FIBRA ÓPTICA

Angola Cables amplia alcance do cabo Monet

01:00 · 14.03.2018
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Cabo transmite dados de Fortaleza aos EUA. Um data center está sendo construído na Capital ( FOTO: JOSÉ LEOMAR )

O cabo Monet, da Angola Cables, estrutura submarina de transmissão de dados que liga Fortaleza aos Estados Unidos, terá seu alcance ampliado no país norte-americano. A empresa africana formalizou a contratação da Fiberlight LLC para ampliar a conexão do cabo. A conectividade terá como ponto inicial Miami, na Flórida e se expandirá para outras regiões. A parceria vai permitir a entrega de serviços derivados do cabo Monet a uma gama mais ampla de clientes e mercados.

O equipamento da Angola Cables tem atualmente mais de 10 mil quilômetros de rota, conectando além de Fortaleza, Santos (SP) a Boca Raton, na Flórida. A capacidade de comunicação é de pelo menos 64 Tbps e oferece uma rota de baixa latência para usuários nos Estados Unidos e na América Latina.

A multinacional de telecomunicações opera com dois pares de fibra óptica no Monet, um transmitindo dados de Fortaleza aos Estados Unidos e um segundo com transporte de tráfego para São Paulo.

O CEO da Angola Cables, António Nunes, ressaltou que o objetivo da contratação da FiberLight é oferecer vantagens de extensão para operadores de conectividade locais e internacionais. "A FiberLight é uma ampla e respeitada companhia de fibra ótica focada no fornecimento de serviços de conectividade de alto desempenho em múltiplos locais", disse o gestor.

Infraestrutura

Atualmente, a FiberLight LLC possui mais de 1.900.000 milhas de infraestrutura de fibra óptica sobre as crescentes áreas metropolitanas dos Estados Unidos. Por meio de sua espinha dorsal de mais de 26.000 mil pontos de acesso, a empresa fornece Ethernet, IP e serviço de transporte de dados para operadoras nacionais e regionais, dispositivos móveis sem fios, ISPs, cabo e provedores de conteúdo.

Conectividade

"O aumento da conectividade resultante de novos cabos como o Monet, vai permitir aos clientes, o acesso a conexões de baixa latência entre os Estados Unidos e o Brasil e, portanto, novas oportunidades de negócio, ajudando na transmissão de troca de conteúdo entre os continentes", concluiu o CEO da Angola Cables.