Jeep Wrangler posto à prova

Com exclusividade no Ceará, o Auto foi testar a nova geração do 4x4 na trilha mais difícil do mundo; veja o resultado

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Modelo conta com melhorias no ângulo de ataque (44º) e saída (37º); as rodas são de 33 polegadas. As portas e o teto estão mais fáceis para retirar e o para-brisa mais simples de baixar, com ferramentas de série da Jeep Fotos: divulgação

A nova geração do Wrangler está confirmada para o Salão de São Paulo, em novembro, e ao mercado brasileiro no primeiro semestre de 2019, com previsão para janeiro. Porém, o test-drive foi liberado para um grupo seleto de jornalistas, sendo apenas oito brasileiros, na melhor forma: com um offroad pesado.

De confirmado ao País está a versão Rubicon. Por isso, nada mais apropriado que usar e abusar do lançamento no lugar de inspiração ao nome e espírito do carro: na trilha Rubicon, a 4x4 mais difícil do mundo, localizada nos Estados Unidos. A jornada foi longa e cansativa, em torno de 30h até o ponto de largada, mas recompensadora. Detalhes, na contracapa.

Desempenho

Antes do teste começar, a primeira surpresa aconteceu pela ausência de portas. Alguns jornalistas resolveram até tirar o teto, o qual agora ficou mais fácil de ser retirado de acordo com a marca. O para-brisa basculante ficou mais simples baixar também. Mas, ainda não é intuitivo. São necessárias ferramentas (de série) e uma lida no manual de instruções antes de arrancar as peças.

Com as quatro portas a menos, a imersão foi mais completa. Inclusive, o frio era imenso no interior. No desespero, descobri a segunda e maravilhosa surpresa: ele vem com aquecimento de bancos e volante. O vento quente do ar-condicionado e do assento foram suficientes para acalentar o corpo, ainda que a ventania gélida adentrasse sem parar. As saídas de ar atrás ajudaram a esquentar também os ocupantes que demos carona no percurso. Para completar, os bancos são confortáveis, com regulagem, dando uma boa postura para dirigir, o que não se espera de um veículo raiz, típico de trilha.

O barulho é sutil. Acelerando na pista, não tem um ronco tão forte dos veículos pesados 4x4, mesmo com 120km/h no velocímetro. O mesmo vale para condução, responde na frenagem e aceleração no asfalto, sendo fácil de manobrar.

Já o motor é mais econômico. O conhecido 3.6 V6 Pentastar 3.6 com 285 cv e 35,9 kgfm de torque sai de cena e entra o 2.0 turbo de 270 cv também a gasolina. A opção a diesel existe nos EUA, até é cogitado para o Brasil, mas o 2.2 com esse combustível por enquanto é inviável economicamente para ser importado. O câmbio é automático de oito marchas. Para melhorar o desempenho, os 90kg a menos ainda ajudam.

No total, entre asfalto e trilha, foram em torno de 100km percorridos. No entanto, onde o carro mostrou definitivamente sua vocação foi no offroad. O Wrangler não fraquejou em nenhum momento. Ele foi peça-chave para cumprir toda a Rubicon. Para melhorar o desempenho, teve os ângulos de entrada e saída aprimorados, sendo 44º e 37º respectivamente. E quando aparentava que ele ficaria pelo caminho, aparecia uma carta na manga, como mexer na tração do veículo, jogando apenas para frente ou para as rodas de trás.

Como trilha sonora, um pouco de Country no som, escolhido na tela central touch de 8,4 polegadas com áudio potente. Nem o vento atrapalhou.

Confirmado

Outra confirmação são as duas configurações: tanto quatro como duas portas. O valor será acima do atual, ultrapassando os R$ 200 mil. Para mais detalhes, agora só no Salão.

A repórter viajou a Reno (EUA) a convite da Jeep.

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Ficha técnica

Motor: 2.0l turbo a gasolina

Potência: 273cv a 5200 rpm

Torque: 400Nm a 3000 rpm

Câmbio: automático de 8 marchas

Preço: acima dos R$ 200 mil