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C4 Cactus: Citroën aposta no SUV

Considerado o grande lançamento da marca, modelo chega para brigar com Renegade, Tracker, Kicks e HR-V

00:00 · 03.09.2018 por Camila Marcelo - Repórter
Foram três anos desenvolvendo o modelo na planta do Rio de Janeiro da marca. O design com os airbumps mais discretos e novo visual na dianteira e traseira chamaram a atenção dos europeus que usaram o projeto para o seu facelift
Tanto o exterior quanto o interior conta com mudanças, quando comparado ao europeu. É o caso da posição da tela central de 7" abaixo das saídas de ar e do porta-luvas mais abaixo e o painel de instrumentos um pouco maior e com mais funções

A espera foi longa. Há quatro anos o mercado europeu convive com o cactus. Mas, a citroën acredita que esse modelo agora está mais acertado ao gosto brasileiro. Após três anos de mudanças nas proporções, no design e nos itens de série, fizeram um lançamento pensado nas necessidades do brasil.

A título de curiosidade: o projeto do c4 cactus começou por volta de 2011. A marca o levou para uma pesquisa de mercado, porém não foi bem aceito. Então, decidiram esperar a proposta ser finalizada na europa. Por isso a demora para chegar aqui.

Durante seu desenvolvimento, o novo estilo, com os protetores laterais (airbumps) mais discretos e a nova dianteira e traseira, chamou a atenção dos designers europeus em uma visita ao país. Resultado: eles pegaram o projeto brasileiro para ser o seu facelift. Assim, o projeto é nacional e tornou-se global.

No entanto, ainda que nascido na mesma casa, os dois guardam particularidades. A primeira é a categoria inserida. Lá fora ele é um hatch médio. Por aqui, devido a suspensão mais elevada, com 225mm de altura, e ao ângulo de entrada (22º) e saída (32º), é enquadrado como utilitário esportivo.

Os vidros traseiros são tradicionalmente deslizantes, dispensando felizmente o modo basculante do europeu. Outra diferença está na central multimídia de 7" sensível ao toque, localizada embaixo das duas saídas de ar-condicionado. Particularmente, essa disposição é mais inteligente por permitir uma melhor circulação da ventilação. Um plus é a saída extra de ar-condicionado, são quatro no brasil contra três no modelo europeu.

O painel de instrumentos nos dois é totalmente digital, mas o daqui é um pouco maior, não é tipo flutuante e mostra mais funções, além do mínimo combustível e velocímetro. O brasileiro é mais exigente nesse ponto, conforme a marca, por isso desde a versão básica o indicador de troca de marcha no visor. Eles perceberam que o consumidor requisita itens que ajudem na economia de combustível.

Há também outras variações no visual, como o posicionamento do porta-luvas e o design do painel como um todo. O motor entra também na lista. Lá fora é o 1.2 a gasolina ou 1.6 a diesel. Por aqui é o 1.6 flex combinado ao câmbio mecânico de 5 velocidades ou automático de 6 marchas. Em duas versões tem também o 1.6 turbo thp unicamente associado à transmissão automática de seis marchas.

Test-drive

A bordo da opção top de linha: Shine Pack, as primeiras observações foram do banco de passageira. O multimídia tem manuseio intuitivo, com botão para ativar o ar-condicionado super-potente e outro de acesso rápido para controlar a temperatura. Porém, mesmo com botão, para mexer na intensidade do vento, na temperatura e até para ativar a circulação interna do ar, enfim, para tudo é preciso ficar de olho na tela e isso distrai o motorista. O mesmo vale para navegação.

A marca optou por não ter o GPS integrado, então é preciso recorrer ao espelhamento. No entanto, durante o percurso, o navegador saiu do ar mais de três vezes somente na ida, no retorno foram mais duas. E o passo a passo para colocar na tela é um pouco longo. É preciso ativar a função Android Auto em aplicações, depois é preciso clicar em navegação para enfim o mapa ser projetado na tela. Parece simples, e na primeira vez com o carro estacionado de fato é, mas durante a condução o processo é lento e também atrapalha ao volante. A sorte é que éramos três pessoas por carro.

