétricos

Interessado em comprar um elétrico para a sua frota? O Auto foi saber da experiência de quem resolveu abraçar a ideia

00:00 · 03.09.2018 por CAMILA MARCELO - Repórter
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No interior, a madeira aplicada ao painel de instrumentos é originária de eucaliptos cultivados na Europa, 25% dos plásticos usados no interior do i3 é reciclado e contribui para a redução das emissões de CO2 e para a conservação de recursos naturais
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Após quase dois anos com o carro para fazer visita aos clientes, a meta é substituir, em 10 anos, toda a frota da empresa, inclusive os automóveis dos sócios, por modelos elétricos ( FOTO: CAMILA MARCELO )
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Facelift Novo modelo tem novo para-choque dianteiro e traseiro ( Fotos: divulgação )

O silêncio e conforto a bordo, a economia de combustível e a emissão zero de gás carbônico são razões para que, juntas ou individualmente, levem a aquisição de um elétrico. No caso dos sócios da Sou Energy, Carlos Kléber e Olírio Júnior, por a empresa trabalhar com a instalação de paineis solares só reforçou o desejo de adotar esse estilo de carro. A experiência funcionou tão bem que estabeleceram a meta para em, até 10 anos, substituir toda a frota, inclusive o veículo dos sócios, por elétricos.

Primeira experiência

O gasto de gasolina, abastecendo quatro vezes mensalmente, despertou em Carlos o interesse pelo híbrido. Cogitou inicialmente até trocar o seu 2.0 por um menos potente, mas preferiu não abrir mão do desempenho e comprou um Prius. Resultado: agora vai ao posto só uma vez por mês.

Da vivência em casa, começou a pesquisar modelos para adotar a ideia do renovável na empresa também. Sem comunicar ao sócio Olírio, comprou pela internet um BMW i3 usado localizado em Santa Catarina por um bom preço e torceu para ser um bom negócio.

Em quase dois anos a bordo do carro, rodaram pouco, cerca de dois mil quilômetros para fazer a visita a casa ou escritório dos clientes. Porém, ainda assim, sentiram no bolso a economia. "Ele é super confortável e econômico. Se aqui na empresa não houvesse energia solar, gastaríamos R$10 para abastecer. Como temos, gastamos só R$3 ou R$4 para 'encher' o tanque", destaca Carlos, satisfeito com a compra.

E Olírio, que foi surpreendido no início, aplaudiu a ideia. "Também tive o prazer de usar no fim de semana com a família e, realmente, o veículo não perde potência ao ser elétrico, ele atende bem no trânsito e é gostoso de dirigir", pontua.

Outro lado da moeda

Não existem arrependimentos em adotar o elétrico na frota. Ao contrário, recomendam para todos o novo estilo de condução. No entanto, ressaltam alguns pontos negativos para quem quiser comprar um também. O primeiro está na ausência de uma concessionária autorizada para venda do i3 em Fortaleza. Aliás, esse aspecto é o que origina os outros problemas, como a falta de local para manutenção ou até para assistência, no sentido de orientar quanto aos itens de série existentes no modelo.

Quando teve um contratempo com o aplicativo, por exemplo, ao travar o i3 com a chave dentro, foi necessário resolver com alguém na Alemanha. "Liguei para o 0800, mesmo falando em português, levou 48 horas para destravar. Agora o aplicativo não só mais trava, como destrava, liga luz, buzina, avisa sobre revisões e consumo", destaca Carlos.

Reestilizado

O modelo comprado por Carlos já foi reestilizado e apresentado este ano com mais autonomia. Agora alcança 180 km no modo exclusivamente elétrico e mais 150 km com ajuda do extensor (REX) de autonomia, o qual agrega um motor a gasolina compacto de 647cm³.

Quanto ao desempenho de seus motores elétricos, nenhuma mudança: são 170 cv e um torque de 25,4 kgfm. O modelo é vendido por a partir de R$ 199.950, na versão Rex, lembrando que está disponível só em oito estados, entre eles São Paulo, Bahia e Pernambuco

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