RELACIONAMENTO ANTIGO

Trecho da delação de Joesley revela que Temer começou a receber propina em 2010

Em um dos repasses, Temer, diz o registro, pediu R$ 300 mil para pagar ações de marketing para conter críticas envolvendo seu nome

09:35 · 19.05.2017 / atualizado às 12:00
Temer
Em 2010, segundo o documento, Temer recebeu inicialmente R$ 3 milhões. Nos anos seguintes, os pagamentos continuaram com frequência ( Foto: EVARISTO SA / AFP )

Um trecho do documento que registra a delação do empresário Joesley Batista, um dos donos da JBS, publicado pelo site ‘O Antagonista’, afirma que o presidente Michel Temer (PMDB) recebeu propina de 2010 a 2015.

Além disso, no relato de Joesley há afirmações que Temer receber oferta de pagamentos indevidos correspondentes a 5% dos negócios da empresa no Conselho Administrativo de Defesa Econômica (Cade). Essa ‘troca de favores’ teria acontecido ainda em 2017.

Em 2010, segundo o documento, Temer recebeu inicialmente R$ 3 milhões. Nos anos seguintes, os pagamentos continuaram com frequência. Em um dos repasses, Temer, diz o registro, pediu R$ 300 mil para pagar ações de marketing para conter críticas envolvendo seu nome.

Planalto desconfia que áudio de Joesley foi editado e manda gravação a peritos

O Palácio do Planalto definiu com estratégia enviar para peritos o áudio gravado por Joesley Batista, dono da JBS no qual se ouve o presidente Michel Temer supostamente autorizando o pagamento de propina para calar o ex-deputado Eduardo Cunha. A suspeita é de que as gravações possam ter sido editadas e, com essa confirmação, reforçar o argumento de que houve uma "conspiração" contra o governo.

A gravação foi feita em março, antes de Joesley fechar a o acordo de delação premiada com a Justiça, já homologada. Apesar do contra-ataque governista, continua a pressão para que Temer renuncie. A oposição ameaça barrar a votação de projetos e prosseguir com pedidos de processos de impeachment. 

A alegação para pedir a saída do peemedebista é de que a conversa gravada revela que Temer foi informado de um crime e não agiu para denunciar o fato, o que caracteriza prevaricação.

Na conversa, Joesley disse a Temer que dava dinheiro para calar Cunha e agia para obstruir a Justiça. No áudio, a Temer é ouvido respondendo "Ótimo, ótimo" e "tem que manter isso, viu?". 

 

 

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