Bikes elétricas conquistam novos usuários

Não é raro quem troque carro pela bike fora dos passeios aos domingos. Nesse caso, a elétrica surge como opção

Para fugir do congestionamento ou dos estacionamentos lotados e caríssimos, para incluir uma atividade física no dia a dia e reduzir o colesterol ruim no organismo ou para contribuir ao ecossistema e ser um a menos a emitir poluentes. Bem, seja por um ou por todos esses motivos anteriores, há cada vez mais adeptos das pedaladas. E não só no fim de semana.

Bicicleta é fluxo. É principalmente por esse motivo que aparecem cada vez mais clientes na bike viva. E quando procuram, de fato, a magrela para o deslocamento diário, a sugestão é optar pela elétrica, conforme o sócio-proprietário Tarcísio Lima.

"Ela é extremamente eficiente em todos os pontos que possa imaginar. É econômica, rápida, ágil", destaca. Ano passado, fez uma comparação dela a um carro popular e um ônibus, considerando movimento de casa para o trabalho de 8km. O valor computado foi de R$ 14.800 ao primeiro, levando em conta combustível da época, imposto, manutenção e estacionamento. No transporte público, mesmo com integração, seria de R$ 2.600. Já com a bicicleta, com depreciação, revisão, energia elétrica para recarregar e ainda extrapolando o limite de 8km, seria em torno de R$ 980 em um ano.

"A bicicleta ganha no aspecto financeiro, mas não é só isso. É mais ágil. Para se ter uma ideia, se saio da loja (na dionísio torres) para minha casa na sapiranga, em torno de 9km, às 18h30 levo quase uma hora, de bicicleta é 25 minutos", destaca Tarcísio, que usa a bike não só como meio de vida, mas também como meio de transporte.

Outro que decidiu fazer essa troca e, há quase dois anos, vender de vez o carro, foi o advogado Vitor Ramalho. Muito estressado pelo trânsito diário e pela dificuldade de achar vaga próximo ao trabalho, recebeu a sugestão do amigo de fazer essa substituição. Resolveu aceitar o desafio treinando primeiro o percurso aos domingos. Depois, assumiu os 12km de ida e volta na semana. De início, chegava suado. Então, começou a sair mais cedo, para pegar um clima mais fresco. Com o costume em cima da magrela, aproveitando mais a "banguela", e ainda com a tensão diminuindo por circular entre os veículos, a transpiração não está mais em excesso. Nem precisa mais mudar a camisa ao chega ao escritório, é só colocar o paletó por cima. Ainda mais agora que ganhou uma bicicleta elétrica de natal da esposa.

"É como se houvesse alguém segurando a bicicleta todo tempo, ela ajuda nas subidas e suo muito menos", ressalta.

Variedade

Considerando apenas os modelos que precisam pedalar e são equiparadas as bicicletas tradicionais, há dois tipos de baterias no mercado. A mais acessível é as de chumbo. Tanto manutenção como eventual troca é mais barato. No entanto, ela é mais pesada. Se por acaso a carga acabar, será mais difícil pedalar sozinho pelos 3kg extras de peso - ou até mais dependendo da marca. Na Bike Viva, é vendida por a partir de R$ 3.300, com quadro de aço.

A outra opção é a de lítio. É mais leve, mais discreta, mas é mais cara. Parte de R$ 4.900.

Para quem já tem uma bicicleta que adora em casa, é possível ainda adaptá-la para elétrica. O kit de lítio é R$ 3.200, instalado na roda dianteira.

A durabilidade de ambas os tipos de bateria é semelhante. São cerca de 700 cargas completas, média de dois anos. Para garantir uma longa vida, a orientação é não deixá-la exposta ao sol e calor.

Outra dica é não deixar muito tempo com a mesma carga. Se for viajar, é importante pedir para alguém carregar a cada uma semana, por exemplo. E não precisa deixar a bicicleta inteira, a bateria pode ser retirada de forma simples, só virara a chave de segurança, e carregar em casa com um carregador que parece ao de um notebook. Para uma carga completa é em torno de seis horas.

Além disso, os cuidados, de acordo com Alexandre, implicam ainda revisão básica a cada dois meses. O custo é cerca de R$ 50 para limpeza e aperto das junções. E, a cada duas básicas, é preciso um check up completo por R$ 120 em média para ver se está tudo em ordem. Se precisar substituir a bateria, uma nova é em torno de R$ 1700 de lítio e R$ 500 de chumbo.

Se ainda estiver em dúvida, antes de fazer o investimento em uma bicicleta elétrica, uma boa opção é fazer um test-ride ou até alugar para rodar por mais tempo, o custo é R$ 350 por mês. Então, vale o teste?

Fique por dentro

Direitos e deveres da bicicleta elétrica

Por meio da resolução 465 do Conselho Nacional de Trânsito, de novembro de 2013, as bicicletas elétricas são equiparadas às magrelas tradicionais, podendo andar em ciclofaixa e ciclovia. Mas, ela não pode dispor de acelerador ou qualquer outro dispositivo de variação manual de potência. Além disso, deve ter sistema que garanta o funcionamento do motor somente pela pedalada. É preciso ainda ter potência de até 350 Watts e velocidade máxima de 25km/h.

E se ela é igual a uma bike normal, então também será alvo das fiscalizações a partir de maio de 2019, como pela infração prevista no artigo 255, que prevê multa de R$ 130,16 e remoção do veículo por quem conduzir em passeios onde não seja permitido ou de forma agressiva em desacordo com o artigo 59.