Som de pop brasileiro

Com beleza, vozes potentes e muita determinação, "As Valkyrias" querem o topo o mercado pop brasileiro. Por enquanto, elas são as queridinhas dos gringos que fazem show no Brasil

Ano tem o nome delas: As Valkyrias. O trio se prepara para lançar seu primeiro disco no fim do mês, mas já está ficando famoso por ter feito a abertura dos shows mais disputados de 2010. Já subiram ao palco de Akon, Nelly Furtado, Chris Brown, Beyoncé e, agora, elas abrem pro Black Eyed Peas, no Ceará Music.

O grupo formado por Selma Lins (loira), Gabriela Nader (morena) e a cearense Débora Cidrak (ruiva) estão juntas há dois anos, mas o projeto já existe há seis anos. "Nossa batalha é antiga. As pessoas falam que dois anos é pouco pelo espaço que já conquistamos, mas não sabem que estamos nesse projeto já tem mais de seis anos", conta Selma.

Apesar do certo tempo de estrada, só no final de maio de 2011, que será lançado o primeiro CD "Radio VKS". "É um disco bem pop e muito dançante, mas terá algumas baladas também", antecipa Débora, sem esconder a empolgação.

O álbum terá faixas em português e em inglês, como já foi demonstrado nos singles "Dar certo" e "Feel good". "É um pop moderno. Bem diferente do que existe hoje no mercado pop brasileiro", promete Gabriela. E a aposta das meninas para a música de trabalho é a balada romântica "Last chance", que já ganhou até espaço em rádios online no exterior.

As Valkyrias aproveitam o Ceará Music para mostrar o que virá na turnê do "Radio Vks". "Vamos cantar nossas músicas e um pouquinho das divas, como Madonna, Lady Gaga, Beyoncé", afirma.

No palco, podem esperar uma performance digna de grandes estrelas. Há um ano trabalhando no disco e na turnê, o trio faz além de aulas com fonoaudióloga, preparação vocal e de dança.

Além do capricho dessas guerreiras cantoras, há um detalhe importante. As meninas só trabalham com feras do meio musical. o dj deeplic (que trabalhou com Seu Jorge, Shakira, Claudia Leitte e Joss Stone) é o produtor do primeiro disco delas. Fernando Andrade (responsável pelo documentário "Coração vagabundo) e Crystal Moselle dirigiram seus clipes. "A gente procura nomes renomados para trabalhar porque sempre quisemos mostrar o melhor. Queremos mudar a cara do pop no Brasil e precisamos estar bem rodeados", argumenta a cearense.

Quanto a uma carreira internacional, Selma tenta desconversar. Garante que o fato de cantarem em inglês e de terem feito abertura de shows internacionais não significa que tenham um foco no mercado estrangeiro. "A gente quer mostrar o projeto brasileiro. Tivemos oportunidades de abrir shows no nosso estilo e não desperdiçamos", reforça.

Débora conta que a emoção de cantar no Ceará Music é grande. "Acompanho o festival há 10 anos. Cantar agora será um orgulho". Ela convida os amigos para o show na sexta: "vai ser apertado ver todo mundo, mas o show será a oportunidade para matar a saudade".

MAIS INFORMAÇÕES

O Ceará Music acontece nos dias 15 e 16. Ingressos: Brazuca 175 (pista/meia). Front stage Burn: R$ 400(meia). Ingressos individuais: Sexta: R$ 159,00 (pista). R$ 360 (front stage). Sábado: R$ 45 (pista). R$ 140 (front stage). http://www.cearamusic.com.br

Karine Zaranza
Repórter