No painel, a listra de tecido combinando com o detalhe do banco é dispensável. No entanto, já criaram esse detalhe certamente pensando em futuras versões especiais. O acabamento é macio ao toque e o "buraco" acima do porta-luvas mostrou-se funcional para colocar o celular, mesmo que fique exposto, enquanto ele é carregado. Ponto negativo é que tem apenas uma entrada USB. Apesar da tomada 12V ser o plano B para recarregar, faz falta outra entrada, para o passageiro de trás principalmente, o qual também não foi presenteado com uma saída de ar-condicionado só sua.

Ao volante, motor turbo faz o carro deslanchar no asfalto, a aceleração é em 7,3 segundos. Bom nas retomadas, ultrapassagem e frenagens. A carcaça também é bem leve e ajuda no desempenho, mas ficou leve demais para trechos off-roads. Em meio a erosões, o carro pareceu ficar muito solto, com a direção muito leve, mesmo o Grip Control ativado para aumentar a aderência.

Voltando para pista, o modelo conta com doze itens de auxílio à condução. A câmera de ré está disponível desde a Feel manual. Porém, claro, as melhores funções são reservadas para a topo de linha Shine Pack. É o caso do novo sistema de frenagem automática incorporado no Cactus, ativo desde 5 km/h. Até 30km/h possibilita parada completa e, com diferença de até 80km/h com o carro ou pedestre à frente, consegue reduzir a velocidade e os danos do acidente. De destaque, conta ainda com alerta de colisão e de saída de faixa, fora os seis airbags (desde a Feel Pack são quatro).

Personalização

O modelo está liberado para a pré-venda, com unidades chegando em outubro. São possíveis 14 combinações de cores, sendo ao todo seis de carroceria e três de teto. O valor para o bi-ton é de R$ 300 a mais. E uma dica: para quem gosta de vermelho, 200 unidades desse tom serão disponibilizadas na pré-venda. A expectativa é emplacar mil carros nessa primeira fase e, em 2019, pretendem atingir 25 mil, com o THP liderando os pedidos e a Feel Pack em segundo lugar no mix.

A repórter viajou a Mogi das Cruzes (SP) a convite da Citröen

Versões

Live (1.6 mecânico)

R$ 68.990

Assinatura luminosa em LED

Lanternas traseiras com efeito 3D

Indicador de troca de marcha

Central multimídia touchscreen de 7" com comandos no volante

Painel de instrumentos digital

Rodas de aço 16"

Vidros elétricos dianteiros e traseiros

Barras de teto longitudinais e integradas ao teto

Feel (1.6 mecânico)

R$ 73.490

Rodas de liga leve 17"

Câmera de ré

Faróis de neblina

Alarme perimétrico

Regulador e limitador de velocidade

Vidros com função one touch

Fell (1.6 automático)

R$79.990

Controle de estabilidade

Assistente de partida em rampa

Detector de pressão dos pneus

Câmbio automático sequencial de seis marchas com modo sport e eco

Feel (1.6 Automático)

R$ 84.990

Acesso mãos livres

4 airbags (laterais e duplo frontal)

Rodas diamantadas 17"

Barras de teto longitudinais e funcionais tipo flutuante

Volante revestido de couro bi-ton

Sensor de chuva

Acionamento automático dos faróis

Shine (1.6 thp automático)

R$ 94.990

Motor turbo THP

Bancos de couro

Grip control

SHINE PACK (THP AUTOMÁTICO)

R$ 98.990

Sistema de frenagem automática

Alerta de colisão

Alerta de saída de faixa

Alerta de atenção ao condutor

Indicador de descanso

6 airbags (duplos frontais, laterais e de cortina)

Retrovisor eletrocrômico

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