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Abraciclo prevê produção de 2017

00:00 · 04.09.2017
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Produção deste ano, segundo a Abraciclo, deve ficar em 910 mil unidades; Brasil é um dos dez que mais produzem, ocupando a oitava posição ( FOTO: DIVULGAÇÃO )
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Expectativa é de que neste fim de ano o setor esteja mais aquecido por causa do décimo terceiro, o Salão Duas Rodas e a chegada do verão ( FOTO: YAGO ALBUQUERQUE )

No ano de 2012 a indústria de motocicletas teve seu melhor ano, com 2.136.891 milhões de unidades produzidas. Para este ano, a Abraciclo (Associação Brasileira dos Fabricantes de Motocicletas, Ciclomotores, Motonetas, Bicicletas e Similares) prevê 910.000 unidades de produção.

Segundo análise da associação, voltamos ao patamar de 2002 e, quando comparado ao resultado do catastrófico ano de 2016, isso nem é tão ruim assim. Se a previsão se concretizar, a indústria respira "aliviada" pela estabilidade e ainda comemora crescimento de 2,5 % em relação ao ano passado.

A Abraciclo divulgou os resultados do primeiro semestre, que fechou em queda de 8,8 % (423.750 mil unidades produzidas) se compararmos ao mesmo período do ano passado.

Queda em vendas

Para o atacado (as concessionárias), as vendas de janeiro a junho tiveram desempenho parecido com o primeiro semestre de 2016, com 402.315 motos comercializadas, retração de 11%. Já o varejo também teve retração de 9% no primeiro semestre, com 427.198 unidades emplacadas no País.

Vale lembrar que nesta conta não entram ciclomotores, cujo licenciamento começou a ser exigido pelo Departamento Estadual de Trânsito (Detran) no ano passado.

A associação diz que colaboram para queda nas vendas a situação econômica do País e a falta de segurança pública nos centros urbanos. Além disso, o crédito ainda está restrito para a compra de moto financiada. Segundo Marcos Fermanian, presidente da Abraciclo, a cada dez pedidos, cerca de dois são aprovados.

O executivo, todavia, estima um melhor cenário para os próximos meses. "Historicamente, o segundo semestre tem melhor desempenho em vendas. Além disso, outros fatores como o Salão Duas Rodas, o 13º salário e a chegada do verão ajudarão a fechar o ano com resultados um pouco mais satisfatórios", diz.

A alta ficou nas exportações, que tiveram aumento de 4,1% no acumulado, puxado principalmente pela Argentina. De janeiro a junho foram exportadas 32.417 motocicletas, 1,283 a mais do que no primeiro semestre de 2016. Os cinco principais países que recebem motos "made in Brazil" são: Argentina (com praticamente 2/3 das exportações), Colômbia. Estados Unidos, Austrália e Canadá.

Outro aumento - este significativo - foi no número de participação de scooters no market share, que fechou o semestre com a fatia de 6,4% do mercado, quase o dobro se comparado aos 3,9 do mesmo período de 2016.

Produção

O Brasil está entre os dez países que mais produzem motos no mundo. Em primeiro lugar está a Índia, com 18 milhões, 830 mil. Em segundo, a China com 16.821 mil. Em seguida, Indonésia com 4 milhões e 598 mil. Em quarto lugar o Vietnã com três milhões. Em quinto a Tailândia com 1.820.000. Em sexto lugar, Taiwan, com 1.217.000. Em sétimo, as Filipinas, com 1.041 mil. O Brasil está em oitavo, com 888 mil motos produzidas.

Em nono lugar, dois países da Ásia, região que domina o mercado - Japão, com 564 mil. E em décimo lugar, Malásia, com 396 mil unidades.

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