Livros

Vendas caíram em 2016

00:00 · 19.05.2017

O faturamento de livros impressos sofreu, pelo segundo ano consecutivo, um declínio real. Contudo, as vendas de e-books no Brasil continuam a crescer. Segundo o Global E-book Report, relatório da consultoria austríaca Rüdiger Wischenbart publicado na última segunda-feira (15), 6,89% dos livros vendidos no País eram digitais em 2016, contra 4,27% em 2015.

Em linha com a recessão por que passa o Brasil, as editoras de livros tiveram em 2016 seu segundo ano consecutivo de queda na produção, nas vendas e no faturamento real. O setor editorial produziu no ano passado 427,2 milhões de exemplares (-4,4%), vendeu 385,1 milhões (-1,1%) e faturou R$ 5,3 bilhões - redução de 5,2% em relação a 2015, descontada a inflação. Nos últimos dois anos, a indústria do livro acumulou uma redução de 17% de seu faturamento em termos reais.

Os números vêm da pesquisa Produção e Vendas do Setor Editorial Brasileiro, divulgada na quarta (17) pelo Snel (Sindicato Nacional dos Editores de Livros). Nela não está incluída a produção digital, que será tema de um censo inédito, a ser divulgado em agosto.

"Nunca vimos nada tão dramático em termos de queda de volume e de capacidade de repassar custos", diz Marcos Pereira, presidente do Snel.

Segundo o Global E-book Report, os e-books, por sua vez, tiveram um aumento de mais de 50% de participação nas unidades vendidas pela editoria "trade" - que não engloba produtos educacionais e técnicos-, além de um crescimento de 23% no faturamento desse segmento, subindo de 2,57% em 2015 para 3,16% em 2016.