Dicas de Concursos: dicas para a prova oral

Não raro nos deparamos com vídeos que são propagados por redes sociais e correntes de e-mails incitando o debate de temas polêmicos que fazem parte do cotidiano da nossa sociedade. Mesmo não concordando com tudo o que os formadores de opinião declaram em seus pronunciamentos, devemos bater palmas e reconhecer o brilhantismo dos que conseguem estruturar suas teses de maneira clara e objetiva, mesmo que no pouco tempo que dispõem, apresentando uma argumentação segura (o que, perante uma banca examinadora, é meio caminho andado para a aprovação).

O falar bem exprimindo corretamente o conhecimento ou a informação é uma arte e, como toda arte. Listarei, a seguir, uma série de conselhos para que você possa aprimorar sua oratória.

A insegurança é um dos principais inimigos do bom orador. É preciso combater a timidez e a inibição para chegar a uma boa exposição. A tensão de falar em público faz parte do conjunto de sensações próprias da exposição - é natural. Até os palestrantes mais experientes se sentem tensos, mas o que marca um bom apresentador é a maneira com a qual ele lida com a pressão. Ter convicção em seu ponto de vista é essencial para estar mais tranquilo em relação ao debate e, para isso, é fundamental que o assunto tenha sido previamente estudado e compreendido.

Vestir de maneira apropriada para o ambiente também ajuda na sua credibilidade e aumenta a atenção do ouvinte. Não é pertinente aparecer para a prova oral de um tribunal, por exemplo, com as roupas casuais que utilizaria para ir a um churrasco, ou aparecer no churrasco usando terno e gravata. Cada lugar tem um código de vestuário.

Uma prova oral que aborde a mesma temática, quando prestada para diferentes instituições, ou seja, diferentes bancas examinadoras, também exigirá enfoques e argumentos diferentes, portanto, conheça sua audiência. Sugiro que, antes de uma prova, o candidato pesquise sobre a banca.

Saber sobre o que está falando. Um dos maiores critérios de desempate entre os candidatos é o conhecimento sobre o assunto. Aquele candidato que fala muito bem, mas com pouco conteúdo, pode ser ultrapassado por alguém que fale apenas bem, mas que domine totalmente a área de conhecimento e saiba expressá-la de modo coerente e objetivo. Estude com afinco, saiba posicionamentos divergentes e procure formular sua fala com argumentos sólidos.

Falando em objetividade, o conselho mais importante é: seja breve. Muitas digressões dispersam o público que, perdido em devaneios, não dará a atenção devida ao seu discurso.

William Douglas é juiz federal, professor universitário, palestrante e especialista em provas e concursos