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OVINOCULTURA

Grupo Edson Queiroz destaca-se na criação de ovinos Santa Inês

11.05.2006

Com o rebanho formado por 5.388 cabeças, as fazendas Teotônio, em Madalena; Melancias, em Russas; e Serra Negra, no Piauí, do Grupo Edson Queiroz (GEQ), destacam-se na criação de ovinos, especialmente da raça Santa Inês. O plantel já conta com o reconhecimento da Associação Brasileira dos Criadores de Ovinos (Arco). O rebanho também dispõe de animais mestiços, que recebem cobertura dos ovinos Santa Inês Puro de Origem.

Com o reconhecimento da Associação Brasileira dos Criadores de Ovinos (Arco), o rebanho da raça Santa Inês das fazendas Teotônio, em Madalena; Melancias, em Russas; e Serra Negra, no Piauí, do Grupo Edson Queiroz (GEQ), se consolida como um dos melhores do País. Os animais Puros de Origem (P.O.) e meio sangue são fornecidos como material genético para outros criadores do Nordeste. Somente da Teotônio, de acordo com o gerente João Evangelista, são 1.182 cabeças.

Com o total de 5.388 animais, as fazendas trabalham também com a raça Dorper (P.O.) e animais mestiços. O melhoramento genético é realizado com o cruzamento (monta natural e inseminação artificial) entre o Santa Inês P.O. e os mestiços, resultando num animal de boa envergadura e maior valor agregado. Eles são destinados à venda para o melhoramento genético de outros rebanhos, e ao abate, ficando o produto comercializado no Frigorífico Multicarnes, do Grupo. O rebanho de fêmeas mestiças é, atualmente, de 1.101 cabeças.

“Também fazemos esse melhoramento genético com os da raça Dorper”, afirma ele. A meta, informa Evangelista, é melhorar as condições da carcaça, reduzindo o tempo de crescimento do cordeirinho, que é desmamado com mais rapidez, conseguindo velocidade no ganho de peso para o abate.

O ovino Santa Inês tem a principal finalidade de produzir carne. Os criadores, através da seleção e manejo alimentar, vêm melhorando sua carcaça, colocando mais carne no traseiro, no lombo e na cobertura da palheta, ficando a carcaça mais próxima do que se chama de ovino tipo carne. Isso foi conseguido, explica o veterinário, com muitos anos de trabalho de seleção, pois a Santa Inês não foi formada por cruzamentos programados, é uma raça formada por cruzamentos de ovinos que não eram produtoras de carne por excelência.

A raça se adaptou muito bem às fazendas do GEQ. A Santa Inês é um ovino deslanado, originário do Nordeste do Brasil, e formado pelos cruzamentos aleatórios das raças Bergamácia, Morada Nova e Somalis. “Após décadas de seleção, ele se tornou um produto muito cobiçado por países que têm na ovinocultura uma atividade importante”.

A Santa Inês surgiu como uma excelente alternativa para os criadores brasileiros que buscavam animais de grande porte, pêlo curto, produtivos e perfeitamente adaptados às condições climáticas do Brasil. Além dessas características, o ovino possui uma ótima conformação de carcaça, é bastante fértil, prolífico e precoce. Os machos chegam a pesar de 120 a 130kg e as fêmeas, de 80 a 90Kg. Elas se destacam também pela habilidade materna e pela excelente capacidade leiteira.




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