Pneu para acelerar os superesportivos

Com o Pilot Sport 4S, o alvo é alta performance, tanto em piso molhado como superfície seca. O Auto foi ver na prática

O pneu não deve ser visto apenas como único ponto de contato entre carro e solo. Ele é o diferencial para a boa aderência e estabilidade de um veículo. De nada adianta aerodinâmica e muitos cavalos embaixo do capô sem o produto correto. E também não vale um pneu bom se ele não é o apropriado para o tipo de condução do automóvel. Ou seja, o urbano, o offroad e o esportivo, cada um precisa de um específico pneu para equipá-lo.

Pensando nisso, a marca Michelin desenvolveu o Pilot Sport 4S voltado apenas aos modelos de alta performance. "Quem para o carro são os pneus. Se você não tiver um pneu preparado a uma condução superesportiva, onde falamos de elevadas velocidades, você não vai ter uma direção segura", enfatiza o gerente de marketing da América Latina, Anoildo Mattos.

E para ser adequado aos superesportivos, o produto deve possuir o seu diferencial na aderência, frenagem e reatividade. É necessário ser mais rápido e forte nesses aspectos comparando-se a um pneu comum. Para garantir isso, a marca oferece a tecnologia batizada de "Dynamic Response", a qual combina uma malha híbrida de aramida e nylon para não se deformar na curva. "Ele é um tecido sete vezes mais resistente que o aço e fica entre a banda de rodagem e a estrutura do pneu, fazendo com que o bloco trabalhe em conjunto. Com isso, em qualquer situação de brusco movimento ou aceleração rápida, ele mantém a aderência mais forte, porque está mais colado no solo", completa Anoildo.

Para completar, o lançamento também conta com a tecnologia "Bi-Compound", a qual consiste na aplicação de dois tipos diferentes de borracha na banda de rodagem. Do lado interno, um composto novo de borracha e uma sílica especial foram combinados, ajudando a repelir a água em pisos molhados. Já no lado externo, existe um novo elastômero híbrido voltado para aderência no seco.

Testando

O test-drive no Autódromo Velo Città foi dividido em etapas. A primeira foi em um circuito estreito feito com cones, cheio de slalom, com o asfalto muito molhado por conta da chuva, em uma atividade comparativa. Mantendo a velocidade e característica de pilotagem semelhante entre os modelos, o concorrente, se eu não tivesse feito a correção necessária, quase sobraria na curva. Com o Michelin, o carro mantinha boa estabilidade e seguia com aderência o traço da curva a bordo de um Mercedes Classe C. As mesmas observações foram vistas na pista a bordo do superesportivo da Lamborghini: LP 500-4 com motor V10 5.0 de 520 cv de potência e uma aceleração em apenas quatro segundos. O ano é de 2006, sendo uma das poucas no País equipada com transmissão manual e ainda uma das primeiras com tração integral. Depois, aceleramos o Dodge Challenger de 2010. O motor V8 desse muscle car tem 395cv.Mesmo sendo quase uma "banheira", manteve-se bem rente ao solo nas curvas, não dando sustos, ainda que o asfalto úmido atrapalhasse (ou gerasse mais riscos) de pisar fundo em trechos sinuosos.

Números

A promessa da Michelin é precisar apenas de 33,66 metros para sair de 100km/h a parada completa em piso seco. No molhado, de 80km/h a zero é necessário 27,73 m. Comparado aos concorrentes isso significa 1,3 m e 2 m antes, respectivamente. O comparativo foi feito pela TÜV SÜD, laboratório de análise de produtos. Na durabilidade, a vida útil é 27% maior que os outros. A pesquisa é da Dekra, empresa de inspeção veicular.

De série

Esse modelo já virá agora nos modelos Panamera, Boxster e Cayman 718 da Porsche, na linha AMG do Classe E (E63 e E43) e na Ferrari GTC4Lusso. A parte, ele está disponível em 34 dimensões diferentes nos aros 19" e 20". Mas, antes de comprar, cheque sobre a possibilidade da troca (veja se é indicado ao seu carro) com a concessionária. Fica a dica!

*A repórter viajou a Mogi Guagu (SP) a convite da Michelin