ao vivo

Meac transmite cirurgia durante a I Jornada Internacional de Ginecologia Minimamente Invasiva

Mais de 300 médicos que participavam do evento assistiram ao procedimento realizado no início da tarde deste sábado (7)

17:17 · 07.10.2017 / atualizado às 17:23
Maternidade Escola Assis Chateaubriand
A Maternidade Escola já realizou mais de 600 procedimentos minimamente invasivos em ginecologia ( Foto: Arquivo DN )

A Maternidade Escola Assis Chateaubriand (Meac) realizou, início da tarde deste sábado (7), uma cirurgia ginecológica minimamente invasiva que foi transmitida ao vivo para mais de 300 médicos durante a I Jornada Internacional de Ginecologia Minimamente Invasiva. A paciente foi a dona de casa Rosineide Vieira de Oliveira, de 43 anos, que precisou realizar uma histerectomia, a retirada do útero.

Apesar de sofrer com sangramentos intensos durante o período menstrual há mais de quatro anos, foi somente quando a dor se agravou que Rosineide procurou assistência em um posto de saúde. Encaminhada à uma ginecologista, a dona de casa foi diagnosticada com um cisto no órgão, o que levou ao procedimento. Ela foi uma das cinco beneficiadas pela cirurgia ginecológica minimamente invasiva realizadas pela Meac, que foi o primeiro hospital da capital cearense a oferecer tratamento multidisciplinar para endometriose pelo Sistema Único de Saúde (SUS).

O supervisor da Residência Médica de Ginecologia e Obstetrícia da Meac, Leonardo Bezerra, contabiliza que a Maternidade Escola realizou mais de 600 procedimentos minimamente invasivos em ginecologia, como incontinencia urinária, endometriose, prolapso uterino. "Com este aporte tecnológico, a gente consegue fazer cerca de 80% das cirurgias por técnicas minimamnete invasivas. Aquilo que no passado precisava de incisão abdominal, hoje a gente faz por laparoscopia ou por via vaginal", explica.

Ao vivo

Os participantes do evento puderam assistir a realização de um procedimento com mínimas incisões, com a inserção de uma câmera que possui resolução por acuidade e transmite a imagem para uma tela de alta resolução, garantindo o máximo de precisão cirúrgica e conforto para as pacientes, tanto durante como no pós operatório, conforme explica o professor associado do Departamento de Obstetrícia e Ginecologia da Faculdade de Medicina da Universidade de São Paulo (USP) Maurício Simões Abrão. 

Sengundo ele, a endometriose, por exemplo, é uma doença que deve ser tratada cirurgicamente apenas por este método. "Não só pelo fato estético, mas também porque dá acesso a várias áreas da pelvis onde possam ter os focos de doença, e a partir de pinças é possivel retirar o tecido doente". O médico explica que a endometriose é uma doença que acomete entre 10% e 15% da população feminina em idade reprodutiva, o que significa cerca de 6 milhões de mulheres em todo o Brasil, além de ser o principal motivo delas faltarem ao trabalho. Mais de 20% dos casos pode ter comprometimento intestinal, se estiver em estado avançado.