Diario do Nordeste - Notícias de Fortaleza, Ceará, Brasil e Mundo

CREDIBILIDADE

Marco na imprensa cearense

30.12.2006

Diário do Nordeste, um jornal independente e corajoso que nasceu sob o signo da modernidade e segue proposta original

O Diário do Nordeste este ano completou 25 anos e continua seguindo à risca a proposta inicial: credibilidade na informação e investimento em novas tecnologias. O primeiro editorial, da edição número um, que circulou em 19 de dezembro de 1981, “Compromisso de Luta”, selava esse pacto. Abordava questões que marcariam os principais acontecimentos da década que começava.

O jornal foi testemunha e intéprete dos acontecimentos de uma época efervescente e complexa, conduzindo-se em sua missão dentro de princípios morais e éticos, executando seu trabalho de bem informar a opinião pública com independência e imparcialidade. Os investimentos que foram feitos representam confiança no futuro da imprensa e nos destinos do Brasil.

Democracia, ajuste da atividade econômica com o meio ambiente e capitalismo com justiça social, ética na informação foram alguns dos temas destacados, provando que o Diário surgia com uma proposta jornalística avançada: unir informação de qualidade e análise dos acontecimentos a partir de uma perspectiva global de trabalhar os fatos, sem perder de vista o aspecto local. O grupo de jornalistas que iniciou o jornal encontrou terreno fértil no idealismo de um homem que apostava em desafios, Edson Queiroz.

O Diário surgiu numa época em que o Brasil iniciava o seu processo de abertura política. E, com certeza, os bons ventos da democracia contribuíram para fazer com que o jornal apostasse sempre no novo.

Contando com moderno parque gráfico, aparece no mercado dentro de um novo contexto, ou seja, quando a informação e as novas tecnologias de comunicação ganhavam maior destaque dentro desse cenário de mundo globalizado e multicultural. Foi o primeiro jornal a informatizar toda a redação no Estado e adotar o uso de cores.

Por ter essa compreensão, foi um dos pioneiros no Brasil a investir na segmentação, criação de suplementos específicos e cadernos especiais. Sempre preocupado com a satisfação dos leitores, o Diário realiza promoções que possibilitam a ligação entre os setores de marketing e o editorial.

Histórias de um quarto de século

Wilame Moura participa da equipe do Diário do Nordeste antes mesmo de sua primeira edição. “Fui convidado por Edson Queiroz para montar a equipe de diagramadores e paginadores. Ele desejava uma equipe com profissionais experientes. A intenção era produzir um jornal regional, bem diferente do que os outros produziam. Foi um negócio de doido. Nós tínhamos que pensar algo diferente”.
Wilame Moura
Chefe de Diagramação

“Sou assinante desde sua fundação. Para mim, ler o Diário do Nordeste é estar informado sobre todos os fatos locais e nacionais. Ao longo desses 25 anos, sinto que o jornal vem se aprimorando cada vez mais. Ele está mais bem elaborado, mais bonito de se ver. O Diário trata com profundidade os assuntos que merecem ser repercutidos, sempre com críticas bem embasadas, ouvindo todas as fontes envolvidas”.
Oto Sá Cavalcante
Educador e assinante de 81

A primeira edição do Diário do Nordeste foi autografada pelo industrial Edson Queiroz durante a confraternização de Natal dos funcionários da Indaiá, no ano de 1981. “O Dr. Edson Queiroz levou algumas edições para distribuir entre os seus empregados. Eu fui fazer a matéria sobre essa visita dele à Indaiá. Aí, no meio da festa, uma funcionária chegou perto e pediu que ele autografasse o jornal para ela guardar”.
Tuno Vieira
Fotógrafo desde a fundação

COBERTURAS

Jun/82 Acidente com o boeing na Serra da Aratanha
Jan/84 Comício pela Diretas, na Praça da Sé (SP)
Jan/85 Eleições indiretas, Tancredo Neves é eleito
Nov/85 Maria Luíza é eleita prefeita de Fortaleza
Nov/89 Primeiras eleições após a redemocratização do País
Jan/90 Crise do álcool tende a piorar
Jan/91 Guerra do Golfo
Set/2001 Atentado às torres gêmeas
Abril/2005 Morre João Paulo II

ENTREVISTA
DEDÉ DE CASTRO*


Como o senhor avalia a evolução do Diário do Nordeste ao longo desses 25 anos?

Considero muito importante. Não esperava que o jornal passasse por cima de tudo e continuasse circulando até hoje.

Por quê?

A concorrência era muito grande e o pessoal, muito jovem. Mas o jornal acabou dando a volta por cima e continua mostrando que é possível inovar.

Qual é o diferencial do Diário do Nordeste?

O forte do Diário do Nordeste é a sua penetração maciça em todo o Estado. Ele abrange todas as regiões, cobrindo os fatos e chegando nas mãos dos leitores de Norte a Sul do Ceará. Outro aspecto é o apelo popular que foi consolidado com o Jornal dos Bairros, que circulava aos domingos. A cada semana era contada a história de um bairro da Cidade.

O senhor poderia falar um pouco da sua vida profissional, como por exemplo, quando o senhor descobriu que queria seguir a profissão de jornalista?

Quando morava ainda em Itapipoca, minha terra natal. Sempre gostei muito de ler e escrever. Até hoje continuo lendo muito. Mas o gosto pela escrita foi incentivado por uma antiga professora de Português, que gostava das minhas crônicas.

O senhor lembra de alguma dessas crônicas?

Lembro de uma delas, ´Um dia no campo´. As minhas crônicas falavam de coisas simples. Aliás, levei isso para o jornalismo. Tudo que via acabava transformando em matéria. Depois vim morar em Fortaleza, estudar e foi quando descobri que queria ser jornalista. Naquela época não havia escola como hoje. O jornalista se formava no batente.

O senhor passou por quase todos os jornais de Fortaleza, mas onde o senhor começou a escrever profissionalmente?

Eu não agüentava pau na orelha, por isso tinha muita facilidade para entrar e sair dos jornais. Iniciei minha carreira escrevendo num panfleto de esquerda do Jáder de Carvalho. Comecei a trabalhar no mesmo dia, só que não tinha salário. Era uma garotada boa.

O senhor chegou a sair de Fortaleza para trabalhar no Sul. Como foi essa experiência?

O Sul é bom para malandrar, não para trabalhar... (risos)

* José Edmundo de Castro (Dedé de Castro), 85 anos, 65 de jornalismo. No currículo: Dois prêmios Esso (1983 e 1987).

Comente essa matéria


Editora Verdes Mares Ltda.

Praça da Imprensa, S/N. Bairro: Dionísio Torres

Fone: (85) 3266.9